Sociedade

Japão retoma ajuda alimentar à favor do povo de São Tomé e Príncipe

Após camiao-com-racao.JPGa suspenção da ajuda alimentar, por causa dos sucessivos escândalos financeiros registados  no antigo gabinete de gestão da ajuda externa(GGA), até o momento sem qualquer conseguência judicial, o reino do Japão decidiu retomar a ajuda alimentar a favor do povo de São Tomé e Príncipe, a luz da crise alimentar que ameaça o planeta terra. Preocupado com as consequências dessa crise na vida de um povo que já não suporta o fardo da pobreza, o governo japonês preferiu dar mais uma oportunidade aos dirigentes são-tomenses de se mostrarem dignos perante a nação. O donativo de 20 mil sacos de arroz, correspondentes a 2 milhões de dólares norte americanos, vem evitar a constante rotura do sctok do produto no mercado nacional, e o consequente aumento do preço

O embaixador do Japão em São Tomé e Príncipe, com residência na capital gabonesa, anunciou a ajuda alimentar, que estava suspensa desde o ano 2004, altura em que se explodiu um dos maiores escândalos financeiros do país, envolvendo vários milhões de dólares resultantes da ajuda alimentar ofertada pelo Japão. Sensível ao sofrimento da maioria da populção são-tomense que não viu os proveitos do fundo de contra-partida criado pela venda do arroz ofertado pelo reino nipónico durante vários anos, as autoridades japonesas, decidiram avançar mais uma vez com o gesto de solidariedade, no sentido de evitar que a mesma população sofredora seja esmagada pela crise alimentar que cresce no mundo.

Apesar da justiça são-tomense, ou melhor dos tribunais são-tomenses, ainda não terem conseguido esclarecer o escândalo financeiro de milhões de dólares que deveriam ser aplicados em projectos de luta contra a pobreza no arquipélago, cerca de 4 anos depois, Japão decide avançar com mais um carregamento de ajuda alimentar, num total de 20 mil sacos de arroz, favor do povo de São Tomé e Príncipe.

O director do comércio de São Tomé e Príncipe, explicou que ajuda alimentar do Japão é equivalente a 2 milhões de dólares norte americanos. O impacto sobre o mrcado nacional é positivo. A direcção do comércio garante tranquilidade do stock durante os próximos 9 meses. «Temos um consumo de 6 mil toneladas de arroz por ano. Temos aqui o equivalente a 2/3. Portanto temos arroz para 9 meses isso melhora substancialmente o stock nacional», declarou o director do comércio Jorge Bonfim.

Numa altura em que o preço do arroz no mercado são-tomense já ultrapassou 15 mil dobras o quilo, a ajuda japonesa poderá aliviar a pressão sobre o mercado. Segundo a direcção do comércio o preço de venda do arroz ofertado pelo Japão deverá ser definido pelo conselho de ministros.

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