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A incompatibilidade venceu na tomada de posse dos novos deputados

Sem qualquer MUDANÇA. Tudo igual. O comportamento desviante as leis que regem o Estado de Direito Democrático, voltou a ganhar. Mais uma vez, na casa que cria as próprias leis que regem o Estado, a Assembleia Nacional.

O Estatuto dos Deputados, foi ignorado sobretudo no seu capítulo que define as incompatibilidades. Dezenas de pessoas investidas este sábado nas funções de deputados, exercem simultaneamente outras funções na administração pública e não só. O Estatuto criado pela própria Assembleia Nacional, diz claramente que tais individualidades não podem ser investidos como deputados. Mas, foram investidos e juraram desta forma : “Juro por minha honra cumprir e fazer cumprir a constituição e as leis”.

Um juramento falso, porque ao tomarem posse como deputados e exercendo varias outras funções remuneradas na administração pública, violam uma das principais leis da casa parlamentar que juram cumprir, o Estatuto dos Deputados.

A lei violada no último sábado por grande número de novos deputados, para além de evitar que os representantes do povo no parlamento, “comam várias bocas”, ou seja, aufiram múltiplos salários na administração pública, visa também dar autonomia e independência ao deputado no exercício da sua função.

Fiscalizador das acções do Governo, o deputado que ao mesmo tempo aufere bom salário enquanto director, ou chefe de departamento de um sector público, ou de uma empresa público – privada, estará condicionado no exercício da sua função para denunciar ou questionar o Ministro que tutela o sector, face a uma eventual anomalia. O deputado, poderia perder o seu “pão” suplementar como aliás já aconteceu no passado com antigos deputados que ousaram pedir explicações ao Governo sobre alegadas irregularidades.

O Estatuto que pretendia impor “MUDANÇA”, perdeu no jogo desviante talhado pela mentalidade política nacional. «Pudemos dar conta hoje neste processo de empossamento de deputados, que começamos a violar a lei. De acordo com a lei os deputados feridos de incompatibilidade não devem tomar posse, mas houve deputados com situação de incompatibilidade que tomaram posse», denunciou Jorge Amado, deputado da bancada do MLSTP.

O maior partido da oposição, diz que vai continuar a pressionar no sentido da lei ser respeitada. «Com relação a esta questão vamos continuar a debater e esperamos que o bom senso faça reinar e que não é pelo facto de existir um partido com maioria absoluta é que se vai violar a lei, que os próprios deputados aprovaram», acrescentou Jorge Amado.

O PCD também na oposição, considera que a décima legislatura nasceu a atropelar as leis. «Começou-se mal, muito mal. São Tomé e Príncipe é um Estado de Direito democrático, onde há primazia da lei, e quer dizer que se deve respeitar as leis. A casa parlamentar que e fazedora das leis deve ser a primeira a dar o exemplo. A lei é clara relativamente a incompatibilidade de funções», denunciou Sebastião Santos, da bancada do PCD.

Pelo que o Téla Nón verificou na Assembleia Nacional no último sábado, a incompatibilidade descrita no Estatuto dos Deputados, venceu tanto na bancada maioritária como na bancada da oposição.

Abel veiga

 

    43 comentários

43 comentários

  1. luisó

    23 de Novembro de 2014 as 16:17

    Essa gente na foto nem parecem deputados acabados de tomar posse. Deviam estar contentes e orgulhosos nessa posse por terem sido eleitos para representar o povo.
    No entanto olho para a foto e mais parecem ZOMBIES, com olhares longínquos, amorfos, sem expressão, talvez a pensar se vão perder a “boca” lá no ministério ou direcção.
    Até parece que estão a apanhar um grande frete.
    Enfim…

    • Leitor atento!

      24 de Novembro de 2014 as 9:21

      De facto, nada mais são do que meros convidados. Espero que o fotógrafo do Téla Non tenha tido isso em conta.

  2. torresdias

    23 de Novembro de 2014 as 17:00

    Pode ser que o ADI tenha abstido ou votado contra no momento de aprovação da tal lei. E se for verdade quase tenho certeza que o ADI nesta legislatura caprichosamente vai impor outra que lhe convêm.

