No meio do escândalo financeiro o sindicato dos jornalistas são-tomenses pede a colaboração do governo e de outras instituições de boa vontade

Publicado em 11 Set 2008
Comentários; fechado

Dos maisministerio.jpg de 60 milhões de dobras, cerca de 3 mil euros, que o sindicato dos jornalistas conseguiu amealhar nos últimos anos, para financiar a elaboração do estatuto dos jornalistas, a carteira profissional, e o código deontológico, restaram apenas 18 milhões de dobras. Mais de 40 milhões de dobras, foram retirados da conta bancária, através de cheques falsos, emitidos por um dos membros da direcção sindical. O Presidente do sindicato Ambrósio Quaresma, que detectou a fraude e levou o caso para a justiça, reuniu-se quarta-feira com o governo para pedir ajuda.Segundo as estimativas do sindicato dos jornalistas são-tomenses, são necessários 4 mil euros, para pagar a equipa de juristas que elaborou o estatuto da classe, bem como a carteira profissional e o código deontológico. Os diplomas seriam aprovados num congresso ordinário, uma vez que o mandato da actual liderança sindical já expirou.

Mas, desde Abril passado que a conta bancária do sindicato estava a ser mexida sem que o corpo directivo desse conta. Os 3 mil euros, que estavam depositados, foram levantados faseadamente através de cheques com assinaturas falsas. Bastavam duas assinaturas para se conseguir movimentar a conta. Um dos membros da direcção do sindicato terá conseguido falsear a assinatura do líder sindical, e pronto lá se foram mais de 40 milhões de dobras.

O Presidente do Sindicato, Ambrósio Quaresma, confirmou para o Téla Nón, a explosão do escândalo financeiro, que ainda continua abafado, uma vez que ninguém ousou falar publicamente sobre o assunto.

Sem dinheiro o sindicato dos jornalistas reuniu-se com a ministra da comunicação social, Maria de Cristo, para pedir ajuda. «Nós vamos fazer outras diligências. Temos esses documentos todos na mão de um corpo de jurista que está a trabalhar e vamos ver o que podem fazer, diminuir talvez o preço que pediram para ver se saímos desta situação», declarou o Presidente do Sindicato.

Ambrósio Quaresma, clama pelo dinheiro. «Os documentos já estão prontos, há muito tempo, só nos falta dinheiro. Por isso temos estado a pedir apoio», concluiu.

Num país onde ainda não se sabe quem é jornalista e quem não é, tudo acontece. Pessoas que ocupam funções fora da comunicação social, surgem de repente como jornalistas, e o sindicato que deveria criar mecanismos para disciplinar o sector, está enlameado num grande escândalo financeiro.

Abel Veiga