“Foi um atentado a nossa soberania”

Assim o Presidente da República, classifica a operação dos navios “Marida Melissa” e “Duzgit Integrity” nas águas territoriais são-tomenses em Março passado. Ironicamente o Chefe de Estado são-tomese, disse não saber se os donos dos barcos, tiveram também a ideia de escrever uma carta ao ex-Presidente sul africano Nelson Mandela.

O Chefe de Estado são-tomense nunca antes tinha se pronunciado sobre o caso dos barcos. Diz que só agora o faz, porque o processo já transitou em julgado.  «Foram detidos e infligiram as regras normais. Foi um atentado a nossa soberania. O resultado do julgamento é conhecido», declarou o Chefe de Estado, antes de viajar esta manhã para Portugal em visita privada.

Pinto da Costa fez alguns comentários ao caso, com destaque para a reacção dos proprietários dos navios e de pessoas e entidades envolvidas no negócio. «Sabemos que houve reacções altamente negativas da outra parte, inclusivamente com algumas ameaças, que foram feitas à São Tomé e Príncipe», frisou.

As águas territoriais de São Tomé e Principe, foram durante muitos anos e continuam a ser palco de operações duvidosas de embarcações. Pela primeira vez as autoridades agiram, e prenderam duas embarcações em operações ilegais.

A guarda costeira, novo braço das forças armadas, teve papel determinante na operação de segurança e protecção do território marítimo nacional, quando os dois navios faziam transbordo de combustíveis à 6 milhas da costa . «Eu não sei se tiveram também a ideia de escrever uma carta ao Presidente Mandela, isso eu não sei», declarou ironicamente o Presidente da República aludindo aos movimentos, que nos últimos tempos reagem contra às acções de manutenção da ordem no território nacional.

Antes de deixar o aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe, rumo a Lisboa em visita privada, Pinto da Costa, fez saber que São Tomé e Príncipe não abdica dos seus direitos no caso dos navios.  «A verdade é que tudo iremos fazer para que se abra, um espaço de diálogo para resolvermos rapidamente esta situação, sem abdicar de forma nenhuma dos nossos direitos», concluiu.

Abel Veiga

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    Ceratitis capitata Responder

    Este presidente, não tem papas na língua.
    Sou um admirador nato, embora tivesse pontos de vistas diferentes.

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      blagapena Responder

      Sr. Presidente cometou um grande erro. Qual a razão que lhe levou a tomar essa decisão? Tomou-a de animo leve ou por acaso já lhe foi molhado a mão?

      Sr. Presidente, por favor, não vamos desmandar o nosso país. Temos que mostrar aos nossos inimigos que quando abusam, apanham.

      Por todas as ameaças e palavrões que proferiram os representantes dos návios, sr. Presidente devia mão pesada na sua decisão. Essa gente são grandes inimigos nosso. Invadiram-nos e roubavam o k Deus nos deu, por outro lado, insultara-nos, tratara-nos de mendigos, d ladrões, etc.

      Sr. Presidente deve ter memória curta…

      Fui…………………

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      Jose Silva Responder

      ERRADO. MUITO ERRADO MESMO. Uma decisao do tribunal, ninguem deve revogar, nem o Presidente. Afinal isso e’ uma junta militar ou e’ um Estado de DIREITO? Ou ha tribunal ou nao ha tribunal. Presidente nao pode estar por cima da lei.

      Assim pode cheirar negocio e corrupcao

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        Verdade Responder

        Meus senhores,
        Vamos deixar de falar por impulso ou porque queremos falar. vamos falar de coisa que nós entendemos e deixemos de dar palpites naquilo que somos completamente ignorantes. O Presidente da Republica tem este poder, conferido pela constituição para indutar pena. Não se trata de revogar uma decisão do tribunal, é uma pratica que se vem vivido em STP já a muito e com suporte legal nas nossas leis.
        O que pode ser avaliado aqui é o motivo desta decisão, que no meu entender e na minha opinião, não foi acertada ou pelo menos, não neste momento, porque o estado deve receber uma indemnização por parte dos proprietários dos barcos e ao libertar os Comandantes dos navios a nossa posição fica fragilizada.
        O presidente apenas recorreu a uma das suas prerrogativas conferidas pela constituição da republica.
        Si foi acertada ou não, isso depende do ponto de vista de cada um.

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    ferpenapandopo Responder

    Estão a ver povo santomense a razão de estarem a viver na miséria, e os vossos governantes a viverem fartamente,””A verdade é que tudo iremos fazer para que se abra,um espaço de dialogo para resolvermos rapidamente esta situação,sem abdicar de forma nenhuma dos nossos direitos.”” para bom entendedor algumas palavras bastam…

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    Albertino Bragança Responder

    15 dias de ferias? n percebi. Podem ser claros sobre a “viagem privada”?
    Ferias sao ferias e são direitos do Pr.
    Porque que mesmo de ferias voces obrigam o Sr. a trabalhar? Agora tem que fazer-se de pedinte para o Cavaco Silva enquanto esta de ferias?

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    Falar Verdade Responder

    Que aberração…!Este país vai de mal à pior! Fui…

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    António Menezes Responder

    Que tristeza…

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    Mana Responder

    Que vergonha. O Senhor presidente deveria perguntar ao bandeira se a decisao transitou realmente em julgado. Tenho um primo meu no tribunal que disse me que ainda existe varios recursos no supremo tribunal sobre o caso. Isso e verdadeiramente um caso para considerar que o supremo tribunal so tem juizes inaptos e incapazes de decidir um simples processo. Nao seria necessario a intervencao do pinto da costa. Gabriel vai a frente com reforma por favor.

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    Santomé Plodôsu Responder

    Não fica mal um gesto de clemência para um povo que sempre viveu de maõs estendidas. Nunca temos dinheiro para OGE, é preciso andar a pedinchar, todos os anos. Medida acertada.
    Viva Pinto!

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    Kanimambo Responder

    «Eu não sei se tiveram também a ideia de escrever uma carta ao Presidente Mandela, isso eu não sei»

    Esses miúdos estão a tirar o sono ao Presidente? Eu não acredito! lolololol

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      Moreno Responder

      E caso tivessem escrito essa carta, será que Mandela iria ler ?

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    Manuel Responder

    O Presidente tem piores assessores ou ele nao os ouve. Indulto podera criar um precedente que so o tempo julgara. Nao podemos ser cobardes ameacas

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    malebobo Responder

    já não se percebe mais nada, afinal o pr está acima da lei, a decisão de juiz não valeu nada

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