    • Povo vencedor

      24 de Novembro de 2014 as 10:38

      Meu caro, se fizerem isso, então não será aquele partido que diz ser um partido verdadeiramente democrático com pessoas( advogados integros) a lei é unica aprovada no parlamento deve ser respeitada cumprida e não atropelada por interesses macabros.
      Haver vamos possa ser que irão repensar nesse assunto tão grave. Só não é grave para quém desconhece a palavra lei saída dum parlamento representada pelo povo, fim de citação

      • Teresa

        24 de Novembro de 2014 as 19:08

        Só agora é que estão a ver. Boa sorte. Votaram e toma. Vem ai a ditadura. Se ainda não se aperceberam, irão ver. Boa sorte. O grupo Tela Non no facebook de repente esta caladissímo. Onde é que estão? Onde é que estão as criticas e o apontar dos dedos? O Patrice funciona assim, na secreta que nem uma mafia. BEM FEITO!

  3. heavyweigt

    23 de Novembro de 2014 as 17:41

    esse pais tem que fazer leis serias tipo um comando executavel desde do dia que voçe toma posse como deputado automaticamnete significa dizer que voçe renuncia outras funçoes nao e preciso voçe ter duas funçoes.. nenhuma tutela precisa de te tirar do trabalho porque isso e computadorizado voçe e deputado voçe renunciou outos cargos tudo isso e a maquina e que faz para te assim e que lei tem que ser

  4. heavyweigt

    23 de Novembro de 2014 as 17:49

    nao e preciso estressar muito esses deputados sao sem vergonha eu nao sei oque e preciso fazer esses gajos como e possivel, mas com que cara como e que isso esta acontecer ,esse pais nao tem um controle serio do governo da coisa do estado mas com que cara esses gajos foram aceitados como deputado com esses estatuto ,,bom estado tem e que apagar os seus contrato de trabalho duas funçoes nao ..

  5. 12 de Outubro dia do Povo de STP

    23 de Novembro de 2014 as 18:11

    que apartir desta data coisas como aconteceram em Portugal como prisão de ex primero ministro de Portugal socrates, presidente da turquia, ex prisidente de Taiwan, seja ele qual for da cor politica tolerância 0 a corrupção, STP rumo ao desenvolvimento.

  6. gadhafi

    23 de Novembro de 2014 as 18:32

    Lamentavel…jornalismo de contradicao, ao meu ver, devia haver uma uniao de todos nos independentemente, da cor partidaria, pois, se a coisa correr bem estaremos todos melhores. Mais, triste e ver o jornslista a fazer texto onde fica expresso a sua Clara opcao do contra.

    • Teresa

      24 de Novembro de 2014 as 19:14

      Abra os olhos não é jornalismo de contradição. E o que vem ai. Isto é so o começo. PT e todos os ex-ministros sobre investigação, são todos deputados, criaram imunidade para fugirem daquilo que vem ai. E ainda tem a ousadia de falar dos outros. Justiça não é realmente para todos e logo no primeiro dia. Estamos entregues. Que pouca vergonha.

  7. zeme almeida

    23 de Novembro de 2014 as 19:34

    Fico sem entender as reclamacoes por parte dos partidos da oposicao,foram tao santos quando estavam no poder e nem deram por conta de tantos atropelos e violacoes das leis.Hoje,como estao do outro lado,já sabem reclamar.Só mesmo em STP

    • Teresa

      24 de Novembro de 2014 as 21:03

      Deputados e ministros ao mesmo tempo? Quem é que aprova as leis, os mesmos individuos que as fazem? Estamos bem entregues. Quem ainda não cheirou ditadura então pai dele e ladrão.

