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Governo quer despertar a consciência nacional sobre as Mudanças Climáticas

A abertura na segunda-feira no parque popular da capital São Tomé, de uma feira sobre as mudanças climáticas no país, é segundo o Ministro dos Recursos Naturais e Meio Ambiente, um exemplo da acção de informação e sensibilização da opinião pública, sobre o fenómeno que ameaça o futuro do mundo.

Carlos Vila Nova que abriu a feira, visitou os diversos pavilhões que mostram as acções em curso, desenvolvidas pelas ONGs, para a adaptação às mudanças climáticas.

PNUD é o principal parceiro do Governo são-tomense, nos trabalhos de mitigação dos gases com efeito estufa que são emitidos para a atmosfera, bem como na criação de condições para que as populações se adaptem aos efeitos das mudanças climáticas.

Efeitos que são por demais notórios em São Tomé e Príncipe. O Ministro Carlos Vila Nova, deu o exemplo de comunidades, sobretudo que habitam as zonas costeiras que tiveram que deslocar para outras regiões, por causa do avanço do mar e das ondas gigantes.

feira-geralO Ministro disse também que inundações já ameaçaram várias comunidades, que chuvas caiem foram do tempo, e que cada vez mais a estação seca é mais longa. «Se as nossas populações não se aperceberem disso, é claro que elas não saberão agir em primeira mão perante este fenómeno. Isso faz com que de tempo em tempo na política do governo temos que desenvolver algumas actividades». Precisou o ministro.

Carlos Vila Nova, acrescentou que é necessário, informar as populações, «sobre a forma de lidar com os inertes, a questão da desflorestação, e ter a consciência de que quando cometemos um dano ao ambiente estamos a prejudicar a nós próprios», pontuou.

Na feira estão exibidas várias acções de ONGs são-tomenses, que estão a transformar resíduos em matéria-prima para a construção civil, caso de vidros, que estão a ser triturados, para construir mosaicos e azulejos. Acção que pode contribuir para a redução da extracção anárquica de areia nas praias, que é uma das razões da acentuada erosão costeira no país.

Por outro lado, clareiras aumentam nas florestas do país, porque tradicionalmente a madeira é a principal matéria-prima usada na construção de casas. «Temos alguns projectos-pilotos mas que lamentavelmente as pequenas empresas não se apoderaram deles. Por exemplo as casas no distrito de Lobata construídas com barro, temos um outro em Almeirim de construção de casas que não são nem em areia nem muita madeira, portanto materiais de baixo custo para construção. Estamos a tentar implementar pequenas políticas no sentido d alterar a atitude do homem», concluiu.

O Governo pretende que cada cidadão esteja informado sobre o fenómeno das mudanças climáticas, como forma de despertar consciência cívica e mudança de atitude de cada cidadão em relação no relacionamento com a natureza.

Zahira Virani, representante residente do Sistema das Nações Unidas, também participou no evento organizado pelo PNUD, e defendeu a sensibilização das populações, para que cada são-tomense assuma o desafio de contribuir para a estabilidade do clima.

Abel Veiga

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