Governo adverte o SIMPRESTEP sobre acções de bloqueio às escolas

Num comunicado o Ministério da Educação e Cultura, dá conta que agentes do Sindicato, têm impedido a entrada de professores que querem trabalhar em diferentes escolas do país. Medidas legais segundo o Governo vão ser adoptadas para evitar o bloqueio às escolas.

comunicado

O Ministério da Educação, Cultura e Formação, nos últimos dias, tem vindo a confrontar-se com uma greve, que, segundo os seus promotores, o Sindicato de Professores e Educadores de S. Tomé e Príncipe – SINPRESTEP, vai-se prolongar por um tempo indeterminado.

Considerando os problemas que essa greve vem ocasionando, com manifesto prejuízo para as crianças, este Ministério sente-se na obrigação de comunicar aos pais e encarregados de educação, aos professores e educadores que eventualmente estejam mal informados sobre a evolução dos acontecimentos e à população em geral, o seguinte:

1.- Depois de várias negociações, o Ministério da Educação, Cultura e Formação enviou ao SINPRESTEP uma proposta indicando as alterações possíveis de serem introduzidas nesta altura para a solução das reivindicações dos professores e educadores. O Sindicato porém, ao invés de se reunir com os delegados, seus membros, para analisar a proposta, desencadeou a greve no passado dia 3 e somente no dia 7 de Outubro, segunda-feira, enviou uma contraproposta mantendo a greve por tempo indeterminado.

2.- Ninguém ignora que as reais possibilidades do país não são, de momento, as melhores. No entanto, o Governo, considerando as exigências que o Ministério da Educação tem em vista para uma melhoria do ensino no país, considera razoável e justo fazer um esforço, apesar de comportar um elevado custo, para implementar a carreira docente, o que nunca aconteceu nos trinta e oito anos da Independência Nacional.

Assim, aceitou dar um primeiro passo na implementação faseada da carreira docente e ainda actualizar o subsídio de docência de 35 para 45% do salário de base a partir de Agosto deste ano. A partir de então, procederá ao aumento dos salários para a classe, em Janeiro de 2014 em 10%, e estabelecimento da aposentação dos docentes com salário de base, a partir de Agosto de 2013 e a mudança de categoria dos docentes com mais de cinco anos de experiência profissional, em 2014.

Apesar dessas conquistas dos professores e educadores, o Sindicato continua irredutível, persistindo em manter a greve, não obstante saber que as crianças são as mais prejudicadas.

3.- O mais preocupante nesta questão é que há professores que querem trabalhar mas muitos delegados sindicais afastam os alunos da zona das escolas, mandando-os para casa e, ainda, em muitas escolas, os portões são fechados, trancados, impedindo os que querem trabalhar de o fazer, contrariamente ao que dispõe a Lei da Greve.

4.- O Ministério da Educação, Cultura e Formação chama a atenção dos grevistas para o seguinte:

a) Fazer greve é um direito que os trabalhadores têm. Isso não significa, contudo, a ausência total no posto de trabalho. Quem decidir a não comparecer tem faltas injustificadas e o faltoso sofre as consequências, que até podem resultar em processo disciplinar;

b) Os delegados sindicais que estão ao serviço do seu Sindicato como “Piquetes de Greve” devem saber que a sua função é velar para que nada de anormal aconteça durante a greve, nomeadamente segurança dos edifícios e das pessoas, dentro do local de trabalho. Ao persistirem no entrave às crianças e aos professores é punível por lei. Os trabalhadores devem permanecer durante a greve, diária e disciplinadamente, durante o tempo igual ao do trabalho. Doutro modo, o Ministério vê-se compelido a tomar as medidas que se mostrarem adequadas.

5.- É o Sindicato que vai responder pelo pagamento dos dias em que estiverem de greve, desde que o grevista esteja no seu posto de trabalho. Porém, fica um alerta. Será que o Sindicato com os Db. 42.915.438,00 (quarenta e dois milhões novecentos e cinquenta e um mil quatrocentos e trinta e oito dobras) que recebe mensalmente pelas quotas dos associados, ou seja, com os 386.238.942,00 (trezentos e oitenta e seis milhões duzentos e trinta e oito mil novecentos e quarenta e duas mil dobras), que já recebeu de Janeiro ao Setembro, deste ano, é que vai pagar aos professores em greve, quando o Estado gasta mensalmente 18.000.000.000,00 (dezoito mil milhões de dobras), quase USD 1.000.000 (um milhão de dólares Norte Americanos) com os salários do pessoal docente?

