TAP acusa INAC e a STP-Airways de proteccionismo e recorre ao governo

Publicado em 28 Ago 2008
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O instituto natacha-bom.jpgNacional de Aviação Civil, (INAC), recusou o pedido da transportadora portuguesa, TAP, para efectuar mais um voo para São Tomé. Segundo Natacha Branco d´Alva(na foto) delegada da TAP em São Tomé, o INAC e a companhia de bandeira nacional a STP-Airways estão a ter uma atitude proteccionista. As negociações com a STP-Airways também fracassaram, por isso a delegada da TAP decidiu levar o caso para o Governo que deverá tomar uma decisão em conselho de ministros.

A TAP, está insatisfeita com a decisão do INAC em recusar uma segunda frequência dos seus voos para São Tomé e Príncipe, já a partir de Outubro próximo. Com as asas cortadas, a delegada da transportadora portuguesa, Natacha Branco, reuniu-se quarta-feira com o Ministro das Infra-estruturas em busca de socorro. «Efectivamente venho entregar uma carta ao senhor ministro a pedir que interceda junto ao INAC, e a STP-Airways, face a atitude proteccionista das destas duas entidades», afirmou a delegada da TAP, a saída da reunião com o ministro das infras-estruturas, Benjamim Vera Cruz.

A representação da TAP, diz que os contactos com o instituto de aviação civil de São Tomé e Príncipe, com vista a abertura de uma segunda frequência semanal das suas operações para o arquipélago começaram em Maio último. «Na altura o INAC disse que não via qualquer inconveniente em que a TAP fizesse 2 voos semanais, mas que teríamos que ter um acordo prévio com a STP-Airways», explicou.

Mas em Agosto, após a publicação do comunicado da TAP dando como garantido o segundo voo semanal para São Tomé já em Outubro, surgiu a recusa do INAC. «Fomos informados pelo INAC que achavam que esse momento não é aconselhável o inicio de uma segunda frequência  visto que a STP-Airways, iria iniciar os seus voos regulares», pontuou Natacha Branco.

A companhia portuguesa que há mais de 30 anos detém o monopólio na ligação entre São Tomé e Príncipe e a Europa e vice-versa, terá tentado negociar directamente com a STP-Airways, mas segundo Natacha Branco foi inútil. «A stp-airways disse que não era possível chegarmos a um eventual acordo», esclareceu.

A dificuldade de entendimento entre a TAP e a companhia de bandeira são-tomense a STP-Airways, sobre a questão de voos bissemanais, tem a ver com o nível de capacidade das aeronaves acordado há cerca de dois anos atrás, logo após a criação da companhia de bandeira são-tomense, a STP-Airways.

Na altura a STP_Airways operava dois voos semanais para Lisboa com a aeronave da TAAG. « A TAP não levantou nenhuma objecção. Fizemos o acordo e a STP-Airways apresentou esse memorando de entendimento ao INAC para obter a autorização, o que foi feito. Mas também ficou claro no mesmo dia que  se assinou o memorando de entendimento que caso a TAP quisesse fazer também duas frequências era uma questão de fazer-se a carta  e que seria acordada esse excesso de capacidade», fundamentou a delegada.

O Téla Nón sabe que o excesso de capacidade definido pelas partes era de 240 passageiros. Natacha Branco d´Alva, recorda que a sua companhia aérea tem tradição na ligação entre São Tomé e Príncipe e o mundo. São mais de trinta anos e pensa que «as autoridades santomenses devem reflectir. Também acho que nessa altura em que as autoridades consideram o turismo como uns dos eixos do seu programa, acho que não devem deixar que uma empresa impeça a TAP ou uma outra empresa, de fazer crescer o mercado», sublinhou.

Argumentos que foram apresentados ao Ministro Benjamim Vera Cruz, que não prometeu qualquer solução favorável as queixas da TAP. Tudo depende agora da decisão do conselho de ministros. «Senhor ministro não nos fez saber qual seria a  posição. O que prometeu é que iria analisar o caso e levar daqui a duas semanas ao conselho de ministros», concluiu.

A reunião do conselho de ministros que vai analisar o caso deverá ter lugar dentro de 15 dias.

Note-se que o estado são-tomense, é o segundo accionista da STP-Airways, depois da Euroatlantic Airways. O Governo de Rafael Branco, é assim parte do negócio que a STP-Airways não quer perder a favor da TAP.

Abel Veiga