Forças políticas da oposição cerram fileiras para credibilizar a CEN

Os partidos da oposição com e sem assento no parlamento, denunciam o processo de recenseamento eleitoral de raiz que decorre no país e exigem que todo o processo seja fiscalizado por uma auditoria internacional.

A preocupação dos partidos da oposição foi apresentada na terça – feira ao Presidente da Assembleia Nacional José Diogo, através de uma petição submetida ao parlamento.

Todas as forças políticas que representam a oposição em São Tomé e Príncipe, manifestam-se inseguras com o processo de recenseamento eleitoral de raiz, que a Comissão Eleitoral Nacional está a realizar, com vista as eleições autárquicas e regional previstas para este ano e as legislativas de 2018.

A Comissão Eleitoral Nacional, é um órgão emanado pela Assembleia Nacional. Por isso os partidos da oposição submeteram a petição a mesa da Assembleia para garantir a credibilidade do órgão que organiza e realiza as eleições no país.

Arlindo Barbosa, porta-voz das forças políticas sem assento no parlamento, enumerou uma série de erros que estão a ser registados no processo de recenseamento eleitoral de raiz, que termina no dia 25 de Maio. Segundo o porta-voz, a chave da nova base de dados da Comissão Eleitoral Nacional, é a impressão digital. No entanto durante o recenseamento eleitoral, ficou provado, que a “chave” pode ser reproduzida e permite a um cidadão eleitor, ter acesso a mais de um cartão eleitoral.

Por outro lado, no passado recente, ou seja, até 2016, a Comissão Eleitoral Nacional geria a base de dados eleitorais em parceria com o PNUD em São Tomé. Organismo das Nações Unidas, que garantia a independência e segurança imparcial da base de dados eleitoral.

Com o novo processo de recenseamento eleitoral de raiz, todo o sistema eleitoral, deverá ficar sob domínio exclusivo da Comissão Eleitoral Nacional.

Instituição que no passado foi alvo de acções de vandalismo, marcadas pelo desaparecimento da base de dados.

Partidos da oposição estão preocupados com a credibilidade do processo eleitoral, e com a imparcialidade necessária na gestão de uma base de dados, determinante na conquista do poder político no país.

Abel Veiga

 

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    boca pito Responder

    Uma coisa é certa.
    “As formigas jamais rejeitarão a cana de açúcar”.
    Porquê que os responsáveis dessas foças políticas não se pronunciaram contra a injustiça salarial tornada pública no país? Porque não lhes convém. Mas estão aí a reclamar a questão de irregularidades eleitorais, porque lhes convém para poder ganhar as eleições e continuar a deixar o pobre povo queixoso nesta desgraça, nessa miséria de sofrimento, enquanto uma elite vai vivendo a grande, a francesa e a árabe. Depois vêm aí dizer que estão a defender o pobre povo queixoso que tanto sofre, sem recurso financeiro para ter três refeições diárias, embora funcionário público: Só faltava essa.São todos palhas de mesmo milho. Coitado somos nós os pequenos que não enxergamos o essencial para ter uma vida digna de ser humano.

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    EX Responder

    esses rapazes espertinhos querem perpetuar no poder invocando que foram eleitos democraticamente, até a tal maioria absoluta deveria ser investigada, mas em STP, tudo se deixa passar e assim ficamos e veio as Presidenciais que todos sabemos como foi e agora as Legislativas parece que será uma cata-pumba.

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    FOCOTO Responder

    Apartem os gajos. bili uê! e cuidado com recrutamento dos especialistas internacionais de fraude eleitoral que PT recruta. Ve la se os partidos de oposição dêem sinal de existência desta vez. “xiculamêçu”

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    Pumbú Responder

    Para aqueles que ainda não querem acreditar repito: em STP nenhum órgão de soberania está independente do poder executivo. Todos estão ao serviço do governo.
    Conclusão:começaremos a ter novos governantes só daqui há 25 anos!!!

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    Raul Costa Cruz Responder

    Pois é,…Pois é…..
    Na verdade isto esta a cheirar tramoia. E tramoia das grandes. Já em 2014 tinha-se dito que ADI não tinha ganho de forma clara e transparente as eleiçoes, e muito menos ainda com maioria absoluta. Gente bem posicionada na CEN na altura havia dito que PCD tinha eleito 7 deputados e nao 5 e que o MDFM tinha eleito 4 deputados. Mas como a oposiçao sempre tem ido de boleia, apesar da famosa troika, tudo ficou em banho maria, pois que ninguem tinha a coragem de dizer que o rei ia nu. Todos tiveram medo e nao tiveram pulso.
    Agora que os partidos políticos da oposição despertaram, é bom realmente se por travao a mais este escandalo eleitoral que podera ser avizinhar. O ADI continua a dar as cartas, fazendo-se valer da sua maioria absoluta por culpa principalmente do MDFM que fez cair o seu proprio governo para dar trono de primeiro ministro a Patrice Trovoada em 2008, e mais tarde em 2010, ter mandado seus militantes votarem no ADI. Uma aberração de todos os tempos e que o ADI nem sequer reconhece, passando a marginalizar tudo quando seja do MDFM. Ingratidão e rancor são duas das qualidades de marca de Patrice Trovada.

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    explicarvsem complicar Responder

    ISto vai aquecer,
    AFinal o ACÓRDÃO sobre Presidenciais e Evaristo Carvalho FOI ASSINADO apenas por JOSÉ BANDEIRA.
    Foi agora descoberto.
    EVaristo Carvalho em maus lençóis.
    PREPAREM para assistir um GRANDE FILME após a reunião do CSMJ, Conselho Superior de Magistratura.

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    Vexado Responder

    Muito bem, a oposição deve soliciar a presença da comissão europeia e dos EUA para acompanhar o acto eleitoral.
    O Augerio Amado VAz, mas o Elisio Teixeira o criminoso em comparticipação em homicidio, querem impingir conhecimentos errados as pessoas idoneas.

    Quem andou a sujar o nome de stp internacionalmente, foi o partido ADI quando o seu “chefe” foi estacionar em portugal com o pretexto de que andam a persegui-lo.

    Hoje tudo está ao olho nú. Um homem demagogo, invejoso, pequeno e vingativo.
    Quer ter vida de empresario mas estando no poder, como os seus amigos de outras paragens.

    Pior, é que há pessoas no seio do partido ADI, como levi, stock, agostinho fernandes que se deixam levar pelo “cala-te” “palhaço”.

    Uma vergonha de homens…

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    Ralph Responder

    É muito importante numa democracia que todos os processos eleitorais sejam fora de dúvida porque todo o eleitorado tem de ter confiança que a eleição de politicos seja justa e transparente. Se a segurança de uma inovação não pode ser garantido, será melhor não a introduzir, sendo melhor esperar um pouco até que a implementação possa ser acertado. Por isso, no meu país da Austrália, ainda não introduzimos métodos como impressão digital porque a tecnologia ainda não é provada e a nossa comissão eleitoral prefere continuar a usar técnicas menos avançadas.

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