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Angola primeiro destino internacional de Patrice Trovoada

Para que Patrice Trovoada realize a sua primeira visita ao estrangeiro, só resta ao Presidente da República e Chefe do Governo angolano, José Eduardo dos Santos, encontrar uma brecha na sua agenda presidencial.

Angola, o país que reforçou o investimento privado em São Tomé e Príncipe nos últimos anos, será o primeiro destino internacional do novo Primeiro-ministro de São Tomé e Príncipe.

Alfredo Mingas, embaixador de Angola em São Tomé e Príncipe, confirmou a imprensa, que Patrice Trovoada solicitou visita a Angola, e que os acertos estão em curso. «Falamos da intenção do senhor primeiro-ministro em visitar Angola, fazer a sua primeira visita como primeiro-ministro e chefe do governo ao nosso país, e estamos a trabalhar neste sentido», precisou.

O diplomata angolano que foi recebido por Patrice Trovoada na quinta – feira, acrescentou que brevemente será definida a agenda do Chefe de Estado e Chefe do Governo angolano, José Eduardo dos Santos, para receber o Primeiro-ministro de São Tomé.

Angola, é cada vez mais o destino internacional incontornável para os sucessivos executivos são-tomenses.

O anterior Governo negociou com Luanda uma ajuda financeira especial a favor de São Tomé e Príncipe, várias empresas angolanas manifestaram interesse em investir no arquipélago, e algumas já avançaram no terreno, nomeadamente a empresa de telecomunicações UNITEL. «Sua excelência senhor primeiro-ministro, mostrou toda a abertura e todas as garantias dos nossos países poderem cooperar cada vez mais numa base de respeito mútuo de vantagens recíprocas. Há todo um ambiente criado para que os nossos, países, os nossos povos, os nossos empresários possam caminhar para uma nova era de cooperação muito mais activa», sublinhou o embaixador Alfredo Mingas.

Angola, continua a ser o primeiro caminho para São Tomé e Príncipe, na busca de parcerias, de investimentos e de cooperação.

Abel Veiga

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    4 comentários

4 comentários

  1. manuel soares

    19 de Dezembro de 2014 as 11:35

    Viva a cooperação internacional, viva STP e viva Angola, Deus nos abençoe e nos dê dirigentes com fibra e visão estratégica na cooperação para o bem do país. Outra coisa melhor neste campo não podiamos ter feito se não reforçar a cooperação bilateral com Angola, Sr primeiro ministro o país agradece acerta o passo e rubricar protocolos, acordos que visam projectos estruturantes e para o desenvolvimento sustentável na área económica e social do país. Força Patrice Trovoada, bola pra frente, coisas concretas e exiquíveis. Bem haja!

  2. Lede di Alami

    19 de Dezembro de 2014 as 12:10

    Ele nao e burro…..ou?

  3. Martinho de Ceita Stock

    20 de Dezembro de 2014 as 19:56

    Minha reflexão sobre a visita do Primeiro Ministro á Angola

    É evidente que Angola é e continuará a ser um destino incontornável para todos os executivos santomenses. Mas na minha perspectiva não por razões económicas – financeiras, mas sim por questões geo – estratégicas e pelos laços de afinidade que unem o povo santomense e o angolano.

    Não nos podemos iludir e confundir o poder financeiro de muitos alguns cidadãos angolanos, que enriqueceram muitos deles á custa da corrupção e a custa do sacrifício do seu próprio povo, durante o período de guerra civil entre a UNITA e o MPLA, com a capacidade económica de um país como Angola, com uma economia e um sector financeiro ainda muito fragilizado, apesar das suas potencialidades económicas e alguns avanços conseguidos nos últimos anos,com o fim da guerra militar, baseados nos seus recursos naturais.Porque a guerra em Angola ainda não acabou.Existe em angola uma guerra mais devastadora que a militar, que é a guerra social e pela democracia.

    Portanto não nos iludamos, porque na minha perspectiva a saída para os nossos problemas e o caminho para o nosso desenvolvimneto socio-económico, não passa por Angola.Até por uma razão muito simples, que é perceber o porquê que cada vez mais, tem havido fuga de capitais dos próprios angolanos do seu país para o estrangeiro, nomeadamente Portugal.

    É bom que, antes de se cair na pseudo – euforia, reflictamos um pouco sobre isso.
    Precisamos de investidores angolanos? Sem dúvidas. Assim como precisamos de outros investidores.
    Angola precisa de se reencontrar consigo mesmo, antes de se preocupar com os outros, no meu entender. Precisa de reformar e democratizar mais o seu sistema político e dar mais liberdade aos angolanos, para que cada angolano se possa sentir verdadeiramente como tal e dar uma contribuição valiosa para um desenvolvimneto sustentado e uma repartição de riqueza mais justa para todos os angolanos, para que possamos aí sim considerar este belo e rico país como um verdadeiro parceiro estratégico.

    Nós,os santomenses, somos amigos e irmãos de Angola e do povo angolano. Mas não tenhamos a ilusão e espero que o sr. Primeiro Ministro Patrice Trovoada também não, e não pensemos que o erros cometidos no passado, pelos sucessivos governos do nosso país, em ir á Angola ou seja onde for, contrair empréstimos que nunca serviram o país, mas antes pelo contrário, contribuíram apenas para servir de meios de subsistência da classe política santomense e agravar ainda mais a nossa dívida externa com Angola,hipotecando – o quase para e esse país irmão, resolvam os nossos problemas.
    Não,não é esse país que queremos. Não é essa a nossa via.

    A nossa via passa necessáriamente, por uma estratégia nacional de esforço comum de todos os santomenses, desde logo como prioridades,o combate assérimo á corrupção, reposição da autoridade do estado, a aposta no saneamento básico e energia,para captação de turistas, numa forte educação dos santomenses, na saúde, na agricultura e pescas.
    A médio prazo, aposta na criação o mais rápidamente possível na criação de um porto de águas profundas e num novo aeroporto internacional e criação de uma linha aérea própria.

    A questão que se coloca é dos investimentos. Mas esta é uma questão que deixo para os actuais governantes do país, porque admito que o actual partido no poder, terá certamente um programa de governação para o país.

    Para terminar, quero deixar bem claro que esta é apenas uma opinião de um simples cidadão santomense, que estando ausente do país, apenas pretende ajudar a reflectir sobre as intermitências políticas actuais no nosso país.

    Bem haja a todos
    Martinho Stock

  4. DML

    22 de Dezembro de 2014 as 14:14

    O Primeiro-ministro fez muito bem em ter escolhido Angola como seu primeiro destino no estrangeiro.

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