Patrice Trovoada “O povo espera que apresentamos resultados” 

Após a tomada de posse no salão nobre do Palácio do Povo, o novo Primeiro-ministro e Chefe do Governo, reuniu-se no Palácio do Governo com os seus 13 pares. Num discurso para os 13 ministros, Patrice Trovoada, chamou a atenção dos mesmos, para dar resposta as expectativas do povo. «O povo espera de nós exemplo, trabalho abnegado, verdade, diálogo construtivo sério e permanente, transparência nos nossos actos e resultados», afirmou, o Chefe do Governo.

Patrice Trovoada, detahou outras expectativas do povo que o seu governo deve atender. «O povo espera de nós que ponhamos fim as perseguições político-partidárias por vezes com cumplicidade no sistema judicial e na forças de segurança», frisou para depois acrescentar que «o povo espera que ponhamos fim as querelas interpessoais, as discriminações, a má gestão da coisa pública, ao sectarismo as injustiças, enfim que ponhamos fim a corrupção e ao desmando que tomaram conta do país», pontuou..

Desafiou o seu elenco a estar concentrado na resolução dos problemas do povo «a começar pelo povo pequeno». Prometeu um governo sério, humilde e trabalhador.

A primeira acção do novo Governo também foi delineada logo após a tomada de posse. «Convido os senhores ministros e ministra a fazerem um inventário sério e exaustivo de todos os actos praticados, e que não correspondem as boas práticas e os interesses nacionais. Primeiro para que sejam devidamente identificados os erros cometidos, e m segundo lugar para que todos possam compreender exactamente em que condições o XVI governo constitucional assume hoje o comando do país, e sobretudo para que os mesmos erros não se repitam indefinidamente como se de uma sina se trata-se», determinou o Primeiro-ministro.

Segundo Patrice Trovoada o inventário a ser feito deve estender-se a todas as instituições. Patrice quer, que cada instituição, cada sindicato, cada organização da sociedade civil, seja inspecionada. Inspecção e avaliação de desempenho, e prestação de contas periódicas e generalizadas.

Abel Veiga

 

 

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    Karelyn Neves Responder

    Não resisto a partilhar o Discurso de Patrice Trovoada no primeiro Conselho de Ministro do recém-empossado XVI Governo Constitucional.

    “Discurso de Orientação Política de S.E o Primeiro-ministro e Chefe do Governo dirigido aos membros do XVI Governo.
    São Tomé, 29 de Novembro de 2014.

    Senhora Ministra
    Senhores Ministros,
    Caros Presentes

    Foi hoje empossado o XVI Governo Constitucional por mim dirigido. Trata-se de um Governo com uma composição e estrutura particulares, que tenta responder às diversas sensibilidades, aspirações e expectativas da nossa sociedade e dos nossos parceiros de desenvolvimento.

    É certo que esta estrutura não satisfará nem contentará todos os quadrantes da nossa sociedade. Mas ela é o produto de uma profunda reflexão sobre o país real, os erros cometidos, o nível de desempenho e a eficácia conseguidos durante o mandato abruptamente interrompido do XIV Governo e, sobretudo, ela responde nesta etapa aos objectivos que o actual Governo se propõe alcançar ao longo deste novo mandato.

    Como sabem Vossas Excelências, este XVI Governo está essencialmente focado na resolução de problemas, na obtenção de resultados e na construção de uma sociedade de justiça, de mérito, de trabalho, de competência, de saber e de solidariedade entre todos os seus membros, sem exceção.

    As eleições do dia 12 de Outubro, pelos seus resultados, surpreendentes para alguns e inéditos na história da nossa jovem democracia, foram um marco inquestionável de uma clara ruptura com o passado. O povo soberano, último, indiscutível e verdadeiro juiz e árbitro, apitou o fim de uma partida e o início de um novo ciclo político. Essas eleições tiveram incontestavelmente um valor de referendo.

    De facto, para além de eleição de uma nova Assembleia e de uma nova maioria parlamentar, este verdadeiro referendo veio responder, sem equívocos, a uma série de interrogações perturbadoras, comportamentos no mínimo discutíveis, bem como interpretações diversas e por vezes perversas da Constitucionalidade, das Leis e do relacionamento político e urbano, que dominaram a nossa sociedade ao longo desses dois últimos anos e conduziram o nosso país ao estado em que se encontra.

