PIC celebrou 20 anos sobre a sua institucionalização

Ontem e Hoje, foi o tema proposto pela ministra da Justiça, Edite Tem- Jua, para celebrar o vigésimo aniversário da criação da Polícia de Investigação Criminal.

O Ministério da Justiça, Administração Pública e Assuntos Parlamentares, promoveu um encontro de reflexão profunda sobre o vigésimo aniversário da  institucionalização da Polícia de Investigação Criminal, “PIC”, comemorado no dia 16 de junho. « Como sabe ninguém, tem o monopólio da verdade nem do conhecimento. É necessário, que de fato se revisite os princípios que estiveram na base da criação desta polícia, perguntando naturalmente e conversando com as pessoas que estiveram na sua gênese», referiu a ministra Tem-Jua.

Segundo a Ministra da Justiça, a PIC, se confronta com várias dificuldades a nível técnico e material, «mas também me permita dizer que apesar de todas as dificuldades que a PIC enfrenta, ela continua a funcionar  e a garantir na medida do possível a segurança do cidadão», acrescentou.

O Governo diz que está a agir no sentido de debelar as carências da polícia de investigação criminal. «A intervenção tem que ser material, técnico e humano, é preciso olhar, por exemplo, para o próprio edifício e neste momento o governo já está a intervir com a direção da própria PIC, para  fazer dentro do que é possível algumas mudanças dentro da PIC, mas como eu digo é um processo continuado», sublinhou Tem – Jua.

José Bandeira, actual Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, foi o arquitecto da PIC. «Sou claramente alguém, que esteve na gênese da criação da polícia de investigação criminal, pois fui presidente da comissão instaladora da PIC durante 12 anos. O que acho, é que passados 20 anos, tal como propôs a senhora ministra da justiça, é necessário que se faça uma reflexão, sobre a PIC, Ontem e Hoje», declarou.

O mais antigo diretor da PIC, considerou importante que se faça uma  reflexão, na medida em que a Polícia de Investigação Criminal. «Detém a responsabilidade suprema no âmbito da realização criminal ou penal do país, pois ela é órgão por excelência auxiliar da administração da Justiça, logo sem a qual não é possível realizar uma justiça  criminal a altura, neste país», frisou.

Bandeira, disse ainda, que o  estado em que se encontrar a PIC, dependerá muito e definirá a boa realização da justiça penal  em S. Tomé e Príncipe.

Interpelado pelos jornalistas sobre a avaliação, que faz dos 20 anos da sua criação, José Bandeira, desabafou.

«De fato ao longo dos 20 anos, pouco ou nada mudou na PIC, independentemente ela vai fazendo o seu possível, para dar o seu contributo nessa vertente da justiça criminal», reforçou.

O jurista, deu um acento tónico, insistindo que é preciso que se dê todas as condições necessárias para que a PIC seja efetivamente uma polícia cientifica, com todo contributo necessário para uma justiça penal no país.

Por seu lado, a atual diretora desta polícia  cientifica,  Vera Cravid, considerou que não assumiu os destinos da PIC, numa fase crítica.

Sobre a avaliação que faz dos 20 anos, da PIC, Vera Cravid, reagiu da seuinte forma.« Como sabe, a polícia de investigação criminal tem um papel importante na sociedade, é a polícia que investiga, é a polícia que recolhe os indícios da prática do crime, é a polícia que apresenta ao ministério público o autor do crime, para que o ministério público possa fazer o seu trabalho. É do conhecimento público em geral, que a PIC tem  diversas dificuldades , mas acredito que com o tempo, vamos superar essas dificuldades todas».

Na reflexão, o vigésimo aniversário da institucionalização da PIC, estiveram presentes os membros da comissão instaladora da PIC, os corpos diretivos das antigas direções, subdiretores, coordenadores e atual direção, designadamente: Jurista, José Bandeira, Celestino Lima, director adjunto da Comissão Instaladora, Nicolau Lima, Super Intendente, Manuel Vicente, Dr. Lázaro Afonso, Inspector Martinho Castelo David, Dr. Antonio Reffel, Sub-intendente, Adulcino Ceita, Inspector Avelino Quaresma e atual diretora da PIC, Vera Cravid.

Ainda,  no quadro dos 20 ano da PIC celebrados no dia, 16 de junho, o ministério realizou um almoço de comemoração da data, no Restaurante Bar-Filomar. Neste almoço, singelo, a  Ministra da Justiça, Administração Pública e Assuntos Parlamentares, Dra. Edite Ten Jua, ofereceu à Direção da PIC, um  quadro  comemorativo dos 20 anos da criação desta Polícia com especificidades  únicas.

Jasy Ramos

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    Addon Tiny Responder

    A PIC como nos sabemos é uma Polícia especial, sendo especial precisa de especialistas ou seja pessoas altamente capacitadas para poder da resposta sobre diversos conflitos que possam surgir na sociedade que necessariamente precisam serem investigados assim e assim dá início ao um processo judicial. Do meu ponto de vista a situação da PIC de hoje da PIC de ontem são divergente e as coisas tende se agravar na medida em que a sociedade não é estavel ela se evolui e de acordo com a sua evolução vão surgindo novos tipos de crimes sobre tudo com avanço da tecnologia( os crimes vão ganhando novas dimenções e novos modu operund )Há muitos crimes que no passavado muito recente não se fazia sentir na nossa sociedade, mas que hoje ja se vê frequentemente.em suma só para dizer que é preciso equipar esta polícia de meios tecnológicos,meios rolantes,meios materias,assim como meios humanos qualificados e melhoria de salário de forma que os operadores se sentem motivados.Por outro lado deixo no ar esta pergunta Porque não o governo junto a ministério da justiça não traça uma política direccionada(justiça) junto aos nossos parceiros internacional como por exemplo( Angola e China Taiwam) apenas esses dois que agredito que podem dar meios materias suficientes que possam resolver de uma só vez grande parte dos problemas da justiça tendo em conta ser um sector chave rumo a desenvolvimento?

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    Cidadania Responder

    …”fui presidente da comissão instaladora da PIC durante 12 anos…”:12 anos para se instalar a PIC em STP?

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    Barão de Água Izé Responder

    O crime por mais equipamentos, materiais e técnicos policiais que se formem, não abrandará, se a pobreza em STP não for combatida através da criação de empresas que criem postos de trabalho. A falta de rendimentos decorrentes do trabalho, é a munição para o crime.

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