Brasil forma a primeira unidade de fuzileiros navais de São Tomé e Príncipe

Esta sexta – feira a cooperação militar brasileira entregou a guarda costeira um lote de equipamentos diversos, que vai garantir o treino da primeira unidade de fuzileiros do país. Oficiais e sargentos da marinha brasileira, vão orientar a formação que vai durar 12 meses.

O capitão-de-fragata e comandante da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe, Idalécio João, anunciou esta tarde a bordo do navio Patrulha Oceânico do Brasil que está ancorado ao largo da baía de Ana Chaves, que pela primeira vez as forças armadas são-tomenses vão contar com uma unidade de fuzileiros navais.

Brasil vai treinar e criar a primeira unidade de fuzileiros de São Tomé e Príncipe. Os materiais que foram entregues na manhã de sexta – feira à guarda costeira, visam exactamente garantir a preparação técnica e combativa dos futuros fuzileiros são-tomenses. «São materiais que visam a preparação de uma unidade de fuzileiros, coisa que nunca tivemos cá em São Tomé. Essa unidade de fuzileiros estará afecta a guarda costeira», afirmou o Comandante da Guarda Costeira de São Tomé e Príncipe.

Equipamentos informáticos, fardamentos, armamentos, e outros fazem parte da lista dos materiais ofertados. Oficiais e sargentos da marinha brasileira, já estão em São Tomé desde Março para orientar a formação dos fuzileiros navais.

Os treinos vão evoluir em todo o território nacional terrestre e marítimo«Estão aqui em São Tomé neste momento e vão ficar cá duramente 1 ano para treinar a unidade de fuzileiros. É uma unidade de forças especiais que nunca tivemos e agora vai ser realidade», reforçou o Capitão-de-fragata Idalécio João.

A bordo do Navio Patrulha Oceânico “APA”, o comandante da guarda costeira de São Tomé e Príncipe, e a imprensa convidada, puderam conhecer as capacidades do navio construído no Reino Unido, e que incorporou-se na armada brasileira em Novembro do ano 2012.

Moderno, o navio patrulha, está equipado com armamento e tecnologia, que permite o combate eficaz a pirataria marítima e outros actos ilegais, que ocorrem no mar.

Militares da marinha de Angola, também  estão a bordo do navio brasileiro, que deixa São Tomé este fim de semana, para tomar parte num exercício de segurança marítima a nível do Golfo da Guiné, com epicentro nas redondezas dos Camarões.

O Téla Nón promete na próxima edição um artigo mais detalhado sobre o navio de guerra do Brasil, que trouxe material para a criação da primeira unidade de Fuzileiros de São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga

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    Batoteiro Responder

    Espero os formandos tenham aprendido alguma coisa para pôr em pratica quando for preciso para não acontecer como os nossos “engenheiros” da EMAE que não conseguem lidar com um simples motor.

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      Arnold Responder

      Essa foi boa. Bpa sorte para os marinheiros.

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      Elias Responder

      Por em prática com que navios ?

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    Esperança de ver o país a crescer Responder

    Com aquele que temos.

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    Euclides Smith Responder

    Apenas uma breve reflexão sobre o mar de São Tomé e Príncipe.

    A minha reflexão talvez seja um exercício para os peritos em matéria económica.

    Considerando a dimensão da nossa superfície marítima, o pescado nela existente, o gás natural, cal, sal, etc., em termos de valor estimado, quanto vale, ou melhor, qual é o valor económico dos potenciais recursos naturais das águas territoriais de São Tomé e Príncipe?

    Considero que é altura da nossa Marinha dispor (possuir) uma frota de navios de defesa e pesquisa científica do nosso mar, adquiridos com base na negociação de exploração desses recursos, através de cooperação bilateral ou multilateral, designadamente com o Brasil e ou África do Sul, países detentores de tecnologia de ponta… Portanto, seria uma troca de bens e serviços…

    Sendo São Tomé e Príncipe um País pequeno, considero que não é pobre em recursos humanos, muito menos em recursos naturais como aparenta!

    O potencial dos recursos naturais com as melhores capacidades de gestão, são elementos fundamentais capazes de fazer mobilizar e encontrar os recursos financeiros para concretizar os projectos. Estou em crer que isso é possível!

    Haja boa vontade em bem fazer!

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