  8. ngela

    23 de Novembro de 2014 as 19:42

    Pois é! Todos temos a certeza que ganhou a incompatibilidade, e de todos os lados… Noticia e de relevancia para os utentes deste site seria inumera-los eas suas devidas Funçoes. E pelo que se pode constatar do texto, alguns ocupavam jà mais do que uma funçao
    (que é a priori ilegal. que nao se diga os nomes se se quer respeitar a pessoa em si mas AS RESPETIVAS ATIVIDADES PUBLICAS OU PUBLICO-PRIVADAS devem ser publicados. DEVEM
    E que os jornais impressos do Paìs façam o mesmo…

  9. mé chiô

    23 de Novembro de 2014 as 21:17

    é triste ver esses senhores a dizer ou a alertar pelas incompatibilidades, quando eles próprios não respeitam essas mesmas leis.
    se não vejamos maria das Neves administradora do banco central e vice presidente da assembleia, Ana rita membro de administração do BISTP e deputada, Bidão membro dirigente da Enco e deputado, entre outro…
    vejam primeiro para vossos erros e depois assinalam o erro dos outros.

    • alberto paulo

      24 de Novembro de 2014 as 8:20

      Este Mé Chiô, precisa falar verdade. Deixar de mentiras.Por isso tem que apoiar-se em factos e não boatos.
      Quando é que Maria das Neves é menbro de Administração do Banco Central? Ana Rita do Bistp. Bidão menbro dirigente da Enco?

  10. labu suzu

    23 de Novembro de 2014 as 21:43

    ADI e o PT esta com incopatiblidade em todos os deputado incluindo o PT . a lei esta a ser posto em protica como queria PT , seu jogo virou contra vc . q bm . joga limpo ADI e PT

  11. Lupuye

    24 de Novembro de 2014 as 1:37

    Hoje ja nao podemos estar a ver este ou aquele partido. A verdade e que todos (ou quase todos) os politicos santomenses so sabem ver os seus bolsos. Passam leis que nao cumprem e o povo esta de acordo com isso. Nao me importa se os outros fizeram, o que importa e que os novos que prometeram mudanca nao voltem a repetir os mesmos erros. Alguem tem que ter “as bolas” no lugar e dizer B A S T A e mostrar que realmente isso vai ser diferente e vamos em frente como pais. Sinceramente, perdi toda a confianca nos nossos politicos, nos nossos dirigentes. Nenhum e diferente do outro. Esse pais nao tem futuro se os que estao a frente do papel se comportam dessa forma. O que dizem, o que prometem esta em desacordo total com o que fazem. Continuo sendo pessimista em relacao ao meu pais. PENA!

  12. Arlindo Pinto

    24 de Novembro de 2014 as 3:01

    No fundo a questão da tomada de posse e do inicio do mandato terá de ser esclarecida dentro dos 30 dias, a Lei em vigor respeitada e logo a seguir a questão especifica da incompatibilidade com as funções de funcionário publico tem de ser revista a luz das nossas realidades.
    O ADI sustenta a sua posição na base da Constituição artigo 93-1 que diz: “a Assembleia Nacional é composta por Deputados eleitos nos termos da Lei” e do artigo 102 que estipula que “ a legislatura inicia-se com a tomada de posse de todos os seus membros” e do Regimento da AN nos artigos 7, 14-1 e 16-1-a.
    Ou seja para o ADI, os Deputados eleitos e validados pela proclamação do Tribunal Constitucional, devem tomar posse para iniciar a legislatura e validarem o mandato. A própria impugnação do mandato só pode ter efetivamente lugar se o mandato de facto inicia-se com o empossamento, com o direito para o deputado em causa de exercer a sua defesa perante a comissão competente da AN.
    Por conseguinte, no entender do ADI, a AN tem de ser primeiro “composta” pelo Deputados efetivamente eleitos na sua primeira sessão constitutiva pelo povo, para depois passar-se a suspensão, substituição ou renúncia do mandato em caso de incompatibilidade no limite irrevogável de 30 dias improrrogáveis, que corresponde também ao prazo de instrução de uma impugnação de mandato.
    Se assim não fosse, o Tribunal teria a partida chumbado as próprias candidaturas a deputação nas listas apresentadas para o efeito antes das eleições do 12 de Outubro de 2014.
    Que o Presidente José Diogo rapidamente se rodeie de pareceres sólidos e que seja feito o levantamento de todos os pontos que se preste a confusão para espíritos confusos ou amantes da confusão e que sobretudo se ponha estes deputados a trabalharem e votarem as Leis de que carece a República para uma melhor governação e desenvolvimento.

