Negociações que soltaram o navio Merida Melissa terão transformado queixa-crime contra dirigentes do Estado são-tomense num “FAITS DIVERS”

Merida Melissa um dos navios capturados pela guarda costeira em Março passado, foi libertado no último fim-de-semana, após negociações entre o proprietário do navio e o Estado são-tomense. A queixa-crime que foi apresentada em Julho contra os dirigentes do Estado são-tomense pode ter deixado de existir.

O Téla Nón apurou que as autoridades são-tomenses, foram os primeiros, a saber, ainda em Julho passado, sobre a queixa-crime que o proprietário do navio Merida Melissa, apresentou no Tribunal das Ilhas Marshall. A queixa foi apresentada no dia 10 de Julho passado.

Na luta pela recuperação da sua embarcação, o proprietário do navio Merida Melissa, por sinal um cidadão alemão, dono do grupo privado Shipcare em Oldenburg com sede em Alemanha,  interpôs queixa no Tribunal das Ilhas Marshall, contra o Presidente da República, o Primeiro-ministro, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o Juiz do caso Alberto Monteiro, o Procurador do processo Kelve Carvalho, e o advogado Guilherme Posser da Costa.

Sabe o Téla Nón que ao mesmo tempo, o proprietário do navio registado nas ihas Marshall, realizou outras acções, junto ao parlamento alemão, e tentou influenciar estruturas da União Europeia, para pressionar o Estado são-tomense, a libertar o seu navio.

Em simultâneo enviou para São Tomé,  advogados da sua empresa para negociar com o Estado são-tomense uma saída para a situação, após a decisão do Tribunal, que ordenou a prisão dos comandantes das embarcações, impôs o pagamento de indemnizações ao estado são-tomense, e a confiscação dos navios e da mercadoria a favor de São Tomé e Príncipe. Tudo numa sentença em que ficou provado a prática de contrabando de combustíveis pelas duas embarcações nas águas territoriais são-tomenses.

No entanto, a parte são-tomense, também pretendia processar o proprietário do navio, num fórum judicial internacional, com base em elementos bastante que tem em mãos. O sinal de diálogo aberto dado pelo grupo alemão, contribuiu para a decisão do Estado são-tomense, que através do Presidente da República, indultou a pena de prisão de 3 anos aplicada aos comandantes dos navios, e forçou as negociações urgentes anunciadas pelo próprio Chefe de Estado são-tomense no seu decreto de Setembro último, como forma de resolver o litígio pós judicial.

O Téla Nón apurou que entre uma longa disputa judicial, de resultado incerto, e a oportunidade de negociações abertas o proprietário do navio preferiu desde sempre as negociações e conseguiu na última sexta – feira, acordo com o Estado são-tomense.

Por isso o Navio Merida Melissa zarpou no último sábado deixando para trás a outra embarcação a “Duzigit Integrity” propriedade de um empresário turco, dono do grupo Düzgit Group com base em Istambul-Turquia, no entanto registada com bandeira de Malta.

O caso do navio de empresário turco se afigura muito mais complicado e difícil, para as negociações apurou o Téla Nón.

Na guarda costeira o Téla Nón foi informado, que o Navio Merida Melissa, zarpou após acordo com o Estado são-tomense. O proprietário pagou taxas portuárias e multas, estando outras s obrigações financeiras, definidas pelo acordo, a serem processadas nesta fase ainda sigilosa do entendimento entre as partes.

O Téla Nón deu conta que o acordo alcançado entre as partes, agora em Outubro, para além de satisfazer os interesses do estado são-tomense, anula por completo, a queixa interposta pelo dono do navio Merida Melissa em Julho passado junto ao Tribunal das Ilhas Marshall.

O Téla Nón está no encalço de toda a história negocial dos barcos, e promete para breve mostrar que o “caso” mediático de queixa-crime contra dirigentes do Estado são-tomense movida pelo dono do navio Merida Melissa, não passa de um “FAITS DIVERS”.