    Durante estes últimos dois anos conhecemos mais atrasos, aumentou a ignorância, fomentou-se mais ódios, acirraram as incompreensões, agudizaram-se as discriminações, enraizaram os ressentimentos, multiplicaram-se as perseguições, tudo para perpetuar o status quo, ou seja, o subdesenvolvimento do nosso país e o domínio de um punhado de poderosos contra os outros, sempre os mesmos, a maioria dos São-tomenses, quando não excluídos e esquecidos, empurrados para o sofrimento, a humilhação e a injustiça.

    Quero aqui e por tudo isso, render uma infinita homenagem ao nosso povo pelo seu elevado grau de maturidade política, inteligência, sentido cívico, capacidade de resistência e o distinto grau de discernimento demonstrados ao longo desse tempo.

    Apesar dos descontentamentos, propositadamente induzidos nos vários sectores da nossa sociedade, das provocações e incitações, das difamações, das manipulações e maquinações, não houve revoltas, nem violências, nem grandes perturbações sociais. O povo jamais perdeu de vista os seus objectivos, as suas ambições e a sua responsabilidade histórica.

    Nenhum pretexto foi suficientemente ultrajante para que o povo agisse imprudentemente. Com bastante paciência, espírito de tolerância e clarividência acrescida, o povo soube esperar para fazer com lucidez, determinação e justeza o seu julgamento nas urnas.

    O Povo deu razão a uns e sancionou os outros, democraticamente, sem contestação nem reclamação.

    Eu espero, quero sobretudo estar convencido, que todos os actores políticos e sociais compreenderam a mensagem enviada pelo povo e tiraram as devidas consequências. Indiscutivelmente, vivemos a partir de hoje um outro momento político e, a todos os títulos, um momento superior, de maior elevação.

    Enquanto Governo e ministros do povo, escolhidos com base numa maioria parlamentar que reúne 60% dos assentos na Assembleia Nacional, sabemos o que nos aguarda, o que o povo espera de nós, quer aqueles que votaram ADI, quer aqueles que legítima e democraticamente votaram para os restantes partidos.

    O povo espera de nós exemplo, trabalho abnegado, verdade, diálogo construtivo, sério e permanente, proximidade e transparência nos nossos actos e resultados.

    O povo espera de nós que ponhamos fim às perseguições político-partidárias com, por vezes, cumplicidades no sistema judiciário e nas forcas de segurança. O povo espera que ponhamos fim às querelas inter-pessoais, às discriminações, à má gestão da coisa pública, ao sectarismo, às injustiças, enfim, que ponhamos fim à corrupção e aos desmandos que tomaram conta do nosso país.

    O povo espera de nós que invertamos a situação que se vive hoje, que honremos os nossos compromissos e a memória dos nossos antepassados, que sejamos um Governo sério, credível, respeitado, trabalhador, humilde e concentrado na resolução dos problemas do povo, a começar pelo povo pequeno. O povo espera que apresentemos resultados.

    Senhora e senhores ministros

    É absolutamente necessário reencontrar o orgulho de ser são-tomense. Mas, tudo isso só será possível, senhora e senhores ministros, com bastante trabalho, zelo, dedicação e o contributo de todos.

    Com efeito, assumimos há instantes uma pesada tarefa, num contexto económico e financeiro extremamente complicado, interno e externamente, mas temos pela frente uma honrosa missão, uma oportunidade de fazer a positiva diferença em relação ao passado, de sermos diferentes.

    Sem dúvida, esta missão está plena de obstáculos estruturais e subjetivos, sem falar dos adversários manhosos, declarados e não declarados.

    Mas já não podemos perder mais tempo. Tempo demais foi desperdiçado em brincadeiras, diversões, intrigas, lutas intestinas e defesa intransigente de interesses pessoais ou de grupos. Por conseguinte, senhora e senhores ministros, é preciso começarmos já e agora para que não se desperdice ainda mais tempo. O tempo é também um recurso escasso e não renovável. O tempo que passou está perdido para todo o sempre, e jamais será recuperado.

    Para tanto, convido a senhora e os senhores ministros a fazerem um inventário célere, mas exaustivo de todos os actos praticados que não correspondem às boas práticas e aos interesses nacionais. Primeiro, para que sejam devidamente identificados os erros cometidos. Em segundo lugar, para que todos possam compreender exactamente em que condições o XVI Governo Constitucional assume hoje o comando do país e, sobretudo, para que os mesmos erros não se repitam indefinidamente como se de uma sina se tratasse.