  13. Carlos Afonso

    24 de Novembro de 2014 as 3:18

    No fundo a questão da tomada de posse e do inicio do mandato terá de ser esclarecida dentro dos 30 dias, a Lei em vigor respeitada e logo a seguir a questão especifica da incompatibilidade com as funções de funcionário publico tem de ser revista a luz das nossas realidades.
    O ADI sustenta a sua posição na base da Constituição artigo 93-1 que diz: “a Assembleia Nacional é composta por Deputados eleitos nos termos da Lei” e do artigo 102 que estipula que “ a legislatura inicia-se com a tomada de posse de todos os seus membros” e do Regimento da AN nos artigos 7, 14-1 e 16-1-a.
    Ou seja para o ADI, os Deputados eleitos e validados pela proclamação do Tribunal Constitucional, devem tomar posse para iniciar a legislatura e validarem o mandato. A própria impugnação do mandato só pode ter efetivamente lugar se o mandato de facto inicia-se com o empossamento, com o direito para o deputado em causa de exercer a sua defesa perante a comissão competente da AN.
    Por conseguinte, no entender do ADI, a AN tem de ser primeiro “composta” pelo Deputados efetivamente eleitos na sua primeira sessão constitutiva pelo povo, para depois passar-se a suspensão, substituição ou renúncia do mandato em caso de incompatibilidade no limite irrevogável de 30 dias improrrogáveis, que corresponde também ao prazo de instrução de uma impugnação de mandato.
    Se assim não fosse, o Tribunal teria a partida chumbado as próprias candidaturas a deputação nas listas apresentadas para o efeito antes das eleições do 12 de Outubro de 2014.
    Que o Presidente José Diogo rapidamente se rodeie de pareceres sólidos e que seja feito o levantamento de todos os pontos que se preste a confusão para espíritos confusos ou amantes da confusão e que sobretudo se ponha estes deputados a trabalharem e votarem as Leis de que carece a República para uma melhor governação e desenvolvimento.

    • Povo vencedor

      24 de Novembro de 2014 as 10:47

      Se assim for bem haja

  14. Carlos Afonso

    24 de Novembro de 2014 as 3:37

    Como habitualmente e como se o 12 de Outubro não figurasse no calendário da República deles, a TVS e Rádio Nacional não colheram a opinião de nenhum membro do ADI sobre essa matéria, preferindo como sempre a ampla divulgação da opinião que lhes interessa…
    A seguir vimos os golpistas agora golpeados pelo povo, sem estratégia no Parlamento para os cargos eletivos…
    Quem os viu e quem os vê, a famosa Troika, uns reclamando e prometendo guerras futuras, mas ao mesmo tempo outros mansinhos que nem os cordeiros, votando contra os candidatos do MLSTP e vice versa…………..

  15. santomense de bancada

    24 de Novembro de 2014 as 6:40

    o jornal TELA-NON devia indicar os nomes das pessoas que são incompatíveis com o cargo de deputado pois não o fazendo esta a lançar suspeita sobre todos os deputados que tomaram posse e sendo assim isso não é noticia mas sim intriga.

    • Povo vencedor

      24 de Novembro de 2014 as 10:58

      Meu caro santomense de banca, sublinho plenamente a sua ojecção , o tela nom terá que indicar ou dar alguém esses nomes para serem publicados nesse jornal ai sim é a democracia,fim de citação

  16. A.N

    24 de Novembro de 2014 as 10:04

    eu também devo dizer uma pena a A.N ser formada por deputados com incompatibilidade. eles, partidos políticos os chamados pilares da democracia,sentaram e fizeram tais leis. isso penso não será motivo de guerra, apenas dever de cumprir a lei que juraram, ao menos uma vez sejam coerente com o povo.e acabemos uma vez com isso aprendendo a vivermos a real situação

  17. Barão de Água Izé

    24 de Novembro de 2014 as 10:32

    Quando uma democracia não respeita a leis que cria, é uma democracia verdadeira ou falsa?
    E os políticos que tal admitem, são verdadeiros ou falsos?

  18. FRUSTRAÇÃO

    24 de Novembro de 2014 as 11:22

    Não há espaço para a Tróica! A coisa mudou completamente! ADI vai tomar conta disto e vai mandar! Doa a quem doer! E os Troicanos que andaram a fazer bandidagens que se cuidem!!!

