Política

“O diálogo Nacional veio para ficar”

“É, sem dúvida, um grande empreendimento mas é possível acreditar que somos capazes de conseguir fazer do Século XXI, o século da afirmação de São Tomé e Príncipe, como país modelo, na sua região e em África”. Pinto da Costa no discurso que encerrou o Diálogo Nacional.

Discurso de Sua Excelência o Presidente da República, Dr. Manuel Pinto da Costa, no encerramento dos trabalhos do Diálogo Nacional

Palácio dos Congressos

29/03/2014

Compatriotas.

Ao iniciar a minha intervenção no encerramento do Diálogo Nacional permitam-me, desde já, que as minhas primeiras palavras sejam de congratulação sobre a forma como decorreram os trabalhos que hoje estão a chegar ao fim.

Quero congratular-me pelo exercício exemplar de cidadania que todos os que participaram nesta iniciativa deram.

Quero também enaltecer o exemplo de civismo, responsabilidade, disciplina e trabalho que o país pôde acompanhar, a par e passo, ao longo destes seis dias.

A forma como decorreu este Diálogo Nacional permite-me, desde logo, retirar uma conclusão simples.

O diálogo Nacional veio para ficar e, estou certo, constituirá um valioso instrumento estratégico ao serviço da grande coligação de vontades tão necessária ao desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.

Quero, por isso, também, congratular-me por termos levado a bom termo esta iniciativa de tão grande exigência.

Concidadãos

Não vou falar muito porque mais do que palavras é tempo de agir.

É preciso agora trabalhar, muito e arduamente, para concretizar o sonho de que vos falei na abertura dos trabalhos: mudar São Tomé e Príncipe.

Como a riqueza das intervenções aqui produzidas demonstrou é possível encontrar, apesar das diferenças, os consensos necessários para a tão reclamada mudança, para fazer o país avançar rumo ao progresso e, assim, vencer, no mais curto espaço de tempo, o seu grande desígnio que é o combate à pobreza.

É possível renovar a esperança num país diferente, na reconciliação da família Santomense e num futuro de união, de paz, tolerância e liberdade, democracia, progresso e desenvolvimento.

É, sem dúvida, um grande empreendimento mas é possível acreditar que somos capazes de conseguir fazer do Século XXI, o século da afirmação de São Tomé e Príncipe, como país modelo, na sua região e em África.

Alguns dirão, porventura, que se trata de uma utopia, mas aos mais cépticos perguntaria apenas onde estaria a humanidade sem utopias.

Este é, em dúvida, um objectivo ambicioso mas que está ao nosso alcance porque se vencemos a escravatura e vencemos o colonialismo, saberemos mais uma vez vencer, com realismo, este grande desafio.

Um objectivo cuja grandeza é, por si só, suficiente para mobilizar todos, esta, as próximas gerações e, sobretudo, a nossa juventude que, tal como nós, precisa de causas e ideais.

Para o alcançar é preciso restaurar e cultivar o orgulho de ser Santomense, no que somos e no que queremos ser.

Concidadãos

O diálogo nacional mostrou que é possível unir as diferenças.

E quem ganha com essa união? É o país.

O diálogo nacional mostrou que é possível encontrar consensos na diversidade.

E quem ganha com os consensos? É o país.

O diálogo nacional mostrou que é possível debater olhos nos olhos, de coração aberto, livremente e sem reservas o futuro do país.

E quem ganha com esse debate? É o país.

O diálogo nacional mostrou que os cidadãos querem participar activamente no processo de desenvolvimento de São Tomé e Príncipe.

E quem ganha com essa participação? É o país.

Porque foi em nome do país e do interesse nacional que nos empenhámos na sua realização.

Como disse na sessão de abertura e volto a repeti-lo hoje no encerramento, o diálogo nacional não se realiza para impor nada a ninguém.

A força dos consensos obtidos depende acima de tudo da adesão voluntária desses entendimentos.

No final dos nossos trabalhos estou ainda mais firmemente convicto que os resultados alcançados, traduzidos em recomendações, são suficientemente mobilizadores para que possam ser assumidos por todos. Os que aqui estiveram e os que estiveram ausentes.

É nesse quadro que, perante vós e o país, quero assumir, claramente e sem ambiguidades, o compromisso de tudo fazer para que as conclusões do Diálogo Nacional venham a ser implementadas.

