Política

Comunidade são-tomense em Portugal quer votar nas legislativas e pede que Pinto da Costa cumpra com a promessa feita

António Cádio, Presidente da Associação da Comunidade são-tomense em Portugal, recordou esta semana em entrevista ao Téla Nón, a promessa eleitoral de Pinto da Costa, para que a comunidade emigrante em Portugal participasse nas eleições legislativas. Para a comunidade são-tomense aproxima-se a hora da promessa ser cumprida.

Em 2014 os são-tomenses serão chamados às urnas para, segundo a constituição política, eleger os seus representantes a Assembleia Nacional. São as eleições legislativas, onde afinal de contas o povo não elege o Primeiro Ministro, mas sim os deputados, ou seja, os seus representantes no mais importante orgão representativo do Estado, a Assembleia Nacional.

A comunidade são-tomense em Portugal é superior à população do segundo distrito mais populoso do país, Mé-Zochi. Segundo António Cádio, dados recentes divulgados pela Direcção dos Serviços de Fronteiras de Portugal, apontam para mais de 32 mil são-tomenses residentes. Dentre os mais de 32 emigrantes registados nos serviços de fronteira de Portugal, estima-se que cerca de 15 mil optaram por viver na Inglaterra.

Importante expressão popular são-tomense no estrangeiro, que pretende tomar parte na escolha dos representantes do povo na Assembleia Nacional. Uma pretenção que ganhou mais força após promessas, que segundo o Presidente da Associação da Comunidade São-tomense em Portugal, foram feitas pelo actual Presidente da República Manuel Pinto da Costa, enquanto candidato ao cargo, e recentemente enquanto Chefe de Estado de visita a Portugal. «Espero em breve encontrar-me com o Senhor Presidente da República, para voltar a relembrar que foi uma promessa feita durante a campanha eleitoral e ultimamente na sua visita a Portugal. Se se está a trabalhar aqui internamente sobre essa matéria eu desconheço. Mas é preciso fazer lembrar que nós todos os emigrantes, aguardamos pela materialização desta promessa com vista às eleições legislativas do próximo ano», referiu em entrevista dada ao Téla Nón.

António Cádio, que visitou São Tomé, na última semana, reuniu-se com a Ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, com quem trocou ideias sobre o assunto. O povo são-tomense que reside em Portugal, quer votar nas legislativas de 2014. «É uma questão de exercício de cidadania», pontuou.

Angola é outro país que alberga nesta altura mais de 20 mil são-tomenses. Os emigrantes neste país também deverão beneficiar desta oportunidade caso a promessa se materialize.

No entanto António aproveitou a conversa com o Téla Nón, para realçar outras preocupações da comunidade emigrante em Portugal. A crise económica e financeira que assola a Europa, com ênfase para Portugal, está a açoitar duramente os são-tomenses. «Neste momento com a situação de crise que afecta toda a Europa e principalmente Portugal a nossa comunidade tem apanhado pela tabela cm essa situação. Isso porque o sector que consumia grande parte da mão de obra, a construção civil, está neste momento parado. Quem tem estado a fazer alguma coisa para aguentar a família são as nossas mulheres através dos serviços de limpeza», explicou.

A situação fica ainda mais complicada quando o cidadão emigrante tem necessidde de renovar os seus documentos, para garantir o cartão de residência. «Falo por exemplo da renovação dos passaportes. Para a melhor integração da comunidade e para actividade laboral de cada dia é preciso o cartão de residência. E quando esse documento caduca recorremos à nossa Embaixada que até tem feito um trabalho brilhante, porque recolhe os dados e envia para o país. Aqui no país é que a logística tem ido muito lenta o que compromete todas as aspirações do cidadão emigrante», detalhou António Cádio.

Com o desemprego a aumentar em Portugal, o emigrante são-tomense não pode arriscar-se em se ausentar do trabalho duas vezes numa semana para tratar dos documentos. Grave é o facto da pesada burocracia nacional, obrigar o emigrante a correr tais riscos. Por outro lado, a renovação dos documentos demora meses, e os serviços portugueses não se adaptam ao leve-leve tão lento. «Estive com a ministra dos negócios estrangeiros e comunidades, e falamos na necessidade de se criar uma plataforma junto a todos os serviços envolvidos no processo de emissão dos passaportes de forma a se encontrar mais celeridade no atendimento aos casos da comunidade emigrante», pontuou.