  19. Nitócris Silva

    24 de Novembro de 2014 as 11:24

    Bom dia Terra,

    Um bom trabalho jornalístico exigia que se informasse o país e povo de São Tomé quais são os deputados que estão a incumprir com a lei e não lançar suspeitas. O mais engraçado é que no país aonde ninguém cumpre a leia só me espanta que todos queiram agora que seja o ADI o primeiro partido a cumprir as leis.
    Devíamos estar a comentar a foto. Já reparam que são sempre os mesmo?
    Esperemos que os novos deputados sejam a voz da mudança, e a rotura com o passado.

    Cumprimentos,

    Garra de Urso

  20. pascoal de carvalho

    24 de Novembro de 2014 as 11:49

    por ser tudo verdade e, estando a vista de todos, deveria por outro lado haver outro tipo de jornalismo retratando o mesmo.

  21. arelitex

    24 de Novembro de 2014 as 13:03

    no meu entender o comentário mais lúcido , nâo há dúvida que é do senhor Santomense de bancada . esta notícia para ser correcta . tinha que ser mais esclarecedora da parte da télenon . a télenon faz contas que lançou os câes no mato , e depois disse-lhes agora façam o que quiserem . neste caso é digam o que vos apetecer . se a notícia fosse 100% esclarecedora ,apontando o dedo a essas pessoas que estão a violar a lei . penso que a télenon têm dados concretos , de certeza que os comentários seriam diferentes e mais valorizados . um abraço

    • Carlos Afonso

      24 de Novembro de 2014 as 15:37

      Caros amigos e comentadores, por favor vamos olhar para a lei com atenção: Constituição artigo 93-1 diz: “a Assembleia Nacional é composta por Deputados eleitos nos termos da Lei” e do artigo 102 que estipula que “ a legislatura inicia-se com a tomada de posse de todos os seus membros” e do Regimento da AN nos artigos 7, 14-1 e 16-1-a. Ou seja, os Deputados eleitos e validados pela proclamação do Tribunal Constitucional, devem tomar posse para iniciar a legislatura e validarem o mandato. A própria impugnação do mandato só pode ter efetivamente lugar se o mandato de facto inicia-se com o empossamento, com o direito para o deputado em causa de exercer a sua defesa perante a comissão competente da AN.
      Por conseguinte, a AN tem de ser primeiro “composta” pelos Deputados efetivamente eleitos na sua primeira sessão constitutiva pelo povo, para depois passar-se a suspensão, substituição ou renúncia do mandato em caso de incompatibilidade no limite irrevogável de 30 dias improrrogáveis, que corresponde também ao prazo de instrução de uma impugnação de mandato.
      Se assim não fosse, o Tribunal teria a partida chumbado as próprias candidaturas a deputação nas listas apresentadas para o efeito antes das eleições do 12 de Outubro de 2014.

  22. Karelyn Neves

    24 de Novembro de 2014 as 13:24

    Amigos aproveito para partilhar este comentário que li e achei extremamente pertinente: “Saul Obikwe Comentário esclarecedor publicado no Téla Nón hoje: “No fundo a questão da tomada de posse e do inicio do mandato terá de ser esclarecida dentro dos 30 dias, a Lei em vigor respeitada e logo a seguir a questão especifica da incompatibilidade com as funções de funcionário publico tem de ser revista a luz das nossas realidades. O ADI sustenta a sua posição na base da Constituição artigo 93-1 que diz: “a Assembleia Nacional é composta por Deputados eleitos nos termos da Lei” e do artigo 102 que estipula que “ a legislatura inicia-se com a tomada de posse de todos os seus membros” e do Regimento da AN nos artigos 7, 14-1 e 16-1-a. Ou seja para o ADI, os Deputados eleitos e validados pela proclamação do Tribunal Constitucional, devem tomar posse para iniciar a legislatura e validarem o mandato. A própria impugnação do mandato só pode ter efetivamente lugar se o mandato de facto inicia-se com o empossamento, com o direito para o deputado em causa de exercer a sua defesa perante a comissão competente da AN. Por conseguinte, no entender do ADI, a AN tem de ser primeiro “composta” pelo Deputados efetivamente eleitos na sua primeira sessão constitutiva pelo povo, para depois passar-se a suspensão, substituição ou renúncia do mandato em caso de incompatibilidade no limite irrevogável de 30 dias improrrogáveis, que corresponde também ao prazo de instrução de uma impugnação de mandato.
    Se assim não fosse, o Tribunal teria a partida chumbado as próprias candidaturas a deputação nas listas apresentadas para o efeito antes das eleições do 12 de Outubro de 2014. Que o Presidente José Diogo rapidamente se rodeie de pareceres sólidos e que seja feito o levantamento de todos os pontos que se preste a confusão para espíritos confusos ou amantes da confusão e que sobretudo se ponha estes deputados a trabalharem e votarem as Leis de que carece a República para uma melhor
    governação e desenvolvimento.”

