Política

Democracia cabo-verdiana dá lição a São Tomé e Príncipe

O Téla Nón- Nossa Terra, registou mais uma expressão de maturidade democrática em Cabo Verde. Mais uma expressão de país sério, que prima pela transparência e justiça, nomeadamente no momento das eleições.

O povo cabo-verdiano vai eleger em Setembro próximo os órgãos de poder local, em eleições autárquicas.  A Comissão Eleitoral cabo-verdiana publicou um comunicado onde proíbe cerimónias públicas de lançamento de primeiras pedras ou de inaugurações, com base no que diz a lei eleitoral daquele país.

Em São Tomé e Príncipe, nos últimos dias e durante o período de campanha eleitoral, o Primeiro-ministro Patrice Trovoada que apoia o candidato do seu partido às eleições presidenciais de 17 de Julho, lançou um número infindável de pedras, e inaugurou quase tudo no país, em cerimónias conotadas claramente como de campanha eleitoral.

O Téla Nón regista assim mais uma lição, mais uma diferença, mais uma atitude de transparência democrática, que reforça o Estatuto de Cabo Verde como uma referência em África e sobretudo para São Tomé e Príncipe.

O leitor deve ler já a seguir o artigo do Jornal cabo-verdiano “A Nação” que deu a notícia.

«A Comissão Nacional de Eleições (CNE) proíbe a partir desta quarta-feira, 06 de Julho, a realização de quaisquer cerimónias públicas de lançamento de primeiras pedras ou de inaugurações, nos termos do artigo 97º nº 7 do Código Eleitoral. 

Em comunicado enviado à imprensa, a CNE avisa a todos os titulares dos cargos públicos, que nos termos do artigo 97º nº 7 do Código Eleitoral, e em conformidade com o calendário eleitoral publicado no BO nº 30, II série, de 15 de Junho de 2016, é proibida a realização de cerimónias públicas de lançamento de primeiras pedras ou de inaugurações.

Informa ainda que é “expressamente” proibida a aprovação e concessão de subvenções e donativos, patrocínio e contribuições e particulares, tendo em conta as eleições autárquicas de 04 de Setembro próximo. 

Apela, no entanto, aos titulares de cargos públicos ao cumprimento da Lei Eleitoral, sob pena de incorrerem na prática de crime eleitoral».

Téla Nòn

 

    9 comentários

9 comentários

  1. Nosso Dubai

    7 de Julho de 2016 as 20:06

    Deixá-lo, depois é que queixa se da estabilidade, entendimento entre os órgãos do poder. PT rasgou tudo que é Lei nesse país. Quando lhe convém existe Lei quando não, faz das Leis do País um autêntico pano de limpar o chão!

  2. Guida Gostosa

    7 de Julho de 2016 as 21:46

    Isto chama-se transparência! Esta palavra não existe no dicionário dos órgãos do Estado santomense.

  3. PEIXE

    8 de Julho de 2016 as 0:04

    STP não existe frente a Cabo Verde. É um país dirigido por buros, bandidos, ladrões e corruptos até dentro da justiça. aqui então está pior na corrupção. os dirigentes são comprados pelo PATRICE TROVOADA para fazer o que ele quer com as meninas que deram boa classificação. estas só viajam e são fieis ao PT.

    Cabo Verde é um país de gentes decentes. Não o compare com S.Tomé. Aqui é só incompetência. PM nem falar portugues sabe. Ministro mesma coisa futa só.
    STP piorou com PT que leva todos os funcionários públicos para os lançamento que faz para se dizer que é o povo que está a gostar.
    Diabo que le o PT que eu odeio porque está a darf cabo de STP

  4. Carlos santos

    8 de Julho de 2016 as 8:03

    Pois, e ainda o PT quer trazer um candidato Sobe Só.
    Para que ele seja todo poderoso. Ser Primeiro Ministro; Presidente da República; Presidente do Supremo Tribunal da Justiça e Constitucional e Procurador Geral da República.

  5. Maria de Fatima Santos

    8 de Julho de 2016 as 9:27

    A comissao nacional de eleicoes (de STP) é um faz de conta, sem autoridade, a mando de quem todos sabem. Infelizmente, uma vez que a maioria dos eleitores é facilmente enganada, acredita nos “grandes feitos” desta governacao e confunde-se sem saber que o legislativo nao tem nada a ver com o presidencial. Alem disto, é pena que o nosso eleitorado nao questione a sustentabilidade e veracidade da realizacao das muitas obras lançadas nas ultimas semanas e da fatura que se vai pagar depois do 17 de Julho de 2016.

    S. Tomé e Príncipe está mais uma vez adiado, infelizmente!

  6. EX

    8 de Julho de 2016 as 10:44

    Oh minha gente isso é muito difícil, exigir de um Atleta par-olímpico o mesmo que um Atleta Olímpico. Não podemos exigir de um deficiente o mesmo que uma pessoa normal, mesmo praticando o principio de igualdade e equidade.

    Então eu vos digo já vive em STP durante 30 anos e vivo em Cabo Verde há 5 anos, não dá para comparar, única semelhança é que fomos colonizados pelo mesmo Colono e temos a mesma língua Oficial e mais nada.

    Nós São-Tomenses nos habituamos com essas coisas e essas atitudes, O País com nome de Santo mas os dirigente com alma e o espírito diabólico.

    As Leis em STP só existe no papel e é aplica a aqueles que não entende nada quer dizer aos pequenos.
    Façam manifestação, saiam a rua gritam lamentam fazem alguma coisa, nada ninguém faz nada todos temos medos de dar a cara. Em Cabo Verde se entrevista um aluno de Liceu ou de Universidade ele fala com conhecimento da causa, mas em STP se entrevista um deputado ou mesmo até um Ministro ele nem sabe o assunto ou nem sabe expressar. Então sem comparações. Comparem com Angola, Guine Bissau, guine Equatorial, mas Cabo verde não dá, ficamos muito a quem.

  7. Liberdade

    8 de Julho de 2016 as 10:50

    No nosso país isso sempre acontece
    Anos atraz o gabriel para mandado lançou pedra e enagurou inumeras obras no período da campanha para artarquias, lançamento de pedra, a estrela de Praia Gamboa que até momento não terminou, a cidade económica de gongá, a inaguraçâo do deposito de água que abastece a Praia Gamboa. É outro. Pelo menos o primeiro ministro lançou perde e inagura nas eleiçõs predsidenciais

  8. Diasporano.cv

    8 de Julho de 2016 as 14:15

    Também vivo em C.V e, na verdade as atitudes dos políticos não se compara. Não se compara porque, não porque a maioria dos políticos não gostassem mas porque o povo reage, os cidadãos entendem e há muito entenderam que as coisas não pertenc aos dirigentes.E entenderam e a long time ago que qualquer um dirigente é um servidor público como tantos outros milhares de servidores públicos que se regem por princípios,por normas, etc a que são obrigados. SÓ AÇÃO DO POVO PODE MUDAR TUDO.

  9. MEU SONHO

    13 de Julho de 2016 as 16:31

    Mesmo com as eleções os governantes do ADI- Acção Directa ao Inferno esqueceu do 12 de Julho, dia que pai e mãe lutou pra conquistar.
    pouca vergonha, si queremos ter Dubai aqui temos que deixar RANCORES de momento o mal estar vem do pai para o filho, quem sofre com essas consequencias é o povo.

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