Eleições presidenciais

Carta Aberta à sua excelência Senhor Presidente da República

Urge-me afirmar que o felicito por se encontrar no caminho certo para saldar a dívida que tem com os santomenses como já afirmou ser o seu desejo. Por respeito

Carta Aberta

À Sua Excelência

 Senhor Presidente da República

 

Parabéns, nosso Presidente

 Dr. Manuel Pinto da Costa

Urge-me afirmar que o felicito por se encontrar no caminho certo para saldar a dívida que tem com os santomenses como já afirmou ser o seu desejo. Por respeito

ar muito o verdadeiro e intenso desejo de um Homem, alegra-me que esteja no caminho certo para se realizar, o que, a acontecer, será um bem muito aguardado pelos que sofrem em S. Tomé e Príncipe e pelos que amam este país. Não festejo, nem entendo o festejo da vitória que já é considerada do povo sendo que o senhor Presidente somente se encontra posicionado para caminhar em direcção a algo que ainda não alcançou. Espero que entendam todos que falo com muita esperança e me permitam a pergunta: o que é que estamos a festejar?

Vamos pensar com lucidez, agir com liberdade responsável no sentido do bem comum e prosperar

Considero que apenas conseguiu a permissão da massa popular para realizar aquilo a que se propõe. Por isso, parece-me cedo para o felicitar e muito cedo para festejar. o farei quando entender que os seus propósitos coincidem com os anseios mais prementes da população são-tomense: O DESENVOLVIMENTO SOCIAL.

Inicio ajudando-o a reconhecer que, pela leitura da avaliação dos comentários que se verificam neste jornal, que muitos são-tomenses consideram credível, o balanço inicial da sua pré-candidatura foi negativo. Com a chegada de várias outras candidaturas o povo foi-se sentindo ameaçado e houve clara tentativa de se refugiar no mal menor. Esclareço pronta e convenientemente que não assumo “mal menor” como expressão da minha avaliação pessoal, mas como conclusão da análise aos comentários e à avaliação dos mesmos. Foi também expressão usada por alguns dos apoiantes da  sua candidatura.

É altura de reconhecermos que as pessoas estão cansadas de sofrer e confusas por não saberem associar o civismo, a ética, a boa moralidade são-tomense aos métodos de sobrevivência que lhes têm sido impostos pelo modo de gestão actual do país.

Sempre afirmei que S. Tomé e Príncipe precisa que cada um dos filhos direccione a sua vontade para a construção social, independentemente do passado e da condição actual dos mesmos.

Não precisamos de acordar para a vida, mas sim para um novo modo de vida. Já aprendemos que sem a união não fazemos um país respeitável, e que a riqueza de todos na posse de alguns implica transferência de bens do nosso país para países onde as pessoas menos precisam e menos agradecem. Também pode implicar surgimento de riqueza anti-higiénica, isto é, passear a opulência sobre a sujidade de um país onde os turistas recusam regressar devido à inóspita apresentação das ruas; onde o maior hospital se apresenta com condições de asseio e suprimento de materiais não recomendáveis para o atendimento dos necessitados; onde o índice de desenvolvimento humano atinge negativamente uma relevância preocupante; onde se considera que as condições para se investir na criação das empresas seja tão má e só comparada a alguns países em guerra.

Sr. Presidente, o povo ligou-se a si como uma tábua de salvação, esperançoso na sua vitória nestas eleições. A sua condução ao cargo, pretendido por si, só será realmente a vitória da nação quando, diante das duras jornadas que se avizinham, o senhor conseguir gratificar aos eleitores, provando que é um bem em que se apostou e nunca um mal menor.

 Apesar do considerável esvaziamento de funções presidenciais na última constituição da república, a sua nova função legitimada pelo povo que muito espera de si, a sua determinação como Homem, o seu nível de conhecimentos institucionais, internacionais e da nação são-tomense farão de si uma voz audível para a mudança desejada no nosso país.