Abel Veiga

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    Me Zemé Responder

    Essa nossa justiça que não é séria, anda a brincar com coisa séria e de muito dinheiro…o que nos pode deixar muito mal na fotografia. Haja sabedoria. Que Deus nos proteja, pois somos muito pequenos para os gigantes desse mundo.

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      ferpenapandopo Responder

      Viva Angola….

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    C.C Responder

    E assim se vai desmontando a teia encomendada pelo ADI e seu apoiante Abílio Neto. Fui

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      António Menezes Responder

      Deixa de ser cobarde e mencionar nomes de partidos. Se o MLSTP e PCD têm dados que o ADI está envolvido em negócios escuros, que publiquem. Incompetência tem hora…

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    bia Responder

    S. Tomé e as suas palhaçadas! Creio que não vale a pena recorrerem ao Tribunal, para depois rasgarem as decisões judiciais. Ou o Estado tem “tomates” para fazer valer a sua soberania ou passa mais um atestado de subordinação ás demais nações e poderio económico. Já agora, fechem o tribunal, pois as decisões judiciais são sempre ignoradas pelos governantes. Viva república das bananas!!!

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    António Silva Responder

    Eu já previa este desfecho. Aqui está o meu comentário no passado dia 26 de Junho:”Não sei se o estado irá a receber este valor! Ou alguém será corrompido. Estes navios ficarão ali até se enferrujarem, os comandantes ali na prisão por alguns “mesitos” e nada mais
    Parece-me que ninguém nos (O ESTADO)leva à sério. Somos um estado frágil. Estou aqui p’ra ver o que dá.”
    E parece-me que tudo está a se confirmar.

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    Mixídají Responder

    Procurem trazer ao publico quem autorizou a entrada dos barcos. Fala-se tanto e não se faz nada. Senhor primeiro Ministro puxa a orelha ao procurador geral da república, ou ele já se esqueceu do veixame contra ele promovido pelo Governo do Patrice Trovoada e o senhor Oscar Medeiros.

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    Germias Responder

    O estado santomense não tem outra saída ao não ser libertar os navios,alguém ficou beneficiado nesta história

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    arroz podre Responder

    Esta palhaçada toda, só tem um fim. Demitir quem tem que ser e arrumar a casa (S.TOMÉ).
    É uma vergonha, o tribunal tomar uma medida e orgão político desfazer desta medida.
    Porquê todo aquele escândalo aquando do julgamento.
    Juízes, Delegados voçês ainda estão com moral para julgar alguem?
    Ou vai ou racha é os dirigentes que temos.

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    MÉ SOLO Responder

    Obrigado Tela Nóm pela informação prestada ao povo Santomense. Hoje ainda ouvi um deputado a questionar o governo sobre o assunto dando conta que o referido navio já não encontra nas nossas águas e que algumas mercadorias estariam a ser negociadas.

    Espero que a negociação tenha sido bem feita pois nada valia termos os navios cá a infeitar a nossa costa sem termos nenhuma contrapartida e que o resultado das negociações sirvam os interesses de todos os Santomenses e não de meia dúzia de indivíduos.

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    Bem de S.Tomé e Principe Responder

    A pobreza do nosso país enfraquece o Estado na tomada de decisões internacionais.Se outro Estado como Angola, Africa do Sul ou Nigeria, seguramente que não aconteceria o que se está a passar.Mas que houve violação das nossas aguas maritimas, houve.

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    luisó Responder

    Então os barcos não tinham revertido a favor de STP?
    Ficamos a ver navios ou melhor dizendo barcos…
    Triste este Estado de coisas…

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    jorge desalmado Responder

    Sem comentarios.

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    Pv Responder

    Se tudo tivesse sido resolvido única e exclusivamente na base de justiça no seu verdadeiro sentido nada disso tivesse acontecido. Dizer que STP ficou a ganhar com esse processo é no mínimo estranho. O que STP ganhou a final? Até agora, só vergonha.

