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“Trovão” em Julgamento no Tribunal da Primeira Instância

Começou esta semana o julgamento dos três tripulantes do navio Thunder(Trovão), que no dia 6 de Abril passado naufragou de forma suspeita nas águas nacionais.

Um navio que estava a ser procurado pela Interpol, e que há 100 dias estava a ser seguido pela ONG ambientalista norte americana Sea Sepherd.

Os três tripulantes, sendo o comandante de nacionalidade espanhola, o chefe das máquinas e o adjunto chefe das máquinas, são acusados de crimes de falsificação de documentos de condução perigosa de meio de transporte e de danos contra a natureza.

Na sala de julgamento, na quinta – feira, estiveram presentes os 3 membros da tripulação do navio Thunder, na qualidade de arguidos, e 3 membros da ONG ambientalista norte americana Sea Shepherd , na qualidade de declarantes.

Após 101 dias de perseguição à embarcação Thunder, os ambientalistas da ONG Sea Shephed, socorreram os marinheiros do Thunder, nas águas são-tomenses. O navio naufragou.

A equipa de tripulação e os marinheiros no total de 40 pessoas, sendo a maioria cidadãos indonésios, foram transportados no navio San Simon da Sea Sheperd, até São Tomé e entregues as autoridades nacionais.

No tribunal, através de imagens, rodadas durante o naufrágio do navio Thunder, a Sea Sheperd,  tentou provar ao Tribunal que o navio Thunder, esteve envolvido em várias acções de pesca ilegal, e que naufragou nas águas nacionais em circunstâncias suspeitas.

A dado momento o Juiz Patrick Lopes, questionou o comandante do navio naufragado, sobre a opção feita pelas águas são-tomenses, quando durante mais de 100 dias passou por vários países, onde poderia pedir socorro e abrigo. O comandante respondeu que agiu com base em ordens recebidas.

Note-se que aquando do naufrágio do navio Thunder, a capitania dos portos de São Tomé e Príncipe, anunciou que a embarcação dirigia-se para o arquipélago para fazer o transbordo do pescado, realizar reparações, e conseguir junto as autoridades nacionais licença para pescar na zona económica exclusiva são-tomense.

O julgamento prosseguiu na quinta – feira, com o depoimento de várias autoridades nacionais, ligadas a navegação marítima. Desde a guarda costeira, passando pelo Instituto Marítimo e Portuário, assim como a empresa nacional que foi contratada para fazer o alegado transbordo de pescado.

Após a audição de várias testemunhas e declarantes, a sessão de julgamento foi suspensa e o juiz marcou nova sessão para a próxima terça – feira.

Abel Veiga

    8 comentários

8 comentários

  1. Maria silva

    18 de Setembro de 2015 as 11:54

    Questionado pelo juiz Patrick Lopes , o facto do navio ter passado por vários pais na qual deveria ter pedido socorro e abrigo, o poquê de ter vindo naufragar nas águas de stp? O comandante respondeu ao juiz que simplesmente agiu com base nas ordens recebidas!!!
    Precisa de mais provas depois desta afirmação do comandante do navio??
    Cá pra mim o navio em questão não transportava só o pescado, e sim outros produtos como a droga !
    E nós sabemos quem foi o mentor desta operação .

  2. Fachico Bebe-Zawa

    18 de Setembro de 2015 as 12:15

    Isto de certeza que nao vai dar em nada. No entanto reparem so no que diz a noticia a dada altura:
    “….. o Juiz Patrick Lopes, questionou o comandante do navio naufragado, sobre a opção feita pelas águas são-tomenses, quando durante mais de 100 dias passou por vários países, onde poderia pedir socorro e abrigo. O comandante respondeu que agiu com base em ordens recebidas”.
    O que quererão esses senhores dizerem?

  3. anderson guenbu

    18 de Setembro de 2015 as 15:28

    Ordens superiores.foi a resposta do comandante do “Thunder”.ora,ñ querendo meter colherada alheia no desempenho do magistrado em questão, resta-me acreditar na boa fé do mesmo, na sua competência e do próprio Tribunal que representa, na sua exemplaridade de ditar a justiça, com toda a clarividência dos fatos já disponíveis, é mais um caso de justiça além fronteiras, pelo que, espero que o nosso pequeno Estado em matéria de Direito e dos interesses nacionais saia ainda maiss fortalecido.

  4. edson carvalho

    21 de Setembro de 2015 as 9:00

    Acho que a história ficou por contar sobre este assunto, porque sobre esta passagem que diz,Questionado pelo juiz Patrick Lopes , o facto do navio ter passado por vários países na qual deveria ter pedido socorro e abrigo, o porquê de ter vindo naufragar nas águas de stp? O comandante respondeu ao juiz que simplesmente agiu com base nas ordens recebidas!!!
    Precisa-se saber quem deu essa ordem e esclarecer mais esses detalis
    Precisa de mais provas depois desta afirmação do comandante do navio.

  5. Bem de S.Tomé e Príncipe

    21 de Setembro de 2015 as 10:18

    Enfim, mais um caso de barco ilegal.E sempre com uma personalidade como chefe de governo.

  6. ipontes

    21 de Setembro de 2015 as 13:46

    Meu amigos se tiver cargas ilícitas porquê não fazerem uma busca ao navio naufragado, é fácil encontrar lá essa mercadorias ilícitas
    só sabem pensar em coisas contra outros por isso que não desenvolvemos porque só sabemos acusar em vez de fazer e mostrar a prova….. gente impossível….

    • luisó

      21 de Setembro de 2015 as 18:57

      Acha que o barco foi afundado numa zona pouco profunda?
      Claro que não, o afundamento foi feito no local certo para ficar a grande profundidade para que os espertos como o senhor não tivessem ideias como a sua.
      E já agora , quem ia pagar os trabalhos de mergulho se tal fosse possível ? O Estado santomense? O ministério público?
      Enfim, mais do mesmo….

  7. luisó

    21 de Setembro de 2015 as 19:03

    A pergunta que deve ser feita é : porque é que a tripulação ou o comandante deu ordens para afundar o barco?
    Porque tinha pescado ilegal ? Isso é motivo para tal ?
    Se assim fosse e fossem apanhados então seriam condenados a ficar sem o pescado e a pagar uma multa grande e seguiam o seu caminho.
    Agora afundar o barco fica mais barato de que pagar as multas e ficar sem o pescado ?
    Claro que não, aqui tem “gato” e o comandante quando diz que recebeu ordens para tal TEM de dizer ao tribunal quem deu as ordens e qual era a verdadeira carga do barco, porque senão vai pagar 20 anos de cadeia…
    Isto para além do mal que vai ficar debaixo de água e a poluir estas ilhas que Deus criou….

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