6.- Apesar disso, o Governo continua aberto para dialogar com a representação dos trabalhadores em greve e pede espírito de responsabilidade e bom senso.

Gabinete do Ministro de Educação Cultura e Formação em S. Tomé, aos 7 de Outubro de 2013.

O MINISTRO,

/JORGE LOPES BOM JESUS/

Nota: Na reivindicação dos docentes em Março de 2012, tanto o subsídio de transporte como o subsídio de horas extraordinárias foram actualizados e pagos a partir do mês de Abril do referido ano.

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    C.C Responder

    Muito bem senhor ministro. Como pai já estou farto desta brincadeira destes professores. Isto já está a ficar um abuso. Como são filhos de pobres eles estão a abusar. Por favor senhor ministro mande esta gente para a rua e coloque lá outros professores. Isto já está a ficar um autêntico abuso de poder sobre os país e as crianças que querem estudar. Onde se viu uma coisa desta. Ainda por cima impedem os professores que querem trabalhar a fazê-lo. Vão mas é trabalhar. Preguiçosos.

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    matutui Responder

    País de loucos e tolos!
    A greve não é solução. O aumento salarial não é resolução.
    Também fui professor! Nos primeiros anos ganhava 4000 dobras. Depois fizemos greve e passei a ganhar 7000. Depois com greves e mais greves aquilo foi crescendo até hoje os professores já falam em milhões. Mas eu pergunto, para que servem esses milhões se as condições de vida dos mesmos continuam cada vez mais difíceis?
    Outra coisa! Não pensam que se aumentarem os professores outros sectores irão reivindicar. Os professores fazem parte da função pública. Qualquer aumento feito aos mesmos teria que afectar toda a função pública! E sabiam se houver aumento os primeiros a ser contemplados serão os de cima? É o Ministros, são os directores, os chefes de serviço, outros e outros. O pobre e triste professor permanecerá sempre no fundo da tabela!
    Podem achar de ridículo mas não sejamos hipócritas!
    Essas querelas não nos vai levar a lugar nenhum!
    Nós temos milhares de economistas, engenheiros, juristas e doutores de raios que o parta e está na hora de pensarmos num São Tomé e Príncipe melhor. Num São Tomé e Príncipe real, produtivo, equilibrado, onde o salário mínimo dê pelo menos para pagar pão, água e luz! Um país onde o salário mínimo nacional não dê para cobrir nem se quer a factura da EMAE, esse estado é um estado falhado!
    Consequências do aumento salarial aos professores na ordem de 25%:
    a) Aumento áspero de preço dos produtos nacionais no mercado e dos transportes.
    b) Aumento de Inflação
    c) Agravamento da situação de vida
    d) Greves e mais greves
    e) Caos, caos e caos.
    Solução- Repensar Tomé e Príncipe criando uma estratégia de desenvolvimento nacional resumido na nossa insígnia.
    Unidade na produção, disciplina, Justiça na divisão e seriedade no trabalho.
    A criação do STJ já é um caminho. Mas “ ninguém está acima da lei” deve prevalecer. A Justiça deve ser igual para todos independentemente da sua condição económica, política ou social. Magistrados corruptos devem trocar a breca por trás das grades. Isso servirá de exemplo para todos. E todos os nossos valores perdidos serão recuperados e com algum acréscimo.