    Senhora e senhores ministros,

    O inventário de que vos falo deve estender-se a todas as instituições e não pode permanecer uma vã retórica. Cada instituição, cada responsável, cada funcionário, cada sindicato, cada organização da sociedade civil deve assumir a sua responsabilidade e tomar todas as medidas correctivas e quaisquer outras que se revelarem adequadas e oportunas à melhoria, correção, clarificação das suas ações e ao seu sancionamento exemplar quando for caso disso.
    Consideramos que se torna condição sine qua non de êxito da nossa missão que hoje nos propomos, que seja instituída a obrigatoriedade de inspeções, avaliações de desempenho e prestações de contas periódicas e generalizadas. Não é admissível em democracia que organismos com responsabilidades acrescidas no nosso Estado e na nossa sociedade não prestem contas das suas atividades e desempenho, bem como não é aceitável que funcionários permaneçam nos seus cargos indefinidamente e de modo intocável, sem que sejam inspeccionados e avaliados, para se aquilatar da sua competência para continuar no exercício do cargo.

    Senhora e senhores ministros,

    O mundo mudou radicalmente e é imperioso que o país acompanhe plenamente essa mudança.

    A globalização, os fluxos cada vez mais crescentes de migração, o desenvolvimento das trocas internacionais, a evolução dos meios de comunicação, a dependência cada vez maior relativamente à tecnologia, o poder da imagem e das redes sociais, a propagação das ideias e a sua fácil penetração no seio da nossa juventude e uma exigência cada vez maior da melhoria das suas condições de vida pelo nosso povo, fazem com que não possamos governar hoje o nosso país como se governava ainda há alguns anos.

    Não podemos continuar a escravizar o nosso povo, a mantê-lo na ignorância, no medo, na miséria, no desemprego e afastado das grandes decisões que lhe dizem respeito.

    As nossas instituições serão mais fortes se elas tiverem em devida consideração esta nova realidade, e serão tanto mais fracas e vulneráveis enquanto continuarem a ignorá-la. Realizar periodicamente as eleições já não basta. É, hoje, cada vez mais forçoso ouvir o povo, escutar a sua voz, sondá-lo regularmente para apreender as suas preocupações mais genuínas.

    Senhora e senhores ministros, é preciso neste novo ciclo que inauguramos hoje uma nova concepção de poder e do seu exercício que não seja, como no passado, focado sobre os ‘’inimigos’’, ‘’inimigos do povo’’ e nas dicotomias, ‘’os puros’’ e ‘’os impuros’’, ‘’os genuínos’’ e os ‘’adulterados’’, ‘’antipatriotas’’ e os ‘’patriotas’’. O espírito de vingança e terror que vigorou no país, bem como a vontade propositada e gratuita de ofender e ultrajar cidadãos livres deve cessar.

    Somos a partir de hoje o Governo legítimo da República, ao serviço de todos os São-tomenses, sem distinção de qualquer tipo.

    É preciso olhar para a frente, para o futuro, para evitar que sejamos uma presa do passado, enquanto o futuro reclama pela sua configuração urgente.

    Assim sendo, senhora e senhores ministros, os nossos inimigos, os nossos verdadeiros inimigos são a pobreza, a miséria, o atraso, a ignorância e o desemprego, o alto custo de vida em que vive a grande maioria do nosso povo. É contra esses inimigos que temos de voltar todas as nossas armas, todas as nossas forças e energias, enfim, todo o acervo do nosso saber e inteligência para vencê-los de uma vez por todas.

    Por tudo isso, senhora e senhores ministros, rogo-vos que trabalhem afincadamente e que não se deixem distrair pelo acessório, pelas provocações.

    Reconheçam sempre os méritos, façam-se sempre acompanhar e aconselhar por pessoas honestas, dinâmicas e competentes. Permaneçam longe das intrigas, dos engraxadores e outros oportunistas. Acreditem na sabedoria popular.