Abel Veiga

    17 comentários

17 comentários

  1. akeles

    3 de Abril de 2013 as 8:53

    Quem quiser votar que venha ao pais

    • abdulkeny ferreira

      3 de Abril de 2013 as 9:26

      Espero que seja mas uma conversa dos políticos santomensa., Porque ainda não fizeram nada absolutamente nada pelo emigrantes

    • Estevão

      3 de Abril de 2013 as 9:30

      Vê-se de onde vem esta boca!!! Só pode ser do ADI e alguns dos seus dirigentes. Como só pensam no banho e na diáspora as pessoas prescidem do banho porque têm a sua liberdade, financeira e moral, sabem que terão dificuldades no esquema do banho na diáspora. Na diáspora não se compra consciência das pessoas. Logo vocês não gostam disto porque querem comprar toda a gente.

    • HLN

      3 de Abril de 2013 as 11:41

      Votar é um direito de cada cidadão, independentemente onde ele esteja, portanto cabe ao governo criar condições para que tal acto seja consumado.

    • adi.bete

      3 de Abril de 2013 as 15:59

      sr.akeles deixa de ser burro

      • Traído pelo ADI

        4 de Abril de 2013 as 11:16

        ntão vocês não sabem k estão a crir malandragem, para terem o sistema de votos eletrónicos no pais… ofertado pela ANG, o sistema k Z-DU, ganha com maioria…, xé? vai vê kem vai ganha agora. “MLSTP” NBÉ MUÊ!

  2. P. T

    3 de Abril de 2013 as 10:19

    SE FOR MESMO VERDADE, JÁ ESTOU CÁ A FAZER A MINHA CAMPANHA. E VOU VENCER EM PT COM MARGEM DE 100%.

    SABEM PORQUÊ?

    PORQUE CONTO COM APOIO DE, JERONIMO MONIZ, CARLOS MENEZES, ABILIO NETO, E UM PORTUGUÊS CONCERTUADO E AMIGO DOS SANTOMENSES.

  3. Descendente dos contratados

    3 de Abril de 2013 as 11:23

    Cabo verde também.

  4. Carlos Jorge da Silva

    3 de Abril de 2013 as 11:30

    Deixe os nossos homens e mulheres da diáspora votar Eles não precisarão do Banho como você Sr akeles

  5. ODisco

    3 de Abril de 2013 as 16:00

    E nos em Angola nao temos direito e ja agora no Gabao? Todos, somos Saotomense, se houver lei para Portugal tem que haver par todos os pises da deaspora, sem excepcao. O que habitam em Portugal sempre se acharam superior aos outros, porque?

    • Fladialeto

      5 de Abril de 2013 as 8:03

      Nada disso a questão não é os de Portugal se acham superior, isso é porque os que estão em Portugal manifesta o seu desejo em actos que são realizado em STP e querem participa pu fazer parte…BJsssssssss, fui quem quiser criticar seja bem-vindo

  6. budo budo

    3 de Abril de 2013 as 17:24

    Estimados compatriotas falta muita organização na embaixada em Portugal! Não vale pena aumentar mais coisas ! Melhor resolver as macacada que existem depois partir para outra por exemplo sabiam que a nossa embaixada não tem fixado o horário de funcionamento, 2.a mala diplomática que traz os passaportes é entregue a qualquer passageiro 3.sabiam que o cartão consular está ser emitido com um atraso de 4 meses e nem nenhuma informação sr cadio não é só no país que não funciona na embaixada de Lisboa é um caos

  7. São Tomé Poderoso

    3 de Abril de 2013 as 22:51

    Óptima ideia, espero que isso seja mais rapidamente resolvido queremos votar também acho que deveriam abrir excepção para outros país onde mora são-Tomenses os caboverdianos também votam nas legislativas. fui

  8. Cidadão

    4 de Abril de 2013 as 9:06

    Devemos orar pedindo a DEUS q mude coração do Pinto da Costa, para q dê tudo certo para os nossos irmãos ali noutra parem do mundo, seja Portugal, Angola, Gabão, Guiné Eq., Cabo Verde,… em fim.

  9. Cidadão

    4 de Abril de 2013 as 9:18

    “noutra paragem”

  10. Africano

    4 de Abril de 2013 as 16:42

    Este parece mais interessado na verba da campanha do que voto. São todos iguais.

  11. São Tomé Poderoso

    4 de Abril de 2013 as 22:03

    Os Dirigentes de MLSTP e PCD MDFM estão com medo, porque sabem se isso colar ADI com certeza que vai ganhar com maioria absoluta e dai vaca leiteira vai acabar bloqueio politico vai acabar eu quero para isso ir em frente..

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