Fradique preparou corte com Taiwan mas na hora H desistiu

Fradique de Menezes, ex-Presidente da República de 2001 à 2011, recebeu como um das heranças do seu antecessor Miguel Trovoada, as relações diplomáticas com Taiwan. No entanto o Téla Nón apurou que após o primeiro mandato de 5 anos como Presidente da República, Fradique de Menezes, montou uma estratégia para atrair investimentos da República Popular da China para São Tomé e Príncipe.

Uma estratégia que implicaria o corte das relações com Taiwan. A estratégia “Fradiquista”, foi lançada no ano 2007. O Téla Nón apurou que o então Chefe de Estado são-tomense, havia advertido a representação diplomática taiwanesa, de que o valor da ajuda financeira atribuída a São Tomé e Príncipe, como resultado do reconhecimento da República de Taiwan, era irrisório.

Na altura Taiwan disponibilizava cerca de 10 milhões de doares anuais a São Tomé e Príncipe, como havia acordado em 1997 com o então Presidente Miguel Trovoda.

Fradique de Menezes, que tinha prometido ao povo são-tomense, transferir para o sector público a dinâmica do sector privado, defendia a realização de projectos estruturantes para o país, e não encontrava recursos suficientes da parte de Taiwan, para realizar tal sonho.

Com apoio do ex-Presidente do Senegal Abdulaye Wade, que visitou São Tomé e Príncipe no ano 2007, Fradique de Menezes, engendrou a estratégia para recuperar as relações comerciais e diplomáticas com a República Popular da China.

No mesmo ano, enviou uma delegação governamental são-tomense à República Popular da China. A delegação governamental são-tomense chefiada por Maria dos Santos Tebús, (Vulgo Santa), então vice-Primeira Ministra do Governo de coligação MDFM/PCD, partiu de São Tomé num fim-de-semana, rumo a Dakar – Senegal, de onde seguiu viagem para Pequim.

O Téla Nón apurou que em Pequim, representantes dos governos de São Tomé e Príncipe e da China negociaram as modalidades para o reatamento das relações bilaterais, tendo sido definido um conjunto de projectos estruturantes a serem implementados em São Tomé e Príncipe. Dentre os projetos destacam-se a construção do porto em águas profundas e a requalificação da cidade de São Tomé.

Concluído o trabalho das equipas governamentais, faltava apenas, ACÇÃO, por parte do então Chefe de Estado são-tomense, Fradique de Menezes que deveria parar de defender a causa de Taiwan nas sessões da Assembleia Geral das Nações Unidas, e mais importante ainda, emitir o decreto que rompe as relações com Taiwan e confirma o reconhecimento da República Popular da China, como representante da única China.

Tinha chegado a hora H. O Téla Nón apurou que Fradique de Menezes, vacilou. Algum tempo antes, a República da Guiné-bissau tinha rompido as relações com Taiwan, e retomado o convívio com a China Popular. Fradique de Menezes, não tinha registado grandes avanços em Bissau após a decisão das autoridades da Guiné-bissau. Ficou indeciso, e com medo que a sua decisão gerasse um convulsão social no país.

As movimentações de Fradique de Menezes com apoio do Senegal, foram seguidas por Taiwan, que logo a seguir ao fracasso do Chefe do Estado são-tomense, convidou Fradique de Menezes e quase todo o governo são-tomense para uma visita a Taipei. Delfim Neves então Ministro das Obras Públicas, Carlos Gustavo dos Anjos, ex-Ministro dos Negócios Estrangeiros, participaram na visita de Estado, que forçou Taiwan a elevar o donativo financeiro que era atribuído a São Tomé e Príncipe, de 10 milhões de dolares anuais desde 1997, para 15 milhões de dólares anuais a partir do ano 2008.

Factos da história política e diplomática de São Tomé e Príncipe com Taiwan, que deixam entender que as relações com a ilha asiática decididas por Miguel Trovoada em 1997, estiveram sempre tremidas.

Abel Veiga

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    Seabra Responder

    Fradique de Menezes nunca mudou uma ùnica virgula em STP.
    O FdM, foi uma eleiçao preparada e “arrumada”pelos Trovoada.
    Eis um outro elemento péssimo, que muito contribuiu a destruir STP,
    apenas por interesse pessoal e ambiçao do PODER. Nada fez, nada deixarà de bom na historia de STP. Por instante, STP nao tem herois, tao pouco patriotas dignos desse nome…ou entao, podemos contà-los pelos dedos da mao.
    Mas de todos os HOMENZINHOS politicos que STP jà teve, nao hà pior que a familia TROVOADA…parece até ser uma praga de ter gente como eles na descendência saotomense…nunca mais acabam, quando nao é o pai é o filho(PT), e/ou mulher(HT) e rebentos (netos, nora…), é a raiz daninha de STP.Ao passo que os outros politicos, sao menos nefastos e nao se multiplicam.
    O FdM assinou um pacto com o MT para substitui-lo e a seguir passar o lugar ao filho PT, aceitando de destruir a carreira politica do Gabriel da Costa (bem feito, pois foi ele o traçoeiro do Pinto e de MLSTP). Hoje, sao todos inimigos uns dos outros, porque sao todos ambiciosos, “arrivistes” e oportunistas.
    Nenhum exemplo a dar aos demais, o senhor FdM… pouca moral tem, este bruta montes, violento com as mulheres.Quem foi a causa da morte da esposa dele(a belga)?