    O nosso país tem o privilégio de ter uma larga massa juvenil, com uma formação académica mais avançada que a geração que a precedeu, quer no interior do país, quer espalhada pela diáspora. É preciso dar uma oportunidade a esses jovens quadros para que aprendam mais, consolidem os seus conhecimentos e desenvolvam a sua imaginação e espírito de inovação e criatividade, sem, todavia, jamais desprezar ou rejeitar o contributo dos mais velhos, aqueles que tudo fizeram para que fossemos hoje o país que somos, particularmente aqueles que têm ainda bastante para ensinar.

    Senhora e senhores ministros,

    É imprescindível que cultivemos uma cultura de confiança na palavra dada e de diálogo social permanente. É preciso estar sempre disponível para ouvir o que os outros têm para nos dizer e nos ensinar. É preciso ter sempre a disponibilidade e abertura de espírito para discutir com os sindicatos dos trabalhadores, seja qual for a sua tendência, o assunto ou a natureza das suas revindicações, na transparência e na verdade, e ser sempre capaz de encontrar espaços inteligentes de compromisso.

    É certo que não podemos dar tudo o que nos pedem, nem tão-pouco dar o que não temos. Mas é sempre possível, com o diálogo e a confiança mútua e a transparência, determinar o que há e o que se pode honestamente dar em cada momento.

    Tenho plena consciência de que tudo isto não se fará sem tentativas de bloqueio de todo tipo, de distração, de modo a desviar a concentração no que é verdadeiramente essencial. O jogo democrático comporta também esses artifícios.

    Mas, uma vez mais, não podemos permitir que a nossa concentração seja abalada um só instante, que o pânico tome conta de nós e sobretudo que percamos o norte. Temos de permanecer focalizados nos nossos propósitos.

    Infelizmente, o realismo e a minha experiência dos atores políticos da nossa sociedade levam-me a vos dizer o seguinte:

    Muitas serão as armadilhas que teremos de desmantelar. Muitas mais serão doravante as intrigas, os golpes baixos, as manipulações. Os maus hábitos, as mentalidades retrógradas e os comportamentos negativos não se alteram facilmente, precisam de tempo e muitos exemplos para mudarem.

    Nada, efetivamente, que não tenhamos conhecido no passado, mas cuja intensidade redobrará e o poder de destruição aumentará exponencialmente porque esta alternância, esta mudança decretada pelo Povo nas urnas, estão a ser mal vividas por alguns sectores da nossa sociedade, sobretudo por parte dos poderosos de ontem que receiam perder os privilégios, os direitos adquiridos.

    Será, por isso, necessária bastante vigilância, ponderação, cautela, diplomacia, espírito de sacrifício, bastante entrega e muita dedicação ao trabalho para vencer essas adversidades.

    Mas, nem por isso as decisões que devem ser tomadas deixarão de ser tomadas, para o bem da nação santomense e do seu povo.

    Nesses momentos pensem no Povo, pensem em São Tome e Príncipe, pensem no juramento que acabaram de fazer: “defender a constituição e as leis, promover o progresso e o bem-estar do povo santomense e cumprir com lealdade e dedicação as funções que me foram confiadas”.

    A satisfação do nosso povo, de cada são-tomense que sairá da miséria, que alcançar a justiça, de cada jovem que encontrará um primeiro emprego, uma bolsa de estudo, uma habitação, que concluirá mais uma etapa na sua formação ou que ganhará uma medalha, será a nossa alegria, a nossa felicidade e o nosso maior escudo contra as forças do mal e os maus presságios.

    No que me diz pessoalmente respeito, estou e estarei sempre disponível para todos e para cada um de vós individualmente. Os meus ouvidos estarão sempre abertos e atentos para as vossas queixas, preocupações, interrogações, dúvidas, críticas e sugestões, mas não para gerir conflitos pessoais e de egos feridos.

    Quero, por isso, aqui e desde já:

    Pedir ao senhor Ministro da Presidência do Conselho dos Ministros e dos Assuntos Parlamentares, para além de acompanhar as matérias especificas decorrentes da orgânica e do funcionamento do Governo, que dialogue permanentemente com a casa parlamentar, no sentido de fortalecer a nossa Democracia, encarrando a responsabilidade política do Governo perante o Parlamento como uma oportunidade para aprofundar a análise e o diálogo acerca das problemáticas sectoriais no quadro das prestações de contas e das iniciativas legislativas, na busca de objetividade e realismo consensuais para as reformas de que o país precisa urgentemente.

