França e São Tomé e Príncipe analisam situação político-militar na República Centro Africana e no Mali

Uma delegação político-militar francesa desembarcou terça-feira num helicóptero em São Tomé, oriundo do Gabão, para reforçar a cooperação política e militar com as autoridades são-tomenses.

Membro da Comunidade dos Estados da África Central, São Tomé e Príncipe tem participado nas recentes cimeiras dos Chefes de Estados da sub-região com vista a devolver paz, à República Centro Africana.

A delegação francesa chefiada pelo embaixador Jean-François Desmazières, com residência no Gabão, realçou o papel pacificador que o arquipélago tem desempenhado no seio da CEEAC, com vista a assegurar a paz na República Centro Africana.

A presença na delegação do general Comandante das Forças Francesas no Gabão, o General de Brigade Toutous, realça o interesse França em reforçar a parceria militar com São Tomé e Príncipe, arquipélago localizado no coração do Golfo da Guiné, e que no evoluir das crises e guerras que assolam o continente, pode funcionar como uma importante placa para garantir transporte de apoio logístico, para as missões de paz ou de combate aberto como está a acontecer no Mali, para pôr fim a sublevação armada dos islamistas, que ocuparam o norte do Mali.

França está envolvida na guerra do Mali, e foi também um dos assuntos que a delegação diplomática e militar, debateu com o Primeiro-ministro Gabriel Costa.

Abel Veiga

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    N.C Responder

    Importante placa giratoria sim sr,mas para negocios e bens,nao para incentivos as intervencoes militares.
    Nao queremos que o pais e seus habitantes e visitantes sofram o reflexo,represalias e atentados por dar cobertura militar,pois somos muitos frageis quer por mar e por ar

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    Barão de Água Ize Responder

    A STP é mais importante a cooperação económica do que a militar.
    No entanto é importante manter boas relações e diálogo a nivel militar para além da França. Brasil – Portugal – Angola, deverá ser o eixo principal de cooperação militar, para eventual assistência, face a possiveis infiltrações de grupos islâmicos radicais em STP.

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    ZÉMACÚLÚ Responder

    Esta seria uma boa oportunidade de o nosso País se afirmar no seio da CPLP e no mundo. O Estado aproveitava e enviavam alguns homens pra ganharem experiência de intervenção de guerra. Já que nos nossos quadros de segurança do País altas patentes militares como Coronéis, Tenente Coronéis e ainda um Brigadeiros e acho bem… Um destes homens podiam liderar um grupo (nem que fosse uns 20 militares) e participar nessas missões, pelo que têm altos patentes, mas nos seus Curriculum não vislumbra nenhuma missão de intervenção ainda que seja de missão de paz. Ora, fazer carreira militar somente pra treinar recrutas… epââ não é ele não!
    Z.M.

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