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      Zozó Responder

      O governo deve avançar sem dó nem piedade. Como mãe já estou farta destes abusos e atrevimentos destes professores. Só estão interessados nos seus salários e ainda por cima impedem os outros professores que querem trabalhar que o possam fazer. Como é possível uma coisa desta numa altura crucial do ano letivo? A má-fé é tanta que estes professores nem estão a ver o mal que estão a fazer aos miúdos que precisam de aulas nesta altura.
      Eu ainda concordaria se pelo menos estes professores exigissem melhores salas de aula, mais formação profissional para melhorarem as suas práticas, mais materiais, etc. Só querem dinheiro e mais nada. Falta de bom senso e muita má-fé.
      Os pais também têm que sair para a rua e manifestar contra estes professores. Porquê que eles não fazem o mesmo com os filhos dos ricos? Só pensam em prejudicar os filhos dos pobres. Isto alguma vez é greve? Qual greve? É má-fé e aproveitameto político. Ai do ADI se estiver por detrás desta grave.

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    Védé ça Libô Responder

    Sr. Ministro, professores também são Santomenses! Não os trate como parte secundária deste país! Este comunicado é no mínimo patético e inconcebível em estado de direito! Viva a democracia, viva o diálogo, viva a paz e a justiça social!

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    forro da terra Responder

    Ou vai ou racha!

    Paga aos professores que são os verdadeiros heróis desta nação.

    Os políticos preguiçosos, corruptos, que nada fazem, recebem mensalmente cerca de 10 milhões de dobras como deputados.

    Quando se sabe que vão uma vez por mês à Assembleia Nacional.

    Os ministros que estão sempre a viajar e a dilapidar o recurso financeiro do Estado, se cancelarem algumas dessas viagens inúteis desses ministros incompetentes, o governo conseguirá pagar salários a esses heróis.

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    OTOR Responder

    Os professores tb são pais, portanto façam greve ou se demitam em bloco, para que eles saibam que vcs tb são seres humanos e cidadãos desse país, ponto final. Ou vai ou R

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    São Tomense Responder

    Da mesma forma quero que o Sr. Ministro lembre que tem responsabilidades com estudantes no exterior, porque de certeza que o Sr. Ministro não fica um dia sem comer nem corre o risco de viver na rua. É bom as vezes sentirmos na pele do outro.

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      Riboqueano Responder

      Estes professores estão a exagerar também. Isto já é demais. 35% de aumento? O quê? Em que país estamos? Isto está a ficar uma autêntica brincadeira. Não se compreende uma coisa desta. Sejamos razoáveis minha gente. As nossas crianças não podem transformar-se em brinquedos nas mãos destes professores. Como alguém já disse porquê que eles não reinvindicam também melhores condições para realizarem a sua função de professores?

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        Santa Catarina Responder

        Tantos dias sem aulas para os miúdos já é um exagero. Onde é que estes professores querem chegar? Isto já é uma irresponsabilidade coletiva. O governo e os pais não podem ficar de mãos a abanar a ver estes professores a capturar os interesses dos alunos e das famílias. Isto já é uma falta de respeito e consideração.

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    luz Responder

    greve é um direito..o ministro deve ser e ter capacidade de ultrapassar a situação…assalto ao poder tem custo..nao foi eleito agora tenhem k mamar a bucha …chamen a troika pra vos ajudar

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    Pereira Responder

    Mandem estes professores preguiçosos para a cadeia. Isto já está a ser um abuso. Uma semana sem aulas? 35% de aumento salarial? Em que país estamos, afinal?

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    santola01 Responder

    O sistema educacional santomense é precária, no entanto há muito esforço da parte dos professores para ensinarem os nossos filhos. Como já aqui citaram, o aumento salarial não é solução mais viável, pois a necessidade passaria por uma solução que também beneficie os outros funcionários das escolas. Melhores condições das salas de aulas, de todo espaço físico das escolas desde a segurança para as crianças como as melhores salas de aulas.

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      Mam Responder

      Concordo plenamente! Os professores só estam interessados no aumento de salário e dai não saem. Assim não dá e perdem toda a razão. E os outros funcionários? E as salas de aula? Condições de trabalho? Fica-se com a ideia qye eles só querem sacar a massa e mais nada. É triste esta situação.

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    Pen Drive Responder

    Desta forma o Sr. Ministro acaba por prestar um péssimo serviço à nação, à sociedade e à si próprio uma vez que ao que se sabe também é professor.
    O senhor só tem é que negociar e encontrar um caminho que mais agrade a todos. E fique a saber uma coisa de uma vez por todas. Quando é chamado para ministro é para resolver os problemas e não para os complicar.