Um compromisso assumido no âmbito da magistratura de influência que constitucionalmente cabe ao Presidente da República, sempre no respeito pela separação de poderes e nas competências próprias de cada órgão de soberania.

A importância dos temas qui debatidos para o futuro do país, como sejam o reforço da democracia, o desenvolvimento económico, social e cultural, a consolidação da unidade social e a moralização da sociedade são fundamentais para que São Tomé e Príncipe encontre finalmente o caminho do progresso e da prosperidade.

O envolvimento de todos é mais do que uma mera condição para o sucesso, é um imperativo que não pode deixar ninguém indiferente.

É por isso que termino dizendo apenas:

– Estou seguro que São Tomé e Príncipe pode contar com todos nós.

    22 comentários

22 comentários

  1. Sinceridade

    31 de Março de 2014 as 8:43

    A frase está incompleta: A frase correta seria: ” O diálogo Nacional veio para ficar na gaveta, tanto como muitos outros que já foram realizados.”

  2. Verdade

    31 de Março de 2014 as 8:55

    Palavras sabias. Muito obrigado senhor Presidente pelo esforço e sacrifício em unir a família santomense.

    • Piter Bota

      31 de Março de 2014 as 10:15

      Verdade, o Pinto da Costa nunca quis união, desde a 1ª.República até então, mas o que ele pensa é que deve estar no 1º. lugar. Na democracia isto não é assim.
      Quando é que ele elogiou acções de um governo?
      Só quer ditar, é por isso que ele escolheu um 1º. Ministro que manda e desmanda, porque com Patrice Trovoada e Jorge Amado isto não aconteceria.
      A verdade é que cada partido político tem o seu programa e sua ideologia e ninguém pode obrigá-lo a mudar.
      O Orçamento Cidadão elaborado pelo XIV Governo do ADI-Patrice Trovoda foi eleborado em base das necessidades das populações teve exito?
      Não tomaram em consideração e deixaram cair o Governo.

    • Eterno Madiba

      31 de Março de 2014 as 12:25

      Só que de palavras sábias está inferno cheio. E palavras não enche prato de ninguém!

    • Pagué sagi nontudaxi

      31 de Março de 2014 as 12:37

      Uma familia que nele ja desuniu e muito também! É seu dever este “diálogo” sobretudo porque estamos em democracia e lider que é lider é aberto! Nada mais!

  3. sotavento

    31 de Março de 2014 as 9:04

    Muito bonito o discurso do presidente.STP é um pais com potencialidades , poucas mas temos.Mas primeiro temos que acabar com as desigualdades que existem.

  4. joana

    31 de Março de 2014 as 9:47

    O PCD demonstrou ser um grande partido. Todos estiveram presentes no Dialogo Nacional: Leonel Mário D’Alva, Norberto Costa Alegre,Filinto Costa Alegre, Alda Bandeira, Daniel Daio, Sebastião Santos, Olegário Tiny, Edite Salvaterra, Delfim Neves, Albertino Bragança e muitos outros. Foi determinante a participação do PCD neste fórum.

  5. B-13

    31 de Março de 2014 as 9:56

    Explanacao fraca, pouco convicente, precisamos de bons PR ( PUBLIC RELACTIONS, Agentes de Marketing)
    para que na proxima vez que o Presidente diriga-se a nacao discursando, caregue consiguo uma melhor imagem e um discurso mais eloquente, nao e em vao que quando Obama fala meio mundo para de modo a ecuta-lo, ele tem consuiguo uma equipa forte que trabalha na promocao da sua imagem, algo que nos falta no pais, pessoas capazes de criar um carisma e imagem para o nosso Presidente.

  6. anonimo

    31 de Março de 2014 as 10:24

    Não se resolve nada com palavras, é necessário agir e com celeridade sob pena deste Dialogo Nacional ser mais uma letra morta…. e que dará razão aos mais sépticos e aos que sempre se opuseram, neste caso ao ADI

  7. Antonio Costa Carlos

    31 de Março de 2014 as 10:36

    A verdade verdadeira para isto deve ser dita. A verdade verdadeira é que quando o ex-Presidente Fradique de Menezes entrou para a sala do Dialogo no ultimo dia dos trabalhos é que veio credibilizar o Diálogo.
    Na realidade, se Trovoada esteve ausente o tempo todo e se o Fradique não tivessa aparecido, este diálogo seria um monologo, ou seja seria uma reflexão de Pinto para Pinto e nada mais.
    Acrescenta-se ainda o facto de que a presença do Fradique veio por outro lado demostrar que o homem tem a sua grande popularidade, pois que foram bem altos os gritos de alegria pela sua presença ai.