 Os são-tomenses (fazendo leitura do desfecho das eleições) aguardam de si uma militância em prol da nação. Se essa militância se sobrepuser aos interesses individuais e partidários, a constituição será um obstáculo pequeno para a criação de sentimento de união nacional rumo à reconstrução, aliás, construção do país.

Quem escreveu “Terra Firme”, pessoalmente felicito-o pela obra, não ignora a necessidade da salvaguarda da estabilidade futura dos são-tomenses num mundo que se prevê instável como referido no seu livro.

Espero que me entenda no seguinte pedido:

Convença o nosso povo a tratá-lo como um irmão em quem depositamos uma elevada confiança para proporcionar aberturas políticas que garantam um futuro melhor – grande responsabilidade. Nunca Pai Grande. Considero essa forma de tratamento um desrespeito pelo Deus se Ele existir, ou por tudo quanto Ele possa representar de grandioso nas nossas cabeças. Também pelo risco de nos desviarmos da firmeza dos nossos princípios quando somos tentados ao endeusamento. Também considero que não devemos nos encostar à sombra, à espera que os políticos resolvam o nosso futuro. É preciso o empenhamento de todos, principalmente no âmbito da árdua tarefa que é a reconstrução da consciência social, o que deveria caber a todos intelectuais tanto muito como pouco habilitados academicamente.

Muitos dos santomenses que eram adultos nos primeiros anos da nossa república, afirmam que a sua vitória se deveu ao desconhecimento que os jovens têm do passado.

Se o senhor Presidente pretender recordar o passado e trazer para o presente os ensinamentos que conduzam a uma política pela qual a população já implora, ficaremos melhor.

Aos filhos de STP, peço a todos os que tenham razões muito justificadas para não desejarem bem à sua pessoa que as esqueçam se possível. Aos que sentem que as suas razões são absolutamente inesquecíveis, sinto dificuldades em lhes pedir o que quer que seja. Todavia, como continuo a pensar que o avanço do país dependerá do contributo de todos, fico esperançoso que ninguém esteja a aguardar pelo seu insucesso e/ou o dos outros nossos políticos porque tais insucessos significarão anos de atraso para o país que gostamos de afirmar que amamos.

Volto a falar da construção de S. Tomé e Príncipe sem ver cor, cara ou partidos e espero que:

Entendamos todos que o resultado eleitoral não será mais que um marco de esperança para festejarmos no futuro a verdadeira vitória, aquela que teremos de construir todos em conjunto: A VITÓRIA DO NOSSO PAÍS

VIVA S.TOMÉ E PRÍNCIPE

 Horácio Will

    19 comentários

19 comentários

  1. monsieur

    1 de Setembro de 2011 as 20:07

    muito firme, aberto e imparcial naquilo que cres e expoes.

  2. MALÉ POÇON

    1 de Setembro de 2011 as 21:59

    Obrigado camarada, pelo excelente trabalho apresentado.
    Espero que os visados saibam receber de bom grado o recado, e lembrem-se que; só com unidade, disciplina, muito trabalho, honestidade, humildade, amor a Deus e ao proximo, seremos capazes de transformar STP, num país que todos desejamos.
    Bem haja a todos.

    • jaka doxi

      3 de Setembro de 2011 as 22:04

      Meu caro.Vamos esquecer esta coisa de “camarada” e trabalhar.O Manuel Pinto da Costa já deixou bem claro que já não é camarada de ninguém. Disse ele que já não estamos em tempo de camaradas e o que mais importa para o país é muito trabalho,disciplina e combate a corrupção.
      Portanto deixa de ser “lambe botas” porque o homem pelo que deixou entender no seu discurso quer ajudar no desenvolvimento do nosso país.Fui

  3. Quem é a verdade?

    1 de Setembro de 2011 as 22:06

    Ao sr Will, quero felicita-lo pela maneira como expos a sua carta ao nosso presidente e ao convite a toda a nação para uma luta conjunta visando o bem estar coletivo.
    Ao Dr. M. P. da Costa,desejo grande sucesso acreditando que o seu sucesso também será o do povo santomense.
    O festejar no fim do seu mandato, anseio não o fazer pela sua saida mas sim pelas muitas vitorias que possa alcançar com o povo e para o país.
    Bem-haja a todos.