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    Frank Responder

    Qualquer decisao do Gonerno nessa materia, sera simplesmente “a promessa”, nada de compromisso. Ao faze-lo, considera-se mais um caso adiado,mas mada que se resulte em resolucao do problema.Repete-se a Historia no futuro proximo.
    De uma vez por toda, dicidiria e assim ficaria dicidido.
    Retira o direito a greve aos trabalhadores de Educacao,e de igual modo aos trabahladore da Saude.
    Nao e verdade que a Greve e o direito dos trabalhadores; se assim fosse, todo o sector de servico afecto ao Ministerio da defesa faria a Greve.Nao quero acreditar que os que trabalham nestes sectores nao teem necessidade, ou que a condicao salarial neste mesmos lugares sao melhores.

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    Anjo do Céu Responder

    Isso tudo nao passa duma palhaçada oquestrada pelo proprio Ministro pensando ele que é unico e melhor Ministro da Educação no País. Já está baboso e cheio de dinheiro.Que se lixa os professores, serventes e cantineiras. Tudo k tem principio haverá um final melhor e feliz para todos os santomenses de viver num Pais livre e democratico.Deus é todo poderoso

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    Alfredo Gentil Responder

    Do mesmo lado da Canoa – a propósito da greve dos professores

    Os representantes dos professores devem ser justos e actuar com prudência dentro das normas vigentes. É muito perigoso arrastar uma classe, luz da sociedade, para o cadafalso por motivos estritamente políticos ao serviço do ADI.
    O ministro Bom Jesus, ao chegar uma vez mais ao poder, encontrou o ministério armadilhado com minas deixadas pelo seu antecessor o ministro Padre da Educação. Competia a ele como bom gestor, tomar a primeira medida, remover essas ervas daninhas do caminho. E não foi por falta de aviso, vindo de todos os quadrantes. Conclusão manteve a todo o custo essa escumalha e hoje milhares de crianças estão a deriva, a navegar em águas turvas.
    E o ministro Bom Jesus, homem experiente, deixou as esferas de decisão do ministério, na mão de corruptos, figuras altamente emporcalhadas, expulsas de outros ministérios. E são estes senhores, comprometidos em implementar o famigerado caos, que o ministro Bom Jesus delega poderes para estarem à frente das negociações.
    Ninguém mais acredita num ministro que convive com elementos que toda a gente sabe serem activistas convictos do ADI. O resultado está a vista. As negociações são um completo engodo, uma farsa. Ora vejamos: de um lado estão os cabecilhas do Sindicato – Gastão Fereira e Diosdado Vicente, que são membros do ADI e pelo MEC, estão Alexandre, Amandio Gama e Ifegénio, homens de confiança do ADI, plantados no MEC, pelo então ministro Padre. Estes senhores andam de escola em escola a amedrontar os professores. Resultado manter a greve por tempo indeterminado. E o ministro Bom Jesus acredita na conversa deles. Perguntamos: Aonde estão os assessores do Ministro?
    Durante o mandato do PT, esses senhores fizeram alguma reivindicação por mais pequena que fosse? Nunca.
    O Governo, aceitou dar um primeiro passo na implementação faseada da carreira docente e ainda actualizar o subsídio de docência de 35 para 45% do salário de base a partir de Agosto deste ano. A partir de aí, procederá ao aumento dos salários para a classe, em Janeiro de 2014 em 10%, e estabelecimento da aposentação dos docentes com salário de base, a partir de Agosto de 2013 e a mudança de categoria dos docentes com mais de cinco anos de experiência profissional, em 2014.
    O que fez o Sindicato, contínua irredutível, persistindo em manter a greve, não obstante saber que as crianças são as mais prejudicadas.
    O ministro Bom Jesus navega a sua última viagem neste ministério, porque ninguém se salva com um ninho de cobras dentro da sua própria casa. Entretanto, a decisão da greve está nas mãos dos implementadores do caos, que estão ambos, Patronato e Sindicato no mesmo lado da canoa.

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