ONU treina guarda costeira para combater pirataria em São Tomé e Príncipe

PARCERIA – Téla Nón / Rádio ONU

Formação contínua decorre nas embarcações e envolve mais de 250 são-tomenses; meta é melhorar capacidade de combate à pirataria; consultor da ONU disse que novos programas pretendem responder necessidades da instituição.

Programa Global de Combate à Pirataria. Foto: Banco Mundial

Eleutério Guevane, da Rádio ONU em Nova Iorque.*

São Tomé e Príncipe e o Gana são os países africanos escolhidos pelas Nações Unidas para uma iniciativa de combate ao crime no mar, como parte do Programa Global de Combate à Pirataria.

O Escritório da ONU sobre Drogas e Crime, Unodc, anunciou que tem capacitado centenas de membros da Guarda Costeira são-tomense com ações que decorrem no mar.

Pirataria

Falando à Rádio ONU, de São Tomé, o consultor da ONU, José Maria da Silva, contou que o treinamento contínuo nos navios envolve situações do dia-a-dia para que os participantes tenham maior capacidade de combate à pirataria. Ele contou que o país teria a ganhar com o fim da prática.

“A economia para sustentar o país podia se desenvolver muito mais. Neste momento, existem em cima da mesa a chamada economia azul. Sem dúvidas que com as águas territoriais e a zona económica exclusiva de São Tomé livre de atos da pirataria toda a sua economia e o seu turismo podem ser desenvolvidos e melhorar a sustentação da economia são-tomense.”

Incidentes

As autoridades marítimas da África Ocidental reportaram pelo menos 14 incidentes de violência envolvendo piratas em 2016. O receio é que os piratas se organizem melhor se não houver ações para combater o tipo de crime.

“Eles são à volta de 250 homens da Guarda Fronteira, oficiais, sargentos e praças. Nós vamos dando formação direcionada para oficiais, um tipo de formação, outro tipo para os sargentos e obviamente para os praças. Ao longo do tempo vamos escolhendo e verificando quais são as necessidades de formação da Guarda Costeira e fazendo programas de formação para colmatar as falhas que vãos sendo identificadas.”

Em 2015, foram registados 54 ataques piratas na área do Golfo da Guiné. Além de São Tomé e Príncipe a área abarca mais 10 países.

Segundo as Nações Unidas o crime marítimo na região envolve o sequestro de navios petroleiros e ataques a plataformas que armazenam e transportam petróleo e gás.

*Apresentação: Denise Costa.

Leia Mais:

Unodc promove treinamento sobre tráfico e pirataria em São Tomé e Príncipe

 

Notícias relacionadas

  1. img
    luisó Responder

    É a ONU, são os americanos, os portugueses, os angolanos, franceses, etc.
    Mas afinal esta gente aprende ou não ?
    Toda a gente vem dar formação ou capacitação , como lhe chamam agora, e ainda não aprenderam ?
    Já era altura de serem eles próprios a capacitarem outros santomenses ou não ?
    Que País é esse…

    • img
      rapaz de Riboque Responder

      perdeste uma grande oportunidade em estar calado neste caso perdeste uma grande oportunidade de não mexer com os dedos achas que somos um pais com autonomia própria de não precisar ajuda externa? es mesmo um marreta

  2. img
    Celso de Sousa Mingues Responder

    Esta imagem é antiga. As três melhores Lanhas de Patrulha foram sabotadas pelo Governo de PT, uma vez que poem em causa se estiverem em pleno funcionamento as negociatas do mesmo no mar santomense.

    Vão ao cais de Ana Chaves e vem as 3 e avaliem os danos causados e que ninguém está preocupado.
    Depois de Ministério de Defesa e Mar, criou-se o de Economia Azul , não sei para quê, se calhar para fazer o Boi adormecer

    • img
      rapaz de Riboque Responder

      criticas tanto que nem sabes escrever lanchas escreves lanhas

  3. img
    rapaz de Riboque Responder

    por falar em combater a pirataria quando é que começam a combater a pirataria dentro do governo e nos politicos? acho que ja esta no tempo de os combater. O que não acredito porque ja a 41 anos que a pirataria apoderou-se do povo não acredito que venha acabar só com sangue novo

Deixe um comentario

*