  4. luis dondoia

    2 de Setembro de 2011 as 3:27

    Bravo , Horacio Will , sensatas observações . Prudentes e bem ponderadas.
    Tenho que admitir que a Escola de 63 -Lx está a dar sinal de si.
    Confesso que de todas as observações que já li esta é a mais isenta e sóbria.
    Nem o PR cessante teve a lucidez de a fazer limitando-se a falar de somos um Povo de Rancores e petulantemente disse se quizerem poderei dar a minha ajuda.
    Como Tal Will revejo-me nas tuas palavras
    que não tentam branquear o passado que tem um rosto politico máximo , mas agurdar e lutando arduamente para que sejamos novamente e orgulhosamente naturais de STP

    Viva RDSTP

  5. Digno de Respeito

    2 de Setembro de 2011 as 5:05

    Caro Will,

    Sempre revelaste imparcialidade, transparencia e princpios ético e estético. Refiro estético para uma pessoa como tu, que por faz dar artes plásticas (as vezes) o teu modo de vida (ser e estar), observando com os olhos de ver para descrever analiticamente o panorama que aprecia.

    Ao analisar a sua tela de escrita, apercebi-me da chamada de atenção que faz aos mais distraídos que por aqui passam e andam (real e virtualmente). Por vezes, a cegueira não é o sinónimo da falta de visão mas sim e também do excesso de visão ( para além da tela ). Isso pode provocar alguma virtualização daquilo que é o realismo da sociedade real ( não me refiro a Terra de Sun ALÊ ) como a história conta por muito dos nossos avós….

    A realidade está em preocuparmo-nos o Estado social e o bem comum por isso cabe a cada um de nós fazer ouvir a nossa voz através da Assembleia da República e chamar a responsabilidade aos nossos eleitos figuras que por vezes são mera representatividade e não da digna representação convicta atitude e dignidade pelo que é suposto representar a população santomense.

    Ao terminar pergunto-te se esta carta foi mesmo enviada ao futuro Presidente eleito ou se foi apenas para a publicação no Tela Non?

    Parabéns meu caro Will

    • Horácio Will

      2 de Setembro de 2011 as 15:00

      Já me visitou como vários amigos que cá vieram à casa, mas ainda não sei que é. Todavia, vou responder com todo o respeito que sempre mostrou ser digno:
      a carta é esta e foi aberta porque achei que todos que a vissem podiam pensar, condordar ou discordar para discutirmos e produzirmos mais luz.
      O meu abraço para si é dado pela primeira vez, mas é muito grande para compensar todas as vezes em que mereceu
      GRANDE ABRAÇO

  6. Mê Paciência

    2 de Setembro de 2011 as 7:52

    Horácio, considerações importantes, todavia quero te lembrar que a percentagem da vitória do Pinto da Costa deveria ser maior, mas o banho de outro lado ia fazer com que seríamos de facto interrados, porque ter o sr. Evaristo de Carvalho no poder como Presiodente da República seria fatal. Não concordo com a afirmação “que o M.P. C. só ganhou porque os jovens não conhecem o passado da Presidência do MPC, se não conhecem pelo menos já ouviram dos pais e outros. Creio que aderência dos jovens ao MPC, deveu-se ao facto deles ter conhecimento que quase 80% dos quadros em S.Tomé e com responsabilidade deveu-se a presidência do mesmo e o anseio dos jovens é que com a vinda do MPC a poder a história poderá repetir.

