Destaques

Portugal disponibiliza linha de crédito de 10 milhões de euros

No quadro da visita de trabalho de 4 dias a São Tomé e Príncipe, Teresa Ribeiro, Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, assinou com o Governo são-tomense, uma convenção que atribui a São Tomé e Príncipe uma linha de crédito de 10 milhões de euros, para fomento do sector privado.

Segundo a responsável portuguesa, a linha de crédito é para uso imediato. « É destinada quer ao investimento, quer a importação de bens que chegam de Portugal. Vai poder ajudar as empresas de direito são-tomense com participação ou não de capitais portugueses, e poderá também redundar na importação de bens de Portugal», explicou Teresa Ribeiro.

Na sala do Ministério dos Negócios Estrangeiros onde o acordo foi assinado, o Ministro da Presidência Afonso Varela, realçou a importância da iniciativa portuguesa em prol da promoção do investimento privado no país. «As nossas relações têm sido Estado  o que é importante, mas alargamos esta cooperação para o sector privado, que nos nossos respectivos países pretendemos que seja o motor da nossa economia, que possam criar riqueza e emprego», sublinhou o ministro Afonso Varela.

Ainda no último sábado, Portugal e São Tomé e Príncipe, rubricaram 3 memorandos de entendimento para assessoria ao sector da justiça. Numa altura em que o governo procura acelerar a reforma da justiça, Portugal vai garantir a informatização dos serviços de justiça, e terá papel determinante na criação da polícia judiciária de São Tomé e Príncipe, e na instalação do centro de formação judiciária.

Abel Veiga

    9 comentários

9 comentários

  1. Ralph

    7 de Junho de 2017 as 7:33

    Esta é uma medida necessária na parte de Portugal e mesmo um dever. Na mesma maneira que a Austrália, como o ex-colonizador da Pápua Nova Guinéa, tem uma responsibilidade de continuar a oferecer apoio financeiro à sua ex-colónia, que foi deixada num estado lastimável de desenvolvimento económico e social, Portugal tem uma responsibilidade semelhante às todas as suas ex-colónias para as suportar.

    • MIGBAI

      8 de Junho de 2017 as 9:13

      Muito bom dia ,meu caro amigo Ralph.
      Em primeiro lugar deixo aqui a dúvida que realmente seja o RALPH a ter escrito, pois qualquer um pode entrar com o nome usado por outros.
      Mas caso seja mesmo o RALPH, vou-lhe dizer meu caro, que em relação a São Tomé e Príncipe os portugueses não têm qualquer tipo de responsabilidade pela vergonha da Independência que temos, nem têm a obrigação/dever de nos ajudar em nada.
      O RALPH parece que não sabe, por isso, deixo somente aqui uns tópicos para o RALPH ver que não tem razão nenhuma no que diz.
      Fomos nós (isto é, uns quantos políticos liderados por pinto da costa)que quisemos a Independência, que foi o mesmo que roubar as ilhas aos portugueses, pois foram eles que as descobriram e como tal não tinham nada que dar independência alguma.
      Mas eles os portugueses aceitaram a ideia de uns quantos pretos gulosos e idiotas, avançarem para a independência.
      Contudo criou-se uma frente que nunca viu a independência como uma boa ideia (afinal tinham razão) e queríamos então criar uma região autónoma como o são os Açores e a Madeira, e isto era afinal o que era proposta por um tal General de nome Spínola, que queria formar um federalismo.
      Em relação a São tome e Príncipe, pinto da costa (mlstp) e os meninos revolucionários de aviário “cívica”, fizeram questão de perseguir, torturar e matar todos os são-tomenses que apoiavam a ideia do federalismo, isto é de uma região autónoma de Portugal.
      Implantaram uma ditadura de 15 anos ao povo em nome do revolucionarismo e da independência comunista que infelizmente tivemos que suportar.
      Como está a ver RALPH os portugueses não nos deixaram na miséria, porque eles até queriam que nós continuássemos ligados a Portugal, como uma região autónoma, tal como o são os Açores e a Madeira. Foram os idiotas dos pretos oportunistas (mlstp e cívica), é que nos jogaram na miséria de 15 anos de ditadura, e na vergonha que estamos a passar atualmente.
      Por isso RALPH, deixe lá os portugueses em paz, pois se alguém falhou e deixou as ilhas na miséria, fomos nós os são-tomenses.

      • Ralph

        13 de Junho de 2017 as 5:15

        Olá Migbai,
        Foi mesmo eu que escrevi a mensagem e obrigado por você ter respondido. Estive de férias durante o último fim de semana prolongado e não tive tempo para responder. Obrigado pela breve lição de história que esclarece algumas coisas. Não sendo de São Tomé e Príncipe, não percebo todos os detalhes. A situação que o Migbai descreve lembra-me também da do território de Aruba, nas Caraíbas. A ilha é atualmente uma parte do Reino da Holanda mas há umas décadas atrás teve uma oportunidade para se tornar independente. Embora passos na direção de independência tivessem começado, esses foram parados ao pedido da própria Aruba, reconhecendo que fosse melhor permanecer uma parte da Holanda, com todos os benefícios que viriam com aquilo, ao contrário de escolher tornar-se um país independente. Como o Migbai disse, ser independente, às vezes, talvez não seja a melhor opção.

