“Falta Coesão Nacional” para STP dignificar 12 de Julho de 1975

Uma palestra sobre o tema “Independência, Cultura e Desenvolvimento”, realizada terça – feira na Roça Agostinho Neto, deu arranque as celebrações do 40º aniversário da independência nacional. Fernanda Pontífice, reitora da Universidade Lusíada de São Tomé, foi a oradora.

Palestrante percorreu os caminhos que conduziram São Tomé e Príncipe a independência a 12 de Julho de 1975, revelou o estado em que se encontra o país independente, e dentre outras conclusões apontou a falta de coesão nacional, como um dos principais factores da estagnação e do atraso do país nos últimos 40 anos.

«Uma grande frustração pelo facto de muitos sonhos não concretizados, esperanças frustradas. Há um sentimento de frustração quando nós nos confrontamos com o estado de miséria e pobreza, não só a pobreza monetária, mas sim a pobreza espiritual que grassa por uma boa parte da nossa população», declarou Fernanda Pontífice, que também participou nos movimentos juvenis que em 1974, contribuíram para a independência nacional.

Durante a palestra, as autoridades políticas e governamentais, assim como o público presente em Agostinho Neto, percebeu que a falta de coesão nacional, como factor perturbador da caminhada do país para o progresso, é um problema muito antigo. É anterior a independência nacional.

O livro do doutor Guadalupe Ceita, recentemente publicado, deu subsídios ao debate. Mesmo no seio dos nacionalistas que na diáspora organizavam a luta política ara a independência nacional, havia falta de coesão. «Houve problemas na luta pela independência Houve falhas que até hoje estamos pagar, devido a falta de coesão nacional. Houve toda aquela luta para a independência nacional, mas de acordo ao livro de Guadalupe Ceita mesmo lá na diáspora faltou alguma coesão e o que constatamos hoje é que sem essa coesão não conseguiremos hoje conquistar a independência total. Temos a independência política mas falta a independência económica e por falta de coesão não conseguimos fazer com que o país descola-se para atingir o desenvolvimento», desabafou a vice – presidente da Assembleia Nacional, Maria das Neves, uma das autoridades presentes no evento.

O mais alto representante da ilha do Príncipe, também usou da palavra para suplicar pela unidade e coesão nacional. «A União Nacional, a Coesão Nacional entre todos. Porquê que eu tenho que excluir alguém porque ele é do outro partido? Porquê que eu excluo um colega porque eu quero subir na vida a todo o custo? São valores que fomos perdendo. Julgo que estamos num momento que deve servir para uma reflexão profunda entre todos nós», afirmou José Cassandra, Presidente do Governo da Região Autónoma do Príncipe.

O Presidente da Assembleia Nacional, José Diogo, também usou da palavra para enaltecer o bom trabalho da palestrante.

O primeiro evento de celebração dos 40 anos da independência nacional, diagnosticou os problemas que entravam São Tomé e Príncipe. Um barco que ao que tudo indica jamais sairá das águas turbulentas que provocam a estagnação e o atraso, enquanto os marinheiros insistirem na divisão.

Abel Veiga

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    Atento Responder

    Minha gente.
    Após ouvir imensa gente do povo sobre a nossa independência e o oportunismo dos políticos que surgiram após 12 de Junho, resta-me um grito de alerta e de esperança
    REFERENDO JÁ .
    Vamos acabar de vez com a pobreza de STP
    Vamos acabar de vez com a miséria.
    REFERENDO JÁ para sermos uma Região Especial de Angola.
    É necessário o REFERENDO ao povo, já que para a independência este não foi ouvido nem achado.
    VIVA o REFERENDO.

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    Inês Pereira Responder

    De acordo com a notícia, de facto o nosso grande enigma é a falta de coesão social, antes foi a coesão de múltiplas nacionalidades em São Tomé e Príncipe.
    Deu início a falta de coesão, “os ditos nacionalistas” não receberam de bom grado a união das nacionalidades.
    Com maluquice de superioridade.
    E nos 40 anos o factor “Falta de Coesão” é o fruto da má governação.
    Os Emigrantes, pelo fato de estarem na Diáspora, a naturalidade não muda.
    A coesão não é nada mais, nada menos que trabalhar em harmonia.
    Falamos, Falamos mas na verdade, ninguém faz nada, para que isso mude de direção.
    “Os pobres cantores santomenses apelam através das suas letras musicais a união de todos” como por exemplo o “Bamu Zunta Mom dos Calemas”.
    Na mesma linha de pensamento os mesmos pedem para acreditarmos no nosso potencial, e fruiremos solução dos nossos problemas.