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    fiá luxinga Responder

    Meu caro compatriota, este caso não era para resolver por políticos mas sim pela justiça.
    Na verdade ouve violação, neste caso tínhamos que agir segundo lei internacional, depois tomarmos uma medida neste caso,pagar por violação da nossa ZEE, mas damos de esperto logo Condenamos os tripulantes, prendermos os barcos e multamos. nesta luta entre famílias quem perde sempre é S.Tomé e Príncipe. Vamos correr risco de pagar uma enorme quantia, ou fazem negócio as escuras somente uns recebe dinheiro na qual as bocas fecham e mais ninguém fala em mais nada.
    Na verdade há um ditado qual se diz” Muclú -clú cá fé sintxe matá sundé ê cá potô ni chon plimelo

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    Verdade Responder

    Não havia necessidade de se ter este desfecho. A obsessão em atingir um indivíduo e outros objetivos que se calhar não sabemos levou a que hoje ficasse o país comprometido, pois que tratando-se de altos dirigentes nacionais, sejam eles o que sejam, é o país o escape de tudo isso! Um caso que com perícia, sem maldades e euforia saiamos a ganhar! Deus, abençoe STP! Temos todos, sobretudo a nossa juventude, que lutar para que casos como esses não voltem a acontecer! Um bem haja!

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    luisó Responder

    Voltou-se o feitiço contra o feiticeiro!!!!

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    Abençoado Responder

    Imaginam- só se isso tivesse ocorrido com o XIV governo, mais conhecido pelo governo do PT? Seriam comunicados em cima de comunicados, insultos em cima de insultos dos dirigentes de MLSTP e do PCD!

    Como já disse alguém, Muclú -clú cá fé sintxe matá sundé êlê só cá potô ni chon plimelo!!!
    Santomen té peso êêê.

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    Tito Responder

    Palhaçada!

    É isso que dá quando o poder judicial se deixa manipular pelo poder politico.

    Espero só que este episodio vergonhoso na nossa historia, vai tirar a ganancia do “Pa´Grande” em tudo controlar, em regressar para esses tempo de partido único de ditadura.

    Deus está a enviar-vos uma mensagem, muda de postura “Pai Grande”! Não faça mais mal a este povo humilde que nada te fez. Muda de postura para seres lembrado como um grande Homem do Estado, e não como alguém que desgraçou STP. Só os idiotas e os “burros” é que não mudam.

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    Maria não dá? Será? Responder

    Pai Grande, o teu rabo também está a ficar de palha. è muito triste êêêê…….

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    zeme Almeida Responder

    Pior vergonha de sempre em S.TOME,com o caso dos barcos petroleioros.Nao vale a pena virem com palavras bonitas para desviarem a atencao da populacao.Voces pensavam que tinham achado no mar de STP um tesouro,mas, as balas sairam pela colatra.{Muito bem feito}.O País tao pobre como o nosso que das ajudas externas faca uma justica desta?Só em S.Tome,os de Principe já pensam de outra maneira e nao desta.Só envergonharam o País e os seus cidadaos.Viva RDSTP

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    Leopaldo Responder

    Gostaria de saber com que base aplicaram a multa de 5 milhoes de Dólares….
    Esses Juizes têm mesmo que ser avaliado.

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    José Andrade Responder

    Meus caros
    Tenho a certeza que o país nada ganhou nem irá ganhar um só tostão furado nisto
    A verdade é que quando os mentores desta palhaçada deram conta que os seus nomes estavam num tribunal internacional, os ovos encolheram e quase que pediram de joelhos ao dono do barco para levarem os seus barcos e retirarem a queixa. O nosso advogado mais famoso do país o Pósser quase que minjou, pois as macinhas que estão nos Bancos europeus estavam ameaçados, e a solução foi esta. Isto acontece quando um pecador pesca um peixe muito mais forte que ele, o que ele faz é cortar a corda, senão a canoa vira.
    Assim vai o nosso país. Sem rumo e sem norte
    Bem Haja a todos

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    CEITA Responder

    quem falou verdade em todos os comentários é o senhor José Andrade, muito boa leitura da situação…uma vergonha com nome de Aguardente

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