        Noutra notícia, já acabei o livro “A Pilhagem de África”, descrevendo como tantos países africanos têm sido explorado, primeiro pelas suas potências colonias e atualmente por empresas multinacionais de mineira. Dá alguns exemplos de como países como Angola, a Nigéria, o Zimbabué e o Congo, entre outros, têm estado submetidos à maldição de recursos, com os benefícios da extração de minerais e petrôleo passando a uma elite em vez de à população em geral. Isto faz-me pensar que São Tomé e Príncipe está com sorte que ainda não se tenha descoberto nenhuns depósitos significantes de petrôleo (ou outro minério) porque têm a capacide de arruinar um país em vez de o enriquecer.

    • rapaz de Riboque

      20 de Junho de 2017 as 11:37

      não escrevas tolices pá Portugal não é obrigado a nada simplesmente é um gesto de boa vontade nada mais ja somos independentes a 42 anos

  2. Anselmo

    7 de Junho de 2017 as 13:49

    Em resposta a si Sr. Ralph:
    Ao contrario do que exemplifica como apoio dos países colonizadores ás suas ex colónias, Portugal não deixou São Tomé e Príncipe no estado lastimável que “supostamente” a Austrália deixou a Papua Nova Guiné como o senhor refere no seu comentário, muito pelo contrario…ou no fim de 40 anos ainda vai culpar Portugal pelo estado em que se encontra São Tomé?! Portugal continua e continuará a cooperar com as suas ex colónias (assim possa), mas não pelos motivos a que se refere, os motivos da ajuda de Portugal serão certamente bem mais verdadeiros. Perdeu uma excelente oportunidade de ficar calado! Perca tempo e pegue nos livros…muita falta lhe está a fazer, ler mais.
    Cumprimentos.

    • Ralph

      8 de Junho de 2017 as 0:23

      Sr Anselmo,
      Ao risco de estar condenado, aceito o seu ponto de vista e concordo plenamente que as situações de São Tomé e Príncipe e a Pápua Nova Guiné são seguramente diferentes. Porém, ninguem poderia negar que Portugal terá cometido alguns erros na sua governação de São Tomé e Príncipe e de todas as suas outras colónias, explorando de alguma forma ou outra os povos daquelas terras. Os franceses, os espanhóis, os austrálianos – todos eles e outros foram culpados da mesma quando eram colonizadores, embora as situações fossem claramente diferentes. É claro que o processo de colonização tem tido efeitos danosos em quase todas as nações atualmente independentes que outrora eram colónias.

      Estes países têm tido de superar o legado de ser regidos e explorados por uma outra potência antes que aqueles países pudessem passar à frente e desenvolver a sua própria direção, economia e identidade, etc. São independentes, sim, e são responsáveis pelos seus próprios futuros, mas têm tido também de lidar com as instituições, os preconceitos e os problemas herdados dos seus ex-colonizadores. Muitos destes países lutam para ultrapassar desvantagens económicas que não podem ser derrotadas sem assistência externa. Eu defenderia que São Tomé e Príncipe se encontra nesta posição e precisa de ajuda. Embora o motivo de Portugal em dar apoio possa ter bom, mantenho a minha posição de que a alguma medida, os ex-colonizadores devem aceitar alguma responsibilidade pelas suas ações do passado e fazerem o que puderem para tentar reparar os danos.

  3. Cidadão Atento

    7 de Junho de 2017 as 15:41

    Todo processo de colonização é danoso e deve sim ser reparado, com todo respeito aos portugueses, é parte sim de seus deveres auxiliar suas ex-colônias. Quanto a STP, é necessário se emancipar de sua mentalidade colonial, porque por exemplo não aderir ao presidencialismo e a democracia direta mais coerente com suas peculiaridade e abandonar em definitivo o modelo europeu parlamentarista/representativo?

  4. EX

    7 de Junho de 2017 as 17:40

    queira Deus que isso materialize.

    Agora essa Histeria quis dizer mesmo histeria de sector Privado em STP, parece um Tabu, Investimento e Credito ao Sector Privado, com esses políticos que brincam de empresários vão açambarcar esses valores todos com as suas falsas empresas e depois vão criar crédito mal parado, quem vai assumir como divida o Estado são-tomense.

  5. OLivio Cardoso

    12 de Junho de 2017 as 11:16

    peço DEUS QUE TUDO DECORE BEM

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Recentemente

Topo