    Pedir ao senhor Ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, que encete uma profunda reforma com vista a melhorar e redinamizar os serviços do seu ministério com vista a reforçar a nossa presença e a nossa imagem no exterior e junto das nossas comunidades no exterior, bem como conquistar novos espaços no seio da comunidade internacional;

    Ao senhor Ministro da Defesa e do Mar, rogo uma defesa intransigente da nossa soberania e de todo o território nacional, a operacionalidade e uma disciplina sem falha de todas as forças militares e fazer com que o mar se torne uma realidade territorial em termos de ordenamento e segurança.

    Ao senhor Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, peço que a reforma do sistema judicial se torne realidade, de modo a tornar a justiça mais acessível aos cidadãos, menos onerosa, mais célere, mais competente, mais justa, mais transparente e realmente ao serviço do Povo, dos invioláveis direitos humanos e do nosso desenvolvimento económico;

    Ao senhor Ministro da Administração Interna, peço que seja garantida a todos os instantes e a todos os santomenses, a segurança, a paz e a tranquilidade social. Peço-lhe ainda para acompanhar de muito perto o reforço das capacidades e o desenvolvimento do Poder Local e que com os seus colegas encarregados dos assuntos parlamentares e das comunidades, sejam criadas as condições para que a nossa diáspora tenha plenamente direito de voto e passe a eleger deputados nos próximas eleições legislativas.

    Ao senhor Ministro das Finanças e da Administração Pública, quero dizer que os tempos mais próximos aparentam ser de dificuldades financeiras acrescidas. Peço-lhe, por isso, um controlo rigoroso das finanças públicas, das receitas e despesas públicas e uma reforma da administração Pública, de modo a torná-la mais produtiva, mais competente, mais transparente e mais próxima do cidadão;

    Ao senhor Ministro da Economia e Cooperação Internacional, peço que sejam postos em prática todos os mecanismos no sentido de dinamizar a nossa economia, para que ela possa atrair investimentos, gerar empregos e cada vez mais riqueza. Deverá igualmente impulsionar a cooperação internacional, de modo a que ela possa atrair os recursos e criar as condições jurídicas, regulamentares e concorrenciais de que precisamos para alavancar a nossa economia;

    Ao senhor Ministro das Infra-estruturas, Recursos Naturais e Ambiente, quero dizer que sem infraestruturas essenciais, de qualidade e em quantidade, não poderá haver um crescimento económico sustentado. Contará com o engajamento de todos os sectores do Governo que concorrem para este objectivo. Peço-lhe uma atenção particular no que respeita à promoção, gestão e execução dos grandes projectos de infra-estrutura do país, à necessidade urgente de revisão dos guias dos concursos públicos, à gestão dos recursos naturais e à protecção do nosso meio ambiente, hoje bastante ameaçado;

    Ao senhor Ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural, peço uma grande proximidade com os agricultores, o fomento de movimentos associativos, o aumento da produção nacional e o estabelecimento de uma política de assistência técnica e de crédito, sem descurar uma execução, controlo e avaliação eficazes dos mais diversos programas e projectos voltados para o meio rural;

    À senhora Ministra da Saúde, peço uma reforma do sistema nacional de saúde e da política dos medicamentos, para além de uma atenção especial ao Hospital Central Dr. Ayres de Menezes, para que sejamos finalmente capazes de oferecer aos nossos concidadãos uma saúde digna, particularmente às crianças e aos mais velhos, que têm o direito de envelhecer saudavelmente, sem esquecermos das condições de trabalho e do estatuto dos profissionais do sector da saúde.

    Ao senhor Ministro da Educação, Cultura e Ciência, peço uma atenção especial à problemática das careiras profissionais, à formação e reciclagem dos nossos professores e educadores, ao fortalecimento da nossa cultura através de acções múltiplas de apoio à produção e expansão cultural e à sua divulgação, bem como um maior rigor no controlo da qualidade do ensino superior em São Tomé e Príncipe, para que ele represente uma verdadeira alternativa formativa para os nossos jovens.

    Ao senhor Ministro do Emprego e dos Assuntos Sociais, peço que sejam implementadas políticas, em concertação com os agentes económicos e sociais, os sectores ligados ao investimento e à inovação, que favoreçam a criação de novos postos de emprego, sustentados por uma maior oferta de formação profissional, em condições de igualdade social e de uma ampla solidariedade nacional. A mudança do paradigma do nosso sistema de pensão e reformas e proteção social deverão igualmente ocupar um lugar central na sua agenda.