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    Bengue Responder

    Sr. Seabra, a notícia diz que o Ex Presidente Fradique de Menezes conseguiu elevar a fasquia da ajuda disponibilizada por Taiwan de 10 milhões para 15 milhões de $ USD; mesmo assim o Sr. diz que ele nunca mudou uma ùnica virgula em STP? :)

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      seabra Responder

      …Bengue, nao é com a memoria curta que se constroi um pais.
      Um ùnico ato, dito + nao dà direito de esquecer os outros atos “sem conta”, que levou à queda de STP pela mesma pessoa.
      Eis porque razao a situaçao saotomense nao avança. Quem falhou +vezes do que construiu, nao se pode confià-lo o DESTINO do pais .
      1° é julgar o êrro cometido (numerosos)
      2° recuperar o que foi menos mau
      3° dar ocasiao de fazer melhor (quando ainda pode…visto a idade do homem em questao, duvido!).
      O Amilcar Cabral dizia “um homem é recuperàvel, quando comete um êrro, por falta de conhecimento….”. Serà o caso do Fredrique de Menezes?

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    Pumbú Responder

    Outro grande bem da decisão de Fradique Menezes consiste no facto de ele ter deixado os gloriosos TAIWANEZES acabar com o paludismo/malária, quase por completo, em STP. Á eliminação do paludismo é o MAIOR TESOUSO Recebido por São-Tomé. Espero que o saibamos conservar com dignidade e apreço.Viva a cooperação com TAIWAN que nos deixou um país livre da malária! Nenhum outro país foi tão generoso com STP nos últimos 40 anos! Não é só de pão que vive o homem!!! Detesto a ingratidão e a miopia do pensar e do fazer dos homens sábios…

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    Ver para crer Responder

    oBrigado PUmbo. Outro feitas do Fradique e na realidade. A iniciativa de scabbar com paludismo. Foi no tempo de fradique que we lancou INiciativa de registo na maternidade

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    FÉDÉ KÁ DÓXI Responder

    Miguel Trovoada e o filho na altura só queriam ganhar dinheiro com Taiwan e ganharam. Agora já não lhes interessa. Já estão feitos. Espero que a China Popular não lhes dê mais dinheiro. O que sempre quiseram. Aí vai STP

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    Mena Santos Responder

    Não tenhamos memoria curta. Não esqueçamos de central de Santo Amaro, Liceu Manuela Margarido Trindade, salvo erro, foi obra de Fradique.

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    VER PARA CRER Responder

    Patrice Trovoada diz que tem coragem , mas todas as decisões que toma para sustentar-lo tem que falar do governo do passado.Porque apoiar sempre noutros governos?

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    Jorge Trabulo Marques Responder

    O fim do comunismo da ex-União Soviética, virou capitalismo liberal, com um único chefe vitalício – Putin – Com a morte do guia histórico, de Mao Tse Tung e ,a China, virou capitalismo do Estado, pervertendo o Estado Social, sob o falso rótulo comunista, gerando tremendas desigualdades sociais – ou seja a criação de uma nova classe: a dos multimilionários . A dar fé nas estatísticas, diz-se que, em “um em cada mil chineses é milionário”, calculando-se que haja 875 mil milionários http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,ERT133201-16367,00.html . Pois que se desenganem aqueles que ainda acreditam na generosidade dos milionários chineses: o seu único propósito é sacar o mais possível, corrompendo os dirigentes políticos das nações: se derem uma morcela é para bocanharem um salpicão – A palavra solidariedade não existe no seu vocabulário, se não dos negócios, mas para eles tomarem sempre a a fatia de leão.

    Portugal está nas mãos da garra do dragão e do agiotismo chinês, e, pelos vistos, S. Tomé e Príncipe vai pelo mesmo caminho: – onde houver dinheiro ou património natural para sacar, lá estão os eles de olhos em bico para o fazerem – Não se envolvem sem sectores produtivos mas no comércio e na colheita dos grandes recursos dos países que colonizam – Quando um dia lhe quiserem pôr algum freio ou ordem, é tarde demais, porque são eles que controlam tudo; desde os casinos ( o Casino Estoril, está nas suas mãos), comércio, bancos, sector energético (EDP), águas e por aí a fora – Mas vale a pena refletir neste interessante artigo “A expansão econômica da China na África começou há muitos anos. Fornecendo dinheiro para o Continente africano, a China não só recebe acesso a seus recursos, mas também estende para lá a sua influência política. Ultimamente, esta situação começou a preocupar políticos não só no Ocidente, mas também na própria África.
    A China tem consistentemente reforçado a sua posição no continente. O comércio entre a China e África aumentou de aproximadamente 20 bilhões de dólares em 2000, até 200 bilhões em 2012. O volume de investimentos diretos da China na África no ano passado foi de 20 bilhões de dólares, e o número de empresas chinesas que operam no continente chegou a dois mil.
    Ao mesmo tempo, Pequim de boa vontade dá empréstimos a países africanos sob condições favoráveis. Em troca disso ele obtém acesso aos recursos do Continente africano, e as empresas chinesas recebem contratos para grandes projetos de infraestrutura.

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    Reflexão Responder

    É muito bom quando fazemos comentários recordando as obras úteis realizadas pelos nossos governantes não obstante sermos opositores. Recordar é viver. Boas cações devem ser recordadas, assim como as más. Por isso congratulo com as intervenções de Mena Santos,Ver para crer, Pumbú, Bengue. É bem visível que o acordo com os Taiwaneses, acordo este que dificultou imenso ao P Miguel T., trouxe grandes vantagens para o país conforme vocês citaram entre outros benefícios. Entretanto não tendo conseguido outras assinaturas para ser reconhecido como país, é claro que em qualquer momento estas relações poderiam ser rompido mesmo. Mas a maneira como foi é que ao meu ver creio que eles não deveriam ser tratados assim, pois, ajudaram muito STP. E isto deveria ser reconhecido como vocês reconheceram. Rogamos a Deus para que o restabelecimento de acordo com a China popular traga mais benefícios a todo este povo sofredor.

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