    • Horácio Will

      2 de Setembro de 2011 as 14:33

      Mé Paciência
      Tentei colher factos e relatos elucidativos e capazes de constituir suporte para uma rerflexão conjunta entre nós os são-tomenses. Não tinham que ser ideias minhas, como muitas não foram e até de algumas discordo. As ideias são como as pessoas: Podem ser más, mas tornam-se úteis se soubermos orientá-las.

      Está de acordo comigo que mesmo que não fosse o Dr Manuel P. da Costa, devíamos saber prestar apoio e exigir correcção tanto ao nosso presidente como aos outros políticos?
      Forte abraço

  7. nando pina na diáspora - em c.v.

    2 de Setembro de 2011 as 9:31

    parabéns. uma esplanação elucidativa e carregada de conteúdos. textos desta natureza é que precisamos para estarmos sempre esclarecidos. continue assim, senhor Horácio Will que os santomenses lhe ficarão para sempre gratos.muita saúde.

  8. Laura Mendes

    2 de Setembro de 2011 as 16:33

    Caro Will, realmente a sua carta apela à prudência, como já tinha dito noutro comentário – a ovelha fora do rebanho que observa numa perspectiva diferente.

    Se é da escola de 63, posso me considerar jovem e não votei no futuro presidente, porque sempre me informei sobre o passado do meu país e achei que ele nunca seria a pessoa certa, pois com o seu passado, idade avançada e poderes constitucionais não conseguiria fazer milagres. Existem algumas regras de vida que não há memória na humanidade de terem sido contrariadas.

    Para quem gosta do país, espero que este tempo passe sem mais confusões do que já temos. Também espero que muitos retenham este momento e tirem ilações no futuro.

    Também espero neste momento os Santomenses sejam realistas como o seu exemplo, ao contrário de muitos que se têm manifestado em artigos ou comentários com um irrealismo que toca a inocência ou com o propósito de meter os dedos nos olhos aos mais incautos.

    Também acho que o problema de STP não é e nem serão os presidentes ou políticos eleitos, o problema deve ser resolvido com a mudança de atitude de cada um de nós.

    Temos que deixar de pensar como cerca de 200.000 ilhas e pensar como uma nação. Temos que pensar no nosso futuro e no do país, em detrimento do paleio, das cervejas e camisolas que nos dão hoje.

  9. Digno de Respeito

    3 de Setembro de 2011 as 2:50

    Caro Will,

    Obrigado pela (re)confirmação ao pedido de esclarecimento e o tempo dispensado aos comentários da minha autoria.

    Eu que sou da geração 60 e embora ter pertencido a primeira ou senão das primeiras fileiras da OPSTEP (seiva do MLSTP) (nem sei se foi pela ignorância ou pela inocência de então), não votei no vencedor eleito PR. Issso, por conhecer algumas versões que ainda me sinto baralhado na história santomense. Sou formado e não fui beneficiário da bolsa do antigo regime porque os meus pais ensinaram-me a lutar pelos meios próprios e nunca esperar pela ajuda ou implora-la. Logo, aproveito para dizer ao sr. Mé Paciência de que uma boa parte da nova geração de santomense, desconhece o passado da sua própria existência muito menos a de uma figura que se conhece pelo seu feito (visível ou invisível). Contudo, foi a vontade da maioria pelo mal menor. Ainda assim, “arrasquinha” pelo resultado alcançado: diferença mínima. E isso, diz alguma coisa a todos nós. Agora resta-nos ajudarmo-nos todos uns aos outros porque o País é de todos santomenses (dentro e fora).