    O destino de São Tomé e Príncipe, não está nas nossas mãos mas sim nas mãos das nossas crianças.
    As que encontram-se esquecidas na maternidade, nas casas das suas mães, abandonadas nas ruas, nas prostituições, nas escolas cada vez mais empobrecida, nos infantários sem condições, nos hospitais mal acolhido.
    São nesses lugares onde estão o futuro de São Tomé e Príncipe.
    E é onde damos menos atenção.
    “Nós” que somos corruptos temos solução em tentar convalescer o que está pior, de modo a estarmos prontos, para preparar a chegada dos nossos vindouros.

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    António Emery Trovoada Responder

    Boa Tarde Senhoras e Senhores.

    Ficamos a saber esta semana que um dos funcionários de Patrice Trovoada desviou da sua residência cerca de 250 000 mil dólares. E queremos saber como é que o senhor Primeiro Ministro justifica esse montante, de onde ele tirou aquele dinheiro todo? Ele vendeu algum bem ou é lavagem?

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    REFLEXÃO IMEDIATA Responder

    Meus srs e minhas Sras, li com atenção este artigo e também li os comentários que se seguiram.É urgente pensarmos pela positiva.Convidando os outros a também tomarem a consciência.São 40 anos e…(ler os trechos do artigo), vamos mudar isto.Temos personalidades pensamentos e convicções,vamos transforma-lo em algo útil para nós e toda sociedade.Esquecem intrigas, mesquinhesa,falta de censo,pobreza espiritual que só nos conduz a rotura.Temos muitas ideias,qual é o aproveitamento que damos a elas!??Tamos sem rumo primos!Cada dia que passa estamos a ser apagado como povo!!Só falamos comentamos e as vezes falamos atoa, a dica é FAZER!E É PRA JÁ.Qual é o contributo que podemos dar aproveitando a mídea e outros meios!??É URGENTE!!!

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    ANCA Responder

    O tema da palestra “Independência, Cultura, Desenvolvimento”.

    Jamais haverá Independência, Cultura e Desenvolvimento, sem Conhecimento, Organização, Gestão, Administração, com regras bem definidas do espaço País(População/Terra/Mar), bem como a Conhecimento, Organização, controlo de própria Administração Gestão do País.

    Daí a conclusão falta de coesão, frustação, caos, anarquia, desordem, roubo, crimes, violações, corrupção massiva,etc,etc…

    É necessário ir ao meandros das questões, Históricas da origem (como surgiu? e com formou?) do Território, População, da Cultura(a cultura mais do que somente cantos danças, o gigti, dentre outras manifestação da vaidade do individuo Sãotomense, é o modo de ser estar, modo de fazer e saber fazer), do individuo Sãotomense.

    Duas ilhas de origem vulcanicas no meio do oceano atlantico

    Dimensão somente 1000 Km2, sem fronteira terreste = isolamento estrategico geografico.

    No passado Administração Colonial Ultramarina Portuguesa, por mais que queiramos apagar da nossa memória, faz parte da História.

    Como constituiu a sociedade- população naquele tempo? Como se formou?

    Do seculo XV ao sec XX, Que processos sociais, desportivos, políticos, económicos e financeiros se seguiram, nas ilhas?

    Saber conhecer, como se desenrolou as atividades humanas em termos de organização no tempo e no espaço, a nível social, desportivo, político, económico e financeiro, nas Ilhas(Território/População) que já designou de Província Ultramarina de São Tomé e Stº António, para que num determinado momento da História, passar a designar-se de República Democrática de São Tomé e Príncipe.

    Conhecer as características dum determinado Território( o Clima, o Relevo, a Temperatura, a Chuva, o Mar, o Movimento das massas de ar, Movimento das massas de aguas, o Solo seus tipos, mais concretamente o que está por baixo, a constituição das Rochas, etc, etc…passando por questões origem começo, questões Históricas, Culturais, as características duma determinada população, povo( basta entender como se formou e era composta a sociedade Sãotomense na era colonial – muito estratificada, povos vindos de varias partes de Continente Africano Angola, Moçambique, cabo-Verde,(Entreposto comercio Escravo) junto com povos vindos da Europa-Portugal, India, divididos em castas – havia os chamados colonos, os mulatos, os forros, os tongas, os angolares, os moncos, etc… colonização Portuguesa) bem como toda a forma de organização e formação da sociedade que existia na altura,… 1975 herda-se sem analise profunda o Território/População, sem ter devido conhecimento profundo, questões de organização e formação de um determinado Território População, as paixões do Nacionalismo Político e vaidades Políticas cegaram, ao ponto de República democrática de São Tome e Príncipe, quando se vivia no Regime Presidencialismo ditatorial, sem saber de facto o contexto que levaram ao surgimento da república na europa, ainda na era grega, e muito anos seculos depois em Portugal, com a agravante de adotar um sistema económico postado na monocultura, quando se tinha destruídos os engenhos e sistema de organização económica local anterior, com a nacionalização das roças etc..etc…muitos e muitos disparates até que a montanha pariu um Rato ou vários Ratos…

    Advento da democracia sem saber no fundo o que significa, como e onde surgiu, para que servia, quem a inventou, com todas as consequências que já sabemos hoje e agora no Território/População/administração e Gestão, do que se chama hoje País São Tomé e Príncipe.

