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Campanha Eleitoral já começou 

Os 13 partidos que disputam as eleições, autárquicas, regional, e legislativas deram arranque este sábado as respectivas máquinas de caça ao voto.

12 Partidos políticos concorrem as eleições legislativas. O partido UMPP que é poder na ilha do Príncipe, concorre apenas ao escrutínio regional.

Nestas eleições, e pela primeira vez nos últimos 8 anos na ilha do Príncipe, a UMPP no poder vai ter 2 adversários de peso, o MLSTP e a ADI.

A campanha eleitoral que começou hoje é histórica no país. Pela primeira vez o povo vai escolher em simultâneo os representantes para as Assembleias Distritais, para a Assembleia da Região do Príncipe e para a Assembleia Nacional.

Tudo porque em Novembro do ano 2012, o então Governo da ADI com maioria simples, saído das eleições legislativas de 2010, caiu face a uma moção de censura, aprovada pelos partidos MLSTP, PCD e MDFM, que detêm a maioria de 28 assentos no parlamento, contra 26 da ADI.

A contestação da ADI que se seguiu a queda do seu Governo, foi sol de pouca dura. O partido que tombou diante da moção de censura, decidiu abandonar o parlamento, mas pouco tempo depois retomou os seus assentos na casa parlamentar.

A constituição política em vigor, permitiu o nascimento de um novo Governo, sustentado pelas 3 forças políticas, que puseram fim ao executivo da ADI. Foi a segunda vez que o Presidente da ADI, Patrice Trovoada, caía do cargo através de uma moção de censura.

Ironia do destino, no ano 2008, Patrice Trovoada enquanto líder da terceira força política mais votada nas eleições, chegou a ser primeiro-ministro de um governo de coligação, com o MDFM e o PCD, depois de ter ajudado o MLSTP, a derrubar através da moção de censura o governo legítimo da coligação MDFM-PCD, que recebeu o mandato do povo nas urnas.

A queda do então governo legítimo, abriu caminho para a terceira força no parlamento assumir a liderança do governo, a luz dos preceitos da constituição política em vigor.

Conflito de legalidade versus ilegalidade a parte, o certo é que em 2012 o novo governo tomou posse, e desta vez o chefe do governo, não saiu da segunda força política mais votada nas eleições de 2010, nem tão pouco da terceira força política. Gabriel Costa, membro do partido UDD sem representação parlamentar, foi nomeado Primeiro-ministro e Chefe do Governo.

Gabriel Costa que também já tinha sido primeiro-ministro no primeiro governo de unidade e reconciliação nacional, durante apenas 6 meses, conseguiu desta vez conduzir o barco governamental até a boca da urna.

O novo Chefe do Governo fez uma caminhada difícil. As eleições autárquicas, que estavam previstas para 2013, tiveram que ser adiadas para 2014. A Comissão Eleitoral Nacional, apresentou várias razões, nomeadamente a avaria na base de dados no sistema eleitoral, que comprometia a realização das eleições, e a necessidade de se actualizar os cadernos eleitorais.

Só com apoio financeiro internacional, foi possível reactivar a Comissão Eleitoral Nacional. Cerca de 10 mil novos eleitores foram inscritos através do novo  recenseamento eleitoral. Processo que não tinha sido realizado desde o ano 2011.

São Tomé e Príncipe, nunca conseguiu suportar os custos das eleições, ou seja, da democracia. Até mesmo as urnas foram ofertadas pela comunidade internacional, mais concretamente o PNUD.

Felizmente tudo está a postos. A corrida já começou e vai durar 15 dias. No dia 12 de Outubro, os cerca de 100 mil eleitores vão decidir qual dos partidos deve chegar a meta em primeiro lugar.

Abel Veiga

    4 comentários

4 comentários

  1. bintoudjalo

    27 de Setembro de 2014 as 1:09

    Votar ùtil e justo. Vota UDD. Vamos dar chance ao trabalho que comecou com o pm, Gabriel da Costa.!

  2. Dos santos

    27 de Setembro de 2014 as 7:23

    Que vença o melhor e que melhor seja povo

  3. londres genuino

    27 de Setembro de 2014 as 11:26

    É chegada a hora do BANHO.

  4. Dia

    29 de Setembro de 2014 as 9:41

    Questionavam acerca do banho. O que não esta a acontecer agora?
    O banho não acaba facilmente em S. Tomé. Se os partidos que questionavam o fenómeno banho eles mesmos estão no terreno com essa prática. isso era só para fazer inglês ver. Fazem projeto lei, aprovam mas são eles mesmos são os primeiros a passar por cima.

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