    E mais este: “Relato de alguém que esteve dentro da Assembleia Nacional (também tirado do Téla Nón de hoje): “Facto normalíssimo para a Assembleia da Troika, e os futuros antigos “donos da nossa terra”, o senhor Sebastião dos Santos “Bidão” do PCD, instala-se na sala da plenária e ocupa um lugar na bancada do PCD, quando não foi eleito nas eleições de 12 de Outubro. Outros indivíduos, na mesma situação de que o tal “Bidão”, todos do PCD e do MLSTP, clandestinamente instalam-se nas respectivas bancadas, quando igualmente não foram eleitos, apesar de se terem apresentado ao sufrágio popular. Apesar do que precede, os trabalhos que deveriam dar origem a tomada de posse iniciam assim e logo a seguir a Comissão de verificação de mandatos começa o seu trabalho numa outra sala. No final dos trabalhos da tal Comissão, dois factos importantes e surpreendentes, que importa notar:
    1.São aceites a substituição de deputados eleitos, detentores dos mandatos, mas ausentes e nunca empossados nesta legislatura, por seus suplentes. Facto estranho é que se substituam deputados que nunca tomaram posse pelos seus suplentes.
    2.O MLSTP e o PCD impugnam os mandatos dos deputados eleitos que são funcionários públicos, alegando a violação do estatuto de deputado que aponta para incompatibilidade com as funções de funcionário publico na base artigo 19 da Lei 8/2008. Nos termos do Regimento, a questão será remetida para analise da Primeira Comissão da AN, por decisão da maioria da Comissão de verificação de mandatos. Primeira falha da Comissão de verificação de mandatos foi de aceitar o Bidão e outros clandestinos a participarem na sessão constitutiva da X Legislatura, quando eles não eram deputados porque não foram eleitos. Facto ainda agravante é que o senhor BIDÃO ter usado abusivamente da palavra querendo dar lições de legalidade e democracia.
    O clandestino “Bidão”, que nem deveria ter sido empossado pelo facto do verdadeiro detentor do mandato não ter tomado posse para iniciar o mandato, veio liderar na plenária e em exclusivo nos medias estatais, ainda ao serviço da TROIKA, “Estado Troikiano”, os gritos da violação da Lei e do Estado de direito democrático.
    Como habitualmente e como se o 12 de Outubro não figurasse no calendário da República deles, a TVS e Rádio Nacional não colheram a opinião de nenhum membro do ADI sobre essa matéria, preferindo como sempre a ampla divulgação da opinião que lhes interessa…
    A seguir vimos os golpistas agora golpeados pelo povo, sem estratégia no Parlamento para os cargos eletivos…
    Quem os viu e quem os vê, a famosa Troika, uns reclamando e prometendo guerras futuras, mas ao mesmo tempo outros mansinhos que nem os cordeiros, votando contra os candidatos do MLSTP e vice versa.”

  23. Blaga-pena

    24 de Novembro de 2014 as 13:28

    É apenas o começo das sucessivas incompatibilidades q hão-de vir. BEM-FEITO! Pois, Mais uma vez caíram na FINTA do P.T.(Branqueador do Capital) q sempre prometera tirar o pão da boca dos q já têm e retirar a possibilidade aos q têm mais do q uma função para atender aos q menos ou nada têm, sobretudo aos mais jovens! N é q foram os deputados do ADI, os primeiros a ignorarem isso! Será q só conhecem os jovens e o povo qdo o assunto não toca na algibeira de cada um?

