Economia

OGE-2014 responde as necessidades de infra-estruturação do país

Garantia do Primeiro-ministro Gabriel Costa na abertura, na quinta – feira, do debate parlamentar sobre o OGE-2014. Avaliado em 159 milhões de dólares, o OGE para o próximo ano, mereceu contestação da ADI, com destaque para a linha de crédito concedida por Angola.

A proposta de Orçamento Geral do Estado que os deputados e o governo começaram a debater, demonstra forte dependência de São Tomé e Príncipe, em relação a ajuda financeira internacional. O país só consegue garantir 10% do valor de 150 milhões de dólares.

Angola surge como um dos principais financiadores do Orçamento Geral do Estado para o próximo ano. Concedeu uma linha de crédito de 180 milhões de dólares. O arquipélago deverá receber em 2014 a primeira tranche no valor de 60 milhões de dólares para aplicar em projectos de desenvolvimento.

Na abertura do debate parlamentar, que prossegue esta sexta – feira a ADI, através do seu deputado Álvaro Santiago, questionou o governo sobre o acordo financeiro assinado com Angola. «O senhor acabou de assinar com Angola, uma linha de crédito de 180 milhões de dólares, com 60 milhões de facilidade que vem agora, eu não sei se vem agora ou não», afirmou o deputado.

ADI exige que os acordos que se assinam em nome do Estado são-tomense, sejam levados ao conhecimento dos representantes do povo, como determinam as leis do país. «Porque nós a Assembleia da República ainda não vimos os termos desse acordo. Esse acordo deve vir para aqui. Os contratos nós devemos primeiro aprova-los. O senhor não está a vender ilusões com isso? Senhor está a dizer que vai pagar esta linha de crédito com receitas de exploração de petróleo com a Guiné Equatorial. Temos isso? Temos o petróleo com a Guiné Equatorial né?», questionou Álvaro Santiago.

O Chefe do Governo detalhou os aspectos relacionados com a futura exploração do bloco 5 localizado na fronteira marítima entre São Tomé e Príncipe e a Guiné Equatorial. No entanto deu maior destaque as acções que o seu governo vai implementar, para atender as necessidades das populações com base nos fundos disponibilizados pelos parceiros internacionais, com realce para Angola.

Segundo Gabriel Costa, o executivo vai reactivar os transportes públicos. São Tomé e Príncipe, é talvez o único país do mundo que não tem uma linha de transportes públicos. Situação que dificulta a ligação e o escoamento de bens e serviços entre as cidades e o campo.

Gabriel Costa anunciou a reforma do parque automóvel dos taxistas. O Executivo promete reformar o actual ferro velho que garante o transporte de pessoas e bens, pondo em causa a vida das pessoas. «Vamos trabalhar para que se possa renovar a frota dos taxistas. Vamos trabalhar para que as palaiês(vendedoras), as mães possam ter condições para melhorar seus rendimentos. Estamos preocupados com elas que trazem efectivamente para as suas famílias», precisou.

Casas sociais vão ser realidade. «Vamos trabalhar no sentido de melhorar as condições de vida das populações. Vamos trabalhar para que haja casas sociais», acrescentou.

Ajuda financeira angolana que dá confiança ao Primeiro-ministro na execução de outros projectos estruturantes para recuperar a economia. O chefe do governo prometeu aos deputados muito rigor na aplicação da linha de crédito concedida por Angola. «É um orçamento que almeja responder aos desafios de infra-estruturação do país, é um orçamento que ambiciosa colocar São Tomé e Príncipe na agenda do investimento directo estrangeiro», frisou.

O debate em torno do Orçamento do Estado para 2014 prossegue esta sexta – feira.

Abel Veiga

    14 comentários

14 comentários

  1. anonimo

    13 de Dezembro de 2013 as 10:36

    Não se concebe como é que o Primeiro Ministro esteja a falar em taxistas e palaiês (não é que não deva), perante questões mais criticas (não que os taxistas e as palaiês não mereçam), pois isso só vem demonstrar que falta-nos uma visão clara de desenvolvimento…….Penso também que se deva informar concretamente os contornos da linha de credito…. Reprovo o comportamento do deputado Álvaro Santiago que penso ser demagogo…..

  2. zeme Almeida

    13 de Dezembro de 2013 as 13:47

    Os da troikas fingem surdos e esqueceram o que fizeram ao XIV governo liderado pelo eis prmeiro ministro Patrice Trovoada.Quando o anterior assinava acordos sem o aval da Assembleia Nocional,muitos reclamavam um deputado da bancada do MLSTP Dr.Alberto Tiny disse ao eis primeiro ministro {Quem mandou o senhor assinar os acordos sem o aval da Assembleia! Esqueceram?Neste caso dos acordos assinados com Angola podem-nos dizer quem mandou o senhor primeiro ministro Gabriel Costa,assinar este compromisso desta linha de creditos com Angola?Falam tanto e esquecem-se.Nao estou contra o apoio prestado a STP,mas sim contra aqueles que nao sabem valorizar as ideias dos outros,só as suas.O ADI tem todo o direito de interpelar o governo e senhor primeiro ministro tem que esclarecer todas as verdades destas linhas de creditos e como vamos as pagar.Queremos saber as verdades e o povo agradece.