    Ao senhor Ministro da Juventude e dos Desportos, peço que faça da nossa juventude o seu compromisso principal, sendo ela, obviamente, uma preocupação transversal do Governo. O nosso desporto deve ser um vector primordial na edificação e formação dos jovens, na prevenção para uma melhor saúde dos São-tomenses e um importante hobby e lazer popular, bem como um verdadeiro espaço de competição, fonte de orgulho individual e coletivo, suscetível de projetar o nome além-fronteiras.

    Com este apelo, quero, senhora e senhores ministros, agradecer-vos pela vossa atenção e desejar-vos bom trabalho e êxitos na missão que vos foi confiada.

    Somos uma equipa! Ganharemos todos, ou perderemos todos.

    Muito obrigado. “

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    caça as bruchas Responder

    Patrice Trovoada no seu discurso fez entender que se devia acabar com as perseguições e primar pela competencia.
    Foi tudo uma hipocrezia. Foi substituir alguns competentes pelos incompetentes.
    Essa caça as bruchas que constituiu o primeiro passo na governação do PT é apenas uma ponta do “ICE BERGUE” Mais afastamentos vem aí. O Ministro de Educação já enviou a alguns Directores folha branca no envelope acompanhado de uma lapiseira. O que quer dizer isto? Substituir Raul cravid pelo preguiçoso HHelder Paquete é primar pela competencia? Substituir Afonso da cadeia pelo Anastácio é primar por competencia? Substituir Cobó pelo Paquete é primar por competencia? convenhamos!…

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    Maria de Fatima Santos Responder

    “O povo espera de nós que ponhamos fim as perseguições político-partidárias”… Face à realidade das ultimas 48 horas, estamos em democracia ou em hipocrisia? Boa sorte!

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    Maria de Fatima Santos Responder

    E a lista de tachos é longa… Ela mal nasceu vai crescendo… crescendo… crescendo… Tudo em nome do querido povo de Sao Tome e Principe. Haja hipocrisia!… (Ou democracia?)…

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    arelitex Responder

    o discurso do Patrice Trovoada , está todo dentro daquilo que eu esperava houvir ,de um chefe de governo ,rico em determinação ,em actitude . e com directrizes já marcadas para cada elemento da equipa . num país como o nosso , o sucesso de uma governação .passa pela união da equipa ,concentração e pela vasta competência da equipa ou seja quanto mais largo for o conhecimento da equipa em todas as matérias , mais sucesso vai ter a governação . muitas pessoas confundem entre alguém que têm um cargo de responsabilidade ser competente só numa determinada matéria especifica , ou ser competente num leque variado de matérias . no caso dos ministros ou directores nâo é bom ser competente só numa determinada matéria especifica . nesse caso passa a ser incompetente porque nâo têm sensibilidade para se aperceber e resolver tudo o que está á sua volta . para estes cargos o ideal sâo conhecimentos alargados em tudo .

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      Tchuka Responder

      Você e o seu líder da ADI, P. Trovoada, ambos precisam de uma formação intelectual, cultura geral e sobretudo, de aprender a maniar

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    Nando Txonó Responder

    Deixa de show off, e crie um tribunal de auditoria e ante corrupção!..
    Este é o meu projeto político futuro, caso senhor precisar eis a proposta!…

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    santana lopes Responder

    Meus senhores, deixem o governo trabalhar. O povo será o JUIZ daqui a 4 anos. Deixem de ser pessimistas e se não podem ajudar ao menos que fiquem calados. Se são assim tão bons porquê não deram a fórmula aos vossos respectivos partidos, IMBECIS. Vão mas é trabalhar que acabou a CHUPETA. Ao Tela Non e ao Abel Veigas muito cuidado com os comentários compremetedores desses malandros para não cairem noutro… ”caso tribunal de contas”. Rezemos todos pra um STP melhor pra todos.

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    Tchuka Responder

    ….correctamente, a língua de Camões, leiam e aprendam o portugués , porque é de uma importância capital quando se tem 1 posto importante num pais como STP, país lusófono por excelência.
    Falar um portugués medíocre, desfavorisa o país . O Varela pode escrever os discursos, mas se são mal lidos é ridículo….vê-se e entende-se aquele que representa mal o país…sabe-se muito bem.
    Excusado é vir com tratas de unidade e de concordia nacional, porque não passa de mentiras, visto a conduta indecente do pm P.T. na passagem da pasta….falta-lhe aquela diplomacia, o “fair-play de gentleman”, a classe dos bem esclarecidos,humildes e bem educados.
    Muito lhe falta, a este pm, Trovoada!

