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“Caso Nagi” provoca eclipse do SOL

O eclipse do SOL em torno do caso NAGI,  deu-se na última terça-feira, quando um jornal português, anunciou que o Presidente da República de São Tomé e Príncipe “PERDOA TORTURA”.

Uma notícia veiculada após a realização da reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional que condenou a acção do brigadeiro Justino Lima, em castigar o delinquente Nagi. Um delinquente que não “tentou” assaltar uma mulher sargento das forças armadas, como o eclipse solar deixou antever, mas sim assaltou de facto, a mulher militar que transportava verbas destinadas a logística das forças armadas de São Tomé e Príncipe.

As nuvens que cobriam o céu no tempo invernal em que a notícia terá sido escrita, dissiparam e a lua nebulosa se afastou do Sol, que em 24 horas mudou o título e o conteúdo da notícia, sobre o caso Nagi, a luz da reunião do Conselho Superior de Defesa Nacional, que foi inconclusiva, tendo o porta voz da reunião indicado que um segundo encontro desta vez decisivo, teria lugar esta semana. “Tortura Sem Castigo em STP”, passou a substituir “Presidente da República Perdoa Tortura em STP”.

O eclipse do Sol, dissipa-se após a constatação de que segundo a Constituição Política de São Tomé e Príncipe, só o Governo tem competência de apresentar proposta ao Presidente da República para nomear ou exonerar o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas.

A lei da Defesa Nacional também mostra que o Chefe de Estado Maior das Forças Armadas, não é demitido ou mantido nas suas funções por simples desejo do Presidente da República. O Chefe de Estado, só pode agir com base em proposta apresentada pelo Governo.

Pelo que o Téla Nón apurou desde a detonação do caso NAGI, até o fecho deste artigo, o Comandante Supremo das Forças Armadas e Chefe de Estado, não recebeu qualquer proposta concreta do Governo para exoneração do Chefe de Estado-maior, ou proposta outra, para nomeação do novo Chefe de Estado-maior.

O assunto que briga com a estabilidade de uma instituição híper sensível do Estado, as Forças Armadas, passou a ser tratado mais na praça pública, com destaque para tropeços em jornais internacionais, do que pelos canais próprios previstos por lei.

Esta sexta-feira deverá acontecer mais uma reunião do Conselho Superior de Defesa. Talvez a última em termos de decisão sobre o futuro de mais um brigadeiro das forças armadas. Desde a criação da patente de brigadeiro e do cargo de Chefe de Estado-maior das Forças Armadas, que a instabilidade passou a dominar o sector. Nenhum brigadeiro chegou a metade do mandato.

O primeiro brigadeiro empossado em finais de 2011, Felisberto Maria Segundo, caiu por causa de uma insubordinação interna no seio do exército.  O segundo Justino Lima, pode cair esta semana por causa de um delinquente cadastrado, que tirou discernimento as chefias militares no meio de num quartel-general, nos dias de hoje, com muito pouco dos valores que caracterizavam a instituição militar. SEGREDO, era um dos valores que diferenciava os militares e a instituição militar, do resto da sociedade são-tomense.

Ao contrário de notícia posta a circular que dá conta do apoio dos militares a causa do delinquente NAGI, defendendo assim que o Chefe de Estado Maior, deveria colocar o seu cargo a disposição, o Téla Nón, sabe que apesar de tudo, os militares do quartel general, estão solidários com o seu brigadeiro, Justino Lima.

Abel Veiga

    11 comentários

11 comentários

  1. Lede di Alami

    29 de Janeiro de 2015 as 14:18

    “NAGIDRAO”…..de Ladrao/Criminoso a Celebridade..comeca a legitimacao do crime em STP; obrigado meu querido POVO, Bem virou Mal e vice-versa

  2. Tango

    29 de Janeiro de 2015 as 14:40

    O Senhor Presidente da Republica foi avisado de um tempo a esta parte que tera que aprender a dança Tango.
    E otango já começou a tocar

  3. O que me pareceu

    29 de Janeiro de 2015 as 15:28

    Depois de ler a matéria publicada pela o tal jornal português (frisado nesta matéria do telanon)através do link deixado num dos comentários da noticia relacionada, pareceu-me que o telanon escreveu a matéria cingindo naquilo que o porta-voz do conselho superior de defesa falou, enquanto que esse tal jornal português recebeu informações que me parecem terem vindas de outras fontes, quem sabe proveniente de um dos elementos do conselho superior. Espero estar errado!

