Japão assina mais um acordo de ajuda alimentar com o governo são-tomense

Publicado em 13 Ago 2008
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Parelsa-pintobom.jpga além de ofertar milhares de sacos de arroz para este ano a favor do povo são-tomense, Japão assinou com as autoridades são-tomenses mais um acordo para prolongar a ajuda alimentar até 2009. Os mais de 20 mil sacos de arroz, entregues ao estado são-tomense esta semana, foram negociados pelo primeiro executivo de 2008. A ministra da defesa nacional(na foto), assinou o novo acordo de abastecimento de arroz, em substituição do seu colega dos negócios estrangeiros e cooperação.

O acordo assinado no Ministério dos Negócios Estrangeiros pela Ministra da Defesa Nacional, Elsa Pinto, em substituição do titular da pasta ausente do país, e o embaixador do Japão para São Tomé e Príncipe com residência no Gabão, está valiado em 450 biliões de dobras(1 euro equivale a 23 mil dobras).

A parte japonese manifestou interesse em utilizar o fundo de contra-partida resultante da ajuda alimentar ofertada a São Tomé e Príncipe para desenvolver projectos de apoio ao desenvolvimento das comunidades, nomeadamente nos domínios da saúde, educação e pescas.

O consumo do arroz não para de aumentar em São Tomé e Príncipe, ao ponto do débil sector privado nacional não ter capacidade suficiente para dar resposta a grande procura. Situação que gera roturas do stock e o aumento do preço do produto. Muito dependente do arroz, o são-tomense enfrenta dificuldades enormes com a rotura do stock, uma vez que a escassez do arroz provoca a inflação de todos outros produtos alimentares.

A ministra da defesa nacional, em presentação do seu colega dos negócios estrangeiros, reconheceu que a crise alimentar está muito perto. «A crise alimentar esta muito próxima de nós e esta ajuda que o Japão vem dar a STP será um balsamo para as nossas preocupações», afirmou Elsa Pinto.

Autoridades governamentais reconhecem a importância da ajuda alimentar do Japão, resta agora esperar para se saber se o governo do MLSTP/PSD liderado por Rafael Branco, vai dar conta do recado, ou seja, gerir correctamente a ajuda externa, e os fundos dela provenientes, a fim de apagar a má imagem deixada por outros executivos da mesma família política, nestas questões de ajuda externa.

Abel Veiga