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    Arroz Substancia Responder

    Mostrar resultados? Então o homem ja esta a mostrar esta a fazer varedura nos lugares directives daqueles que la estavam a mamar.

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    Antonio Tebús Responder

    Penso que os comentários devem ser feitos com alguma elevação, pois deve-se aqui tratar de opiniões que realmente contribuem para o bem estar quer da democracia quer dos santomenses e não em jeito de graxas.
    Quanto a governação, penso que ainda é muito cedo, deixe trabalhar o governo embora penso que a passagem de pasta de um governo para outro é algo fundamental naquilo a que nós chamamos de responsabilidade de Estado. Espero muito sinceramente que o nosso Stomé e Príncipe encontre caminhos melhores. Um bem haja a todos.

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    peter Responder

    sera que os novos diretores sao mesmos incopetentes como diz um dos leitores?? os Afonsos e os Paquetes tambem quando foram indigetados para a funcao de directores nao tinhao conhecimentos vastos, mas sim foram adiquirindo e aprendendo e expirientando com o andar de tempo no trabalho. sim o o comandante COBO e o homem escolhedo para dirigir esse sector porque vimos que ele e e sera capaz de cumprir, vamos deixar de negatividades e negatismos e pornos todos a mao no trabalho, e contribuir para o crescimento deste sao tome, a mudanca foi dicidido pelo povo e nao por cambarde de cobardes que passam tempo a criticar.
    viva o saotome e principe.

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    Zé Faneca Responder

    Excelentíssimo Senhor Director Técnico da ENASA,

    Foi com grande pesar que hoje tive conhecimento da decisão do novo Governo demitir a Direcção Geral da ENASA.
    Porém, considerando o papel desempenhado por todos os colaboradores da Direcção Geral, custa-me acreditar que V. Exª possa estar entre as pessoas que possivelmente serão igualmente demitidas.

    È bem simples o motivo que me leva a pensar assim. Colaborando como a ENASA, com várias de zenas de anos de experiência em vários campos aeronáuticos, nunca tinha testemunhado uma actividade tão profícua como a sua. Sabendo-se que, por motivos vários, a ENASA tem imensas carências não só do foro técnico, como da aviação em geral, nunca tinha testemunhado uma personalidade tão adaptável aos imensos problemas diários que V. Exª sempre enfrentou, acabando por desempenhar as actividades de vários responsáveis que em qualquer organização minimamente semelhante à ENASA teria ao seu serviço.

    Não só pela sua dedicação à coisa aeronáutica, em que é suficientemente bem formado, mas pela energia que sempre sobrepôs à própria vida particular, custa-me conceber que abandone a ENASA. Eu faço votos para que tal não aconteça, pois qualquer Director Geral, assim como a Empresa só teriam a lucrar.

    Com sinceros votos de admiração,

    Aeroporto de São Tomé, 2 de Dezembro de 2014

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    Felisberto Bandeira Responder

    O Povo deu razão a uns e sancionou outros !!!!, será isto mesmo ,acredito eu, e tenho este sentimento que Povo sancionou alguns ,mas sra que Povo ao sancionar alguns deu razão a outros, ou outros terá razão ? esta Ideologia só pode ser na disposição mental P.Trovoada

    O Povo espera de nos combater e terminar com as persiguicoes Politicas partidárias,veja o que acontece , E nos dias seguinte começá com as persiguicoes,e como quem diz vou contrariar o povo, demitindo todos quanto não fazem parte da ala Politica .Isto e mais uma demonstração da Imaturidade do nosso P M., das suas hipocrisia e das suas falsidade
    O que não vem dar o bom testemunho da pratica, e dos seus ato .
    A boca fala o que quer e ouvido ouve o que não quer,mas na verdade são as atitudes que provam e confirmam quem realmente somos ,as pessoas são aquilo que fazem ,mas não aquilo que dizem ,O próprio testemunho dos ato já diz quem e o P.trovoada,fico por ai ,por enquanto , após 6 Meses da Governação irei fazer outros comentários, referente a alguns parágrafos da mensagem …

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