  4. Gente

    29 de Janeiro de 2015 as 18:35

    Se for para passar o País a limpo, então convenhamos, é sim um caso exemplar de demissão. Vejam que estava lá no ato o próprio, não é possível, ele não tinha o que fazer? isso não seria admissível mesmo com simples soldado raso…portanto, convenhamos, é caso de punição simples, e que sirva de exemplo até pra o Senhor Presidente da República e o Senhor Primeiro Ministro…VAMOS AVANÇAR GENTE!!!! e deixemos de conversa mole, mole…

  5. carlos

    29 de Janeiro de 2015 as 18:52

    Meus sr comentaristas por favor mas por favor principalmente para esses comentaristas da diaspa este caso como kualker k envolve xefe dos militares tem k ser tratado com prodencia militares e um orgaos forte nas armas nao keremos k nosso pais torne como guine bissau k armamento fala mas alto deixa o governo e presidente da republica cuidar do caso

  6. Rodrigo cassandra

    30 de Janeiro de 2015 as 8:03

    Eu lamento a maneira vergonhosa triste e abusiva como o poder politico instalado vem politizando uma instituição de mérito que é as Forças Armadas.
    Com jantaradas com ofertas de veículos com manipulação para boicote aos serviços militares obrigatórios instituídos na lei como foi o caso da desordem de abdicar de Honras militares ao chefe de Estado eu acho que os militares deveriam é parar e refletir e reler o RDM e mudar de comportamento e começar de uma vez por todas a pôr cada politico no seu palco e olhar para a defesa das leis e das instituições e do povo em geral .
    Eu falo assim porque fui militar em tempos difíceis fui cabo de artilharia e fico triste ver essa instituição ser de forma permanente banalizada por políticos que colocam seus interesses pessoais e particulares acima dos interesses nacionais,, uma vergonha ,, é muito triste ,Abraços RODRIGO CARDOSO CASSANDRA eis cabo 33 /83 artilheiro canhão B10

  7. Maria de Fatima Santos

    30 de Janeiro de 2015 as 8:16

    Ai os Portugueses. Nao sei porquê continuamos a lhes dar tanta importancia. Têm muito pouco de moral para transmitir…

    • SEABRA

      2 de Fevereiro de 2015 as 9:21

      Dona Fàtima Santos, pergunte ao pm Patrice Trovoada, que regressou para STP, para a campanha acompanhado de “lacaios” portugueses, inclusive o guarda-costa, deputados e outros capangas…aliàs, foi em Portugal, na “meloia”(como diria o braço direito dele o troca-tintas do Varela), que ele passou os dois anos de “stand by”, antes de voltar a ser pm, nomeado pela maioria absoluta…pergunte ao povo, que votou pra ele e que apostou nele.
      Lembre-se quando o presidente Pinto da Costa indignou-se da vinda dos portugueses, deputados etc, que se imiscuiram na politica sao-tomense (foi apenas hà três meses…jà se esqueceram?). Na altura, todos estavam do lado do PM P.T., tratando-o do salvador de STP, apesar de tanto cadastro que ele tem no pais.
      Povo sao-tomense, procurem funcionar com CABECA, com inteligência, ter presente os acontecimentos para permitir de nao repetir os mesmos êrros…e nao a memoria CURTA!

  8. J. C. Cassandra

    30 de Janeiro de 2015 as 8:22

    Vê-se que o Jornal SOL foi pago para fazer esse artigo. Patrice Trovoada é outro ladrão que merecia porrada. O assunto não deveria ser politizado. Existem autoridades judiciais independentes para o efeito.

  9. Santomense

    2 de Fevereiro de 2015 as 1:12

    E um caso que nao deeria ter acontecido. Sinto muito, caso seja demitido o Chefe do Estado Maior, mas se queremos manter o nosso pais democratico,nao ha outrasolucao, ele tem que ser demitido.
    Primeiro:Apesar desse sujeito ser ladrao, nao sustifica que deve ser humilhado.
    Segundo: A forcas Armadas tem como funcao defendermos de uma eventual agressao externa. Todos os infrigimentos da lei interna estam ao cargo da policia e do tribunal. Neste caso concreto; se o exercito apanhou o ladrao deveria intrega-lo a Policai Nacinal, e junto ao tribunal seria punido segundo a lei vigente. Castigo e humilhacao nao sao metodos a utilizar por um Pais democratico.
    Agradecemos muito ao nosso Exercito pelo empenho que fazem para manter o nosso Pais seguro de qualquer agressao externa mas os problemas internos e melhor que deixem para as intituicoes de responsabilidade.
    Sinto-me orgulhoso que os Santomenses conseguem resolver os seus problemas.
    Obrigado a todos: O nosso exercito, o nosso governo e todos aqueles que contribuiram que este caso viesse a lux do dia, como por exemplo o ator do film.

    Santomense

  10. VINY

    11 de Março de 2015 as 9:57

    O que me espanta é quando veem falar de fenómeno de anditismo, sabendo que de antemão, é o povo que saiu na rua a defender um delinquente cadastrado, e o que acontece é que são os mesmos que estãoa fomentar esse fenómeno. O direito de um termina quando entra na praxis de outrem.

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