  3. zeme Almeida

    13 de Dezembro de 2013 as 14:05

    Nao estou contra esta linha de credito,que o senhor primeiro ministro Gabriel Costa preste aos representantes do povo os meandros destes emprestimos,como vamos os pagar .Será que estamos a hepotecar o nosso petroleo sem o povo saber,recebendo os avancos? Porque este governo tem receios de dizer as verdades.

  4. carlos

    13 de Dezembro de 2013 as 14:22

    Flasssooooooooiii

  5. POVO FLOGÁ

    13 de Dezembro de 2013 as 15:31

    ADI
    Está com ciumes, Gabriel está a subir

    • Paulo de brito

      13 de Dezembro de 2013 as 19:49

      As palavras por si só pouco valem. A acção vale mais do que elas.

    • Arnaldo

      6 de Fevereiro de 2014 as 21:51

      Não se esqueçam do povo, o povo é que faz o país. espero que o dinheiro seja gasto nas infra-estrutura para o bem do país. ver para crer.

  6. zequentchi blanco

    13 de Dezembro de 2013 as 16:39

    Um pais que nao consegue financiar seu OG em vez de financiar areas productivas agricultura, industria serviços…vao investir num projcto de assistana (casas sociais).

    Que pais estamos?

  7. armando

    14 de Dezembro de 2013 as 9:31

    Meus Caros, as eleicoes estao a porta… tudo isto e campanha eleitoral. O Pais fica hipotecado e o futuro nessa conjuntura se adivinha muito feio. Temos que abrir as pestanas. Esses politcos fazem de nos gato e sapato e vivem a sua vida. ODIOSO.

  8. conobia cumé izé

    16 de Dezembro de 2013 as 10:48

    Ponta bodom sá liba Gabi. Lêdê da lami sá água.Dinheiro de Angola,não !!! …Gabi,bili uê-ou !…Fui

  9. António Menezes

    16 de Dezembro de 2013 as 12:39

    Esse acordo tem de ser publico e passar pelo parlamento. Todos devem prestar contas e nada mais.
    Diga nos onde está o dinheiro de barcos. Cuidado, para não ser o mesmo com a venda da ENCO.
    O primeiro ministro fala de taxistas de palaés…só campanha. Casa sociais? As que foram construídas estão aonde? Quem usufrui dessas casas? Sociais? Então se temos o dinheiro do petróleo com Guine onde está o acordo? Francamente meus senhores, sejamos sérios…Vá e explica e nada disso…

  10. Eterno Madiba

    16 de Dezembro de 2013 as 18:14

    Projectos de desenvovimento de S. Tomé e Príncipe:
    a)transportes públicos
    b)renovação do parque dos taxistas
    c)créditos a palaiês
    d)casas sociais
    e)Outros mas sempre sociais.
    Que eu saiba o senhor Gabriel Costa, com muito respeito é um leigo em matéria de economia, e quem aposte nos pontos supracitados para desenvolver um país, só pode ser muito ingénuo ou na pior das hipóteses muito ignorante.

  11. Toni

    16 de Dezembro de 2013 as 22:41

    Caro Sr Primeiro Ministro,
    Quando vejo a sua proposta de projecto de transportes públicos cabe me perguntar se sabe quanto custa este serviço público, que deve ter valores mediante o rendimento da população. Um minibus usado custa cerca de 20 mil euros, agora vamos rentabilizado antes de ser sucata?
    Em relação aos táxis , o que quer fazer, não sei, o seguro auto se calhar custa mais que alguns táxis actuais, já pensou nisto?
    As Peleies , o que quer dar, frio para o peixe na gamboa , em Santana , transporte em frio, condições higiênicas para a venda?

    Só com isto o seu OGE não chega, e falta a saúde, educação, e os outros ministérios . O seu orçamento é muitas vezes inferior a algumas Empresas ocidentais, agora se temos o que temos vamos gerir de um forma positiva e aproveitar os recursos em prol dos interesses do Pais STP , assim se calhar pode se fazer algo.

    Enfim Sr Primeiro Ministro,
    O Sr está em Campanha eleitoral , assim por favor não crie ilusões e tente ficar na história, estamos em época de Mandiba , os Homens que ficam são os de grande obra para o Povo, os outros toda a gente esquece , ok se calhar ficam ricos, é uma opção. Mas por favor queira ficar na História e que os meus filhos se lembrem de da sua governação.
    Obrigado

  12. djatta

    18 de Dezembro de 2013 as 12:42

    Alvaro Santiago, meu caro “BOCA Balança”…como as coisas mudam, sinceramente. O que é feito do seu camarada de Vichy, o Firmino?
    Lembro-me tao bem, como você era o PACATO, aquele que todos gozavam…os seus compatriotas, muito lhe desprezavam dizendo que você era o angolar “coitadinho” da tribu dos saotomenses…afinal foi você quem mais teve sucêsso com as mulheres e conseguiu obter uma bôa posiçao, depois da sua “maîtrise” em frança. Felicitaçoes!!!Fez mais estudos e melhor que o seu lider Patrice Trovoada, que nunca condeguiu passar do 1° ano da universidade comunista de Saint Denis (faculdade onde estudou, mais tarde o Jorge Bonfim).

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