    • Saudoso Francisca

      1 de Abril de 2014 as 9:17

      O Fradique é outro eixo de instabilidade neste país, ele deveria aposentar-se da política e deixar a política para a camada jovem do MDFM. O Fradique não gosta deste povo, só gosta do poder é por isso que ele continua lutando para ser o próximo 1º. Ministro, portanto a presence do Fradique tem outras intenções, negócio dos compadres, o arranjo das próximas eleições.

  8. Dos santos

    31 de Março de 2014 as 10:39

    Nós temos que ter pensamento positivo e que tudo vai da certo e que Deus vai nos ajudar,força São Tomé e Principe

  9. Luís Gonçalves

    31 de Março de 2014 as 10:54

    Alguns tentaram desvirtuar o êxito do “Diálogo Nacional”,tanto tentaram, mas nada conseguiram. Sussesso total, adesão número de intervenientes e qualidade das contribuições. Parabéns Sr. Presidente Pinto da Costa, parabèns S.Tomé e Príncipe

  10. manuel soares

    31 de Março de 2014 as 11:36

    Bom dia meus caros por acaso o diálogo ncional já ficou. veio, venceu e agora, como perdurar no tempo político, legal(Constitucional)? como ser vinculativo? como ser implementado? sua Exa sr presidente da república disse no seu discurso de encerramento o seguinte, cito – Um compromisso assumido no âmbito da magistratura de influência que constitucionalmente cabe ao Presidente da República, sempre no respeito pela separação de poderes e nas competências próprias de cada órgão de soberania – fim da citação, então pergunto, conhecendo a posição dos partidos políticos que compõem a assembleia nacional, sabendo e visionando que nas próximas eleições legislativas ninguém terá maioria absoluta, logo como implementar o que saiu deste fórum nacional de 6 dias, que gastou tempo, fala, papel, cabeça e muito mas muito dinheiro????????????

  11. conobia cumé izé

    31 de Março de 2014 as 12:38

    Se as conclusões e recomendações do DIÁLOGO NACIONAL não for traduzida em Lei para que seja quem ganhar as Eleições de Julho de 2014,fica no saco roto. O Chefe de Estado só pode exigir se tudo isto for transformado em LEI !…Fui

  12. santomense com orgulho

    31 de Março de 2014 as 14:43

    Muito bem, Sr. PR, bem dito as palavras, era bom se todos os santomenses pensasse assim.
    ainda há muitos que não sabem o que fazer, fui.

  13. Pragmático

    31 de Março de 2014 as 16:00

    Ora bem; o diálogo veio e já passou! Teve a participação que teve. Espera-se que quem ganhar possa aproveitar dalgumas das suas recomendações e coloca-las no seu programa de governação. Mas porque não podemos continuar com este (des)governo que não ata nem desata, ou seja, que está moribundo, por que razão o sr presidente, depois deste diálogo, não marque imediatamente as eleições para podermos arrancar em peso??! Despacha, fôgo!!

  14. fisk

    31 de Março de 2014 as 16:21

    …. aconselho a todos revisitar o discurso de tomada de posse do presidente, para ver quanta aderência com a pratica vai ter este discurso de enceramento do “dialogo nacional”.francamente!

  15. Maio

    31 de Março de 2014 as 23:09

    Este dialogo nao vai servir para nada. O rumo que o pais tomou ja nao da credibilidade as palavras cheio de fantasias mas sim a acção. Queremos um governo capaz de fazer aumentar a renda per capita e consequentemente provocar o desenvolvimento. Esses discursos bonito estão a tornar o pais cada vez mais anémico . Viva o povo sofredor de STP..

  16. armando

    2 de Abril de 2014 as 9:25

    Este povo triste ainda nao entendeu que este Presidente ja falou muito e fez NADA? Um povo sofre por falta de conhecimento. Vao nas palavras dele e verao o resultado. Que pena! O homem era novo e so destruiu, agora que ja nao tem forcas eh que vai concertar? Convenhamos…

  17. tem panciencia

    3 de Abril de 2014 as 14:19

    depois de terminar o dialogo por favor, marcar a data de eleiçoes, o País e democratico

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