Eleições presidenciais

Fradique Menezes na despedida do Presidente

Tudo que tem começo, tem um fim!

Fradique de Menezes sem mesmo estar nos capítulos da sua agenda particular, política ou até do país, viu o seu nome entrar, em 2001, para a História das ilhas do Equador e ficar na gravura do Salão Nobre no lugar do terceiro Chefe de Estado da República Democrática de São Tomé e Príncipe. Parabéns!

Foram 10 anos inconclusivos pelo desejo do cidadão empobrecido e pela realização do projecto de sociedade do Presidente da República emocionado. Figura controvérsia, em 2003, depois da dissolução e revogação intempestivas das mexidas constitucionais, conheceu pela distância da comunicação de que teria sofrido um golpe de estado militar na missão de Estado na Nigéria. Coisas da vida! Não foi tolerado o único inquilino do palácio presidencial, até então, que ousou entrar na parada militar ao prumo de camuflado do exército são-tomense, enquanto Comandante e Chefe do Estado. Na Santa Terra, com a rapidez condenação da comunidade internacional e a intervenção regional, não tardou aos militares deporem o poder das armas e a normalidade constitucional regressar aos carris democráticos da República.

Cumprido o mandato dos cinco anos, em 2006, sem adversário a altura da sua “merenda”, o povo renovou-lhe o mandato, consciente de que com o novo pacote constitucional menos presidencialista, não se lhe podia exigir muito mais, senão habituar-se aos altos e baixos para a desmobilização até dos seus simpatizantes e aliados.

Fradique Menezes foi o nosso Presidente da República, eleito e renovado o mandato democrático e, não nos compete a deselegância na despedida, enodoar as linhas dos testemunhos da História, nem tão pouco pedir contas por qualquer projecto incumprido. Há que reconhecer ao Presidente da República o facto de na hora do adeus, pela cronologia e magistratura de influência, deixar vincado aos são-tomenses o cunho pessoal de que, apesar de tudo, também insere na sua preocupação o saber dos seus co-cidadãos, aumentando o nível da cultura académica da nova geração na ímpar ambição de um novo São Tomé e Príncipe. Em Piedade, Trindade, capital do segundo distrito populacional do país, Fradique Menezes inaugurou, na sua última segunda-feira presidencial, o primeiro liceu pós-colonial e gravou ao seu nome uma antiga colaboradora diplomata, professora e poetisa são-tomense MMM, Maria Manuela Margarido. Merecidos aplausos.

A liderança empresarial, forma de ganhar a vida de Fradique Menezes “interrompida dez anos”, vai conhecer um recomeço, quiçá pelas experiências acumuladas e amizades conquistadas ao mais alto nível, depois do Presidente da República, os são-tomenses, sem petróleo, não venham a captar no mesmo cidadão, um inovador que levará São Tomé e Príncipe, finalmente, ao modelo de desenvolvimento económico almejado. Estando agora mais pobre, não lhe faltará criatividade empresarial.

Homem que é homem não vira as costas aos tormentos! Daí que, Fradique Menezes prometeu, três dias antes da despedida oficial, começar já no primeiro domingo do cidadão a assumir de verdade, sem barreiras constitucionais ou morais, o comando das suas tropas desavindas na Favorita. Afinal, a democracia não sobrevive sem partidos políticos e o MDFM-PL com o dossier do país que já dirigiu executivamente não deve ficar por muito tempo fora das grandes questões e decisões da Nação de todos nós, os são-tomenses.

Na coabitação dos dois poderes eleitos pelo povo em momentos distintos, Presidente da República e Primeiro-Ministro, no contrapeso parlamentar, nenhum são-tomense de boa-fé, espera outra data, senão 2014 para a próxima convocação legislativa e até lá, são três anos que nos obrigam a seguinte questão. Teremos em Agosto de 2014, um Primeiro-Ministro, empresário de seu nome Fradique Mello de Menezes?

