Novo embaixador de Taiwan indica Agricultura e Saúde como prioridades maiores

O reforço da cooperação entre São Tomé e Príncipe e Taiwan, vai se assentar na produção alimentar e na saúde. Garantíeis deixadas Jian-Gueng Her, novo embaixador do país asiático após ter sido acreditado pelo Presidente da República Manuel Pinto da Costa.

Na saúde a cooperação taiwanesa joga papel relevante na luta contra o paludismo. A nível da agricultura Jian-gueng Her, diz que toda aposta está a ser feita no aumento da produção interna.

Formação de quadros é outra valência em que Taiwan pretende intensificar a concessão de bolsas de estudo para os estudantes são-tomenses.

Anualmente Taiwan injecta cerca de 16 milhões de dólares no Orçamento Geral do Estado de São Tomé e Príncipe.

Abel Veiga

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    Jorge Trabulo Marques Responder

    Uma questão de políticas e de estratégias: enquanto a china de Taiwan (numa cooperação que data desde há vários anos ), vem injetando 16 milhões de dólares no Orçamento Geral do Estado de São Tomé, ficando agora a saber-se por ocasião da acreditação do seu novo embaixador, que o reforço da cooperação, entre os dois países, vai incidir na produção alimentar e na saúde, por bem: já a China de Pequim, tem outro modelo de cooperação, aposta nos grandes centros comerciais e nas suas lojas, para vender os seus produtos, alegando que «vai permitir a dinamização da economia são-tomense» – Pessoalmente, não tenho esta mesma opinião – Pois, não confundir-se empresa chinesa com o papel do Estado . E aquilo que, no coração da cidade de S. Tomé, vai instalar-se é mais um próspero milionário chinês, que já fez fortuna em Angola, e creio que também em Portugal, onde o comércio está praticamente nas mãos dos chineses, em detrimento do comércio local. Por isso, não me surpreenderia, minimamente, que o desemprego e a criminalidade, depois se agravem ainda mais, quando os pequenos comerciantes forem literalmente esmagados. Então por que não criar um centro comercial para estes se instalarem? – Até podia ser mesmo como produtos fornecidos pela China, como acontecia no tempo colonial, com as suas tão apreciadas camisas de manga curta: o mau é que os chineses não abrem mão de nada: querem estar em todos os circuitos: desde a produção á comercialização As fábricas europeias deslocaram-se para oriente para se aproveitarem da mão de obra barata mas quem lucra é china, quem invade o resto do mundo com o seu comércio. Agora ficou-se também a saber que “A China tornou-se no maior mercado para os paraísos fiscais”

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    Martelo da Justiça Responder

    A China está a fazer o que alguns Países ocidentais fazem mas doutra forma. Vê o que se passa com a Alemanha em relação a outros Países do Sul da Europa. O problema é que os grandes Países estão a competir entre eles, tornando-se cada vez mais ricos e os Países pobres como São Tomé e Príncipe cada vez mais pobres. Depois há outros fatores que é a corrupção generalizada nesses Países pobres, muitas vezes estimuladas por procedimentos exigidos por esses Países ricos, que posicionam como corruptores. É o caso por exemplo do arroz de Japão que já criou tantos problemas em São Tomé e Príncipe, ainda assim, o nosso governo continua a aceitar essa forma de cooperação, vai se lá saber porquê??. Só sei que para além de fomentar a corrupção, o arroz mata a produção local, cria desemprego, cria hábitos alimentares que não tem nada a ver com os de um são-tomense etc. Em contrapartida, aumenta a produção no Pais produtor do arroz, consequentemente o emprego e a riqueza. Seria um mal menor se todo o dinheiro gerado por venda desse arroz, o tal Fundo de Contrapartida, devia ser direcionado para o fomento de produção agrícola dos produtos nacionais.

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    santola Responder

    Jorge Trabulo Marques, os libaneses são de momento os chineses do nosso país, se é que me faço entender. Porque não criticar a invasão libanesa no país em vez de apontar o dedo aos chineses. Haja paciência para comentários como o seu.

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    MJC Responder

    Tanto quanto percebi a cooperação Taiwanesa tem se revelado benéfica,até então não tenho motivos para apontar o dedo aos taiwaneses que me parecem de facto dispostos a ajudar-nos, o mesmo já não se pode dizer dos chineses que invadiram Angola com o seu comércio esmagando todo o tipo comércio que lá existe. Há outros tipos de cooperação nomeadamente portuguesa que me deixa cética. Mas esta é uma questão que muita gente ainda não percebe infelizmente, por isso não valorizaram o comentário do Jorge Marques, a quem dou os meus parabéns, precisamos de gente como o senhor. É preciso questionar e olhar criticamente para as coisas. “Quando a esmola é demais até o pobre desconfia.” Ninguém faz nada sem um segundo interesse…

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