    UNIDADE-DISCIPLINA-TRABALHO

  10. Horácio Will

    3 de Setembro de 2011 as 7:40

    Laura Mendes
    Agora fiquei confuso.
    Nasci depois do ano de 1963.
    Quando li o nome de quem escreveu 63-Lx, pensei num grande amigo que chamávamos Luís Dondoia. Mas ha pessoas a usar o nome de outras neste espaço.
    A julgar que era o meu estimado Luís, pensei orgulhosamente que ele quisesse dizer que eu aprendi o que havia de bom nos convívios que tive a sorte de ter com um grupo de são-tomenses. Era um grupo dos primeiros estudantes bolseiros do nosso em Portugal que se reuniam numa casa nº 63 em Lisboa.
    Se for muito mais nova que eu, mais me agrada o seu entendimento da necessidade da nova postura do cidadão são-tomense.
    Gostaria muito de verificar o seu nível de entendimento entre os nossos jovens para eu me sentir mais descansado com o nosso futuro.
    Obrigado, Laura Mendes.

  11. Barão de Água Ize

    3 de Setembro de 2011 as 11:28

    Sem querer ser pessimista, será pouco provável que o Senhor Pinto da Costa com toda a sua boa vontade consiga transformar a situação económica e social da nossa terra. Defendo o Presidencialismo (Democrático) como única solução politica (modelo constitucional) para decisões rápidas e reduzindo ao minimo conflitos institucionais.
    Gostaria eu que a Presidência de Pinto da Costa não fosse apenas a passagem de mais uns anos sem ganhos significativos para o povo de STP ou seja tudo na mesma. Haja coragem em se discutir e implementar o Presidencialismo (Democrático).

    • Horácio Will

      5 de Setembro de 2011 as 15:01

      Nenhum homem resolve a situação económica e social de um país. Os ditadores que o fizeram tiveram que usar o povo. Na democracia é precisar convergir a vontade popular nesse sentido.
      O povo que não se esqueça que é o único motor da construção.

  12. Afonso de agua Telha

    5 de Setembro de 2011 as 15:18

    Não compreendo a razão de muita cautela na escrita do autor, se calhar quer evitar as diversas interpretações, maldosas e propositas que fazem dos escritos do H. Will. Nós todos entendemos, agora e como disse e muito bem, festas no fim. “O português não gosta de ver o seu filho, com um bom começo, prefere um final feliz. Foi dado o recado, mas eu pessoalmente continuo acreditando que nada vai mudar, se depender, somente do Presidente, aliás tem pouco poder. Nós todos, quem votou nele ou não, deve ajudar no desenvolvimento de STP e comunidades na diáspora.

  13. keblancana

    6 de Setembro de 2011 as 11:53

    Pelos vistos , O Santomense deposita esperança de melhoria das condições económicas e sociais, numa pessoa k não vai Governar o País. Sabem k os poderes Presidenciais consagrados na última constituição, são limitados. Quem governa, é o governo eleito. PR é apenas entre outras funções garante da constituição.

    Abram os olhos, se o Pinto conseguir melhorar a imagem do País, já é muito bom.
    De resto cabe ao governo implementar politicas de desenvolvimento económicas e sociais.
    O Pinto apenas vai ter uma boa reforma pessoal atribuída pelo povo.
    Depositam esperanças num Homem, sabendo k ele não pode, não tem poderes constitucionais para tal. No fim vão dizer k ele prometeu e não fez, ou vocês é k são estúpidos ou fazem-se de idiotas.
    Sinceramente…..

  14. MALÉ POÇON

    7 de Setembro de 2011 as 14:49

    Meu caro Jaca doxi; O termo CAMARADA significa: Pessoa que convive com a outra, companheiro, colega, condiscipulo, bom sujeito, amigo.
    Infelizmente ainda existem muitas pessoas pensando e agindo assim como o senhor, por isso a nossa terra está assim como está.
    As pessoas são livres para pensar desta ou daquela maneira, no entanto se não haver camaradagem entre nós, jamais sairemos do fosso onde nos encontramos.
    Não obstante o seu cumentario, ainda assim o considero meu CAMARADA.
    Bem haja a todos.

  15. MALÉ POÇON

    11 de Setembro de 2011 as 15:59

    (comentário) queria eu dizer.

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