O Homem deve ter fé que o incompreensível pode ser compreendido; caso contrário, ele não iria pensar nisso.” Johann Wolfgang Goethe (1749-1832)

02.09.2011

José Maria Cardoso

    8 comentários

8 comentários

  1. Francisco Ambrósio

    2 de Setembro de 2011 as 17:15

    Saúdo pelo texto hora publicado. Quero dizer-lhe que não gostei do termo “ o primeiro liceu pós-colonial” …Posto isso, pergunto: o que é o liceu? É preciso quantificar a infra-estrutura construída?… ou pelo facto desta ter sido feita à conta-gotas, deve ser contabilizado?
    Para 2014, se este vier assumir o cargo do primeiro ministro, voltaremos a escutar declarações no rádio fora dos nossos amigos e colegas de trabalho.

  2. Gaga

    3 de Setembro de 2011 as 14:56

    Ser presidente de um pais é no meu ponto de vista, o representante do povo.
    Ouvir o discurso do cessante presidente da até vontade de se esconder devido um elevado números de erros verbais numa só frase.
    Espero que o Pinto da Costa inverta essa imagem péssima que temos no estrangeiro, por falar mal o português.
    Boa sorte

  3. Estudante

    3 de Setembro de 2011 as 18:36

    Finalmente acabou a “incompetencia ,o corpo mole ,a falta de vontade ,a hipocrezia ,a corrupçao exaustiva” em S.T.P

  4. Verdade Verdadeira

    4 de Setembro de 2011 as 14:21

    O sr. fradique devia ter saido pelas portas do fundo.
    Nao é digno de aplausos mas sim de repulsa.
    Com relaço ao exemplo que colocou,de que em Angola nao se critica o estado,gostaria de perguntar-lhe se em Angola ha RTP-africa?
    E para um bom entendedor poucas palavras bastam

  5. Filipe Samba

    5 de Setembro de 2011 as 7:27

    A
    Sua Excelência Fradique de Menezes

    Nós somos o que fazemos
    Se queremos conhecer os outros, precisamos estar atentos não para o que eles prometem, mas para a forma como se comportam.
    Trata-se de uma regra muito simples, mas capaz de impedir grande parte do sofrimento e dos mal-entendidos que contaminam os relacionamentos humanos.
    Nós nos afogamos em palavras, e muitas delas são mentiras que contamos a nós mesmos ou aos outros.
    Quantas vezes nos sentimos traídos e surpresos ao constatar a distancia entre o que as pessoas dizem e o que fazem.
    Levamos tempo para aprender a prestar mais atenção nos actos do que nas palavras, e muitos não aprendem nunca.
    Por isso, é difícil eliminar pela lógica uma ideia que não foi estabelecida pela lógica.

    Desejo-lhe, que contribua no desenvolvimento de STP, como o lema principal da sua vida, onde estiver.

  6. Conóbia cumé izê

    5 de Setembro de 2011 as 16:30

    Fradique nunca deixou de ser mouro e mouro morre.Este é homem que cessa o cargo do Presidente da República.Nunca escondeu a sua forma de ser e estar.O Fradique é assim. O Povo aceitou-lhe assim.Mas, o próprio Jesus Cristo não agradou aos pecadores !…Vida longa ao FRADIQUE MENEZES !!! …

    • Gaga

      6 de Setembro de 2011 as 19:12

      Conóbia:

      Qual mouro qui Fradiqui é? Fradiqui é genti di Agua Telha, ó sinhor…

  7. Matété

    9 de Setembro de 2011 as 16:31

    Em STP, a lei não deveria aceitar um cidadão ser PR sem mostrar o seu diploma de Formação, aliás a lei só devia permitir Formação Superir e com muita experiencia dada.
    Caso especifico de FRADIQUE, é um homem que não usou a sua influencia em nada, apenas andou a dar facilidades a todos aqueles que lhe rodeava a roubar coisas do POVO,
    Digo isto, porque não é só agora que chegou ao fim do seu mandato é que está a falar de ajuda do Brasil, falando das cianças carenciadas (pobres. Dói mouito mesmo até fundo do coração, são estas cianças que andam por aí a venderem coisas nas nossas praças, é muito triste to vai transformar numa grande revolta , digo isto porque fui também alvo de coisa semelhante, tenho ódio de todos aqueles que foram dirigentes desta terra. Um dia a justiça irá funcionar em STP para ajustar as contas.

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