  24. Eusebio Neto

    24 de Novembro de 2014 as 14:50

    PAIS DOS FORA-DA-LEI,

    Fazer leis e não as cumprir e a maior das traições que um deputado pode fazer ao povo que o elegeu. Os senhores que se aproveitaram da incompetência e cumplicidades dos nossos deputados legais, são uns autênticos fora-da-lei. Pergunta-se, como poderão esses senhores fazer cumprir as nossas leis, nomeadamente a CR se eles são os primeiros violadores da lei? Com este inicio, parece-me que só…mudou, o cheiro manter-se-a.

    Oportunistas!

  25. Emiliano

    24 de Novembro de 2014 as 15:51

    Caro Luisó. Esses individuos que estão na foto não são deputados eleitos, mas sim convidados a assistir a tomada de posse dos deputados.Se calhar devem estar triste face a atitude dos deputados ,em relação a violação da Lei logo na primeira sessão da X legislatura.

  26. Teresa

    24 de Novembro de 2014 as 17:09

    Estão a começar bem, a fugir, é preciso ter lata. Os estupidos são os que votaram para eles e caíram na finta a pensar que eles irião os salvar a vida. Vem aí mais surpresas e grandíssimas. Isto é só o começo. Esse gajo de Patrice e um mafioso das primeiras. Bem que vos avisaram. Toma. BEM FEITO!

    • arelitex

      24 de Novembro de 2014 as 21:20

      ó dona Teresa ,seja mais lúcida . a própria telenon nâo aponta o dedo a ninguém . o próprio titulo da notícia é incompleto e nâo esclarecedor . no meu entender sâo todos ou nenhum . tenha moderação no seu comentário . aliás o seu comentário nada diz .

  27. labu suzu

    24 de Novembro de 2014 as 18:53

    as incompatibilidade esta no partido ADI mais concreto LEVY NANZARE e PATRICE TROVOADA , esta lei esta forra setor privado

  28. Piedade Bandeira

    25 de Novembro de 2014 as 10:50

    Vamos ficar serenos e atentos.Será que houve incompatibilidade na tomada de posse dos nossos deputados!!!! Quem são eles?Sejam esclarecedor e deixemos de insultos desnecessários que não nos levam ao lado nenhum.Queiramos ou não, foi a escolha dos eleitores Santomenses teremos que respeitar assim é a democracia….

    • Povo vencedor

      26 de Novembro de 2014 as 9:20

      Caro leitor Piedade Bandeira, o seu comentário é insultar ao povo, achas que a tomada de atitude por parte desses deputados é digna como deputados que são ?
      É isso a democracia !!!???? Não se esqueças de que a democracia se conquista, agora tomando essa atitude por parte desses deputados, é estar a ferir mais a democracia em golpes grandes e profundos, uma vez que a mesma já vem ferida há 39 anos da independência .

    • santomense

      26 de Novembro de 2014 as 21:54

      Sra Piedade Bandeira acredita mesmo naquilo que escreve.Acredita que o povo quer um país de ilegalidades, ainda por cima que vem dar parte daqueles que deviam dar exemplo. Pelo amor de Deus cresça e apareça antes de trazer comentários mediocres para aqui. Deve ser daquelas pessoas que depois de cometer tantas ilegalidades na sua vida, passou a entender ilegalidade como legalidade.

  29. Deladeu martins

    26 de Novembro de 2014 as 10:03

    As minhas saudações aos novos deputados da A.N. da RDSTP.

  30. santomense

    26 de Novembro de 2014 as 19:21

    A escolha do Levy Nazaré como Vice-Presidente da Assembleia Nacional é por si só uma grande incompatibilidade, no sentido lato da palavra. Homem errado, no lugar errado. Só STP mesmo.

  31. Bonito

    26 de Novembro de 2014 as 21:43

    A escolha de Levy Nazaré como Vice- Presidente da Assembleia Nacional, por si só já é uma incompatibilidade, no sentido lato da palavra, fui.

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