    Há eleições promete-se mundos e fundos.

    Pouco se diz reflete-se e se faz bem sobre a cultura de organização do Território/População/Mar, pouco conhecimento se tem, sabe-se pouco, quer-se muito a nível social, desportivo, político, económico e financeiro…com a estupidez de julgar que os outros povos sociedades e País, tem dever obrigação de financiar sempre a despesas do que se diz de “orçamento da São Tomé e Príncipe”.

    Consequência sociedade de indivíduos cidadãos corruptos, delinquentes, mentirosos, arrogantes, mulherengos, irresponsáveis, poucos sérios, com pensamentos pequenos pouco refletor, com mania de altruístas, sabedores… com a agravante de todo o resto, sociedade de roubo, violação de menores, assassínios, desorganização social, desportiva, política, económica e financeira.

    Hoje e Agora

    Com toda heranças que temos

    Saber

    Onde?

    Porquê?

    Como?

    O quê?

    Quem?

    É deveras importante para organização gestão, á nível social, desportivo, político, económico e financeiro do Território/População/Mar.

    No Tempo e no Espaço é tempo de parar, refletir, pensar, saber, conhecer, saber fazer, unir as mãos, como Sãotomenses que somos, parar com politiquices e intrigas políticas, parar com o dividir para reinar, parar com as paixões manias e vaidades partidárias, apesar do sistema multipartidário(podes simpatizar pouco com MLSTP, ADI, MDFM, CODO, etc, etc… mas és SãoTomense, nada deves fazer que prejudique o teu irmão o teu povo).

    A Coesão e Cultura de pertença, se consegui com conhecimento, das variaveis do Território/País composto por População-Terra-Água-Mar-Ar, bem como da própria gestão efeciente critériosa do Território/País = População-Terra-Água-Mar-Ar, para uma melhor distribuição equitativa dos recursos, á nivel social, desportivo, político, ambiental, económico e finaceiro.

    O pilar deve estar centrado, nos avanços da Medicina – Melhor organização da saúde, pois enaquanto houver falat de cuidados de saúde e um sistema nacional de saúde dificiente, toda a sociedade está doente.

    Na educação, educação formação, cuidados de qualidade infantil, juvenil,adultos, idosos.

    Justiça- fazer cumprir a lei, sua aplicação eficiente imparcial, sem distinção dos individuos/cidadãos na sua origem e crenças.

    Instituiçoes nacionais fortes (desde partidos políticos á instituições do Estado), capazes de implementar mudanças critériosas, Ex; uma forma de governação plural criteriosa para a coesão nacional, chamar o povo a decidir = referendos sobre determindas matérias da Gestão/Administração, Social, Desportiva, Política, Ambiental, Económica e Financeira do País(População/Terra/Água/Mar/Ar), pois dizem respeitos a todos.

    Conhecer bem o Clima, O ambiente Climatico, o Solo e Sobsolo.

    Organização/Gestão/administração Social, Institucional, Desportiva, Política, Ambiental, Economica e Financeira com regras Juridicas bem definidas. Combate a impunidade.Icentivo ao trabalho.

    Pratiquemos o bem

    Pois o bem

    Fica-nos bem

    Deus abençoe São Tomé e Príncipe

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    Seabra Responder

    Anca,the philosoph’s ,is back!!!

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    LÔÇÔ TLÊZÊ CONTO - IRMÃO P.TROVOADA Responder

    Também partilho da ideia de q a falta de coesão tem contribuído pra insucessos! Mas como conseguir alcançar a coesão nacional com um governo tão radical como este de P.Trovoada q faz apelo a coesão, qdo trabalha para dividir, abatendo tudo e todos q partilham ideologia distinta, promovendo injustiça, incompetência, corrupção e acentuando a miséria do povo?

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    Maria Silva Responder

    Realmente e priecupante,ja se passaram 40 anos, nada absolutamente nada foi feito!
    Ha que se fazer alguma coisa e facto, eu pergunto : alguem tem alguma ideia? comecar por onde? oque temos que fazer em primeiro lugar?
    Estou ON caso houver alguma ideia !
    desculpe pelos erros ortograficos estou a usar pc de sistema qwerty. sorry

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    Original Responder

    Em S.Tomé e Príncipe,muitos lideres fomentam e sustentam ódio em relação a outros a olho nú.Como é possívl haver coesão?
    Coesão implica relação sem reservas sem ódio,sem rancor.

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    Manuel Alegre Costa Pinto Responder

    Coesão nunca vai haver em S.Tomé, enquanto houver governos com gentes malabarista, hipócritas, mentirosos, lambe botas como são este homens do ADI comandado pelo Sr. Patrice Trovoada.

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