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PIC lança operação de recolha de computadores, enquanto que membros da comissão eleitoral nacional contestam as declarações do Director do Gabinete Técnico Eleitoral

Membrpolicia.jpgos da comissão eleitoral nacional que pediram anonimato, disseram ao Téla Nón, que as recentes declarações do Director do Gabinete Técnico Eleitoral, dando conta que as eleições estão comprometidas por causa do roubo dos equipamentos informáticos, não correspondem a verdade. Segundo os técnicos da CEN, a instituição sempre salvaguardou os dados eleitorais, tendo por isso mesmo depositado uma cópia de todos os registos eleitorais na Assembleia Nacional, e uma segunda cópia está guardada nos cofres do banco central de São Tomé e Príncipe. Daí que a realização dos sufrágios eleitorais não podem estar em causa.

Segundo a lei as funções da comissão eleitoral nacional, terminam 30 dias após o apuramento geral dos resultados das eleições. Por isso mesmo desde a realização das eleições autárquicas e regionais em 2006, que a comissão cessou as suas funções, ficando todos os assuntos correntes sob a gestão do gabinete técnico eleitoral.

Por causa deste imperativo legal, os membros da comissão eleitoral nacional, decidiram dar esclarecimentos ao Téla Nón, sob a capa de anonimato. O roubo dos equipamentos informáticos da Comissão Eleitoral Nacional, é grave segundo os técnicos, mas de maneira nenhuma compromete a realização de qualquer acto eleitoral.

Insatisfeitos com a declaração do Director do Gabinete Técnico Eleitoral, Joaquim Leite, que depois do assalto a CEN, veio dizer que as eleições estão comprometidas, os membros da instituição que organiza e realizada as eleições, consideram que Joaquim Leite apenas criou um escândalo desnecessário. «Sempre tivemos em atenção a salvaguarda dos dados eleitorais. Foi um roubo do sistema informático, mas poderia também ser um problema de vírus, ou qualquer outra avaria do sistema a pôr em causa todos os dados guardados no servidor. Por isso mesmo, fizemos duas cópias de tudo. Uma foi depositada na Assembleia Nacional e outra está nos cofres do banco central de São Tomé e Príncipe», explicou um dos técnicos da CEN.

Com o roubo dos equipamentos, os membros da CEN, dizem que basta apenas ao estado avançar com o processo de reinserção no suporte digital dos dados que estão guardados nas duas instituições públicas. «Não se compreende como é que as eleições podem estar comprometidas», frisou.

Sem possibilidades de falar ao público, uma vez que só o gabinete técnico eleitoral tem competência para tal, os membros da CEN, acrescentaram para o Téla Nón que para além da informação depositada na Assembleia Nacional e no Banco Central, todos os distritos de São Tomé e Príncipe, têm 3 cadernos eleitorais cada um. Neles estão os registos de todos os eleitores, e por isso mesmo em situação de perda dos dados informáticlos, é só uma questão de utilizar o suporte em papel para redigir toda a informação no computador.

Mais ainda, a Comissão Eleitoral Nacional, publicou recentemente um livro contendo toda a informação sobre os eventos eleitorais realizados no país desde 1991.

Os membros da CEN, recordam por outro lado que desde 2007, que o estado são-tomense decidiu avançar com um processo de recenseamento eleitoral de base, ou seja, refazer todo o registo eleitoral corrigindo todas as falhas existentes no sistema. Apenas por razões financeiras tal processo ainda não foi executado. Tudo segundo os membros da CEN, para provar que mesmo em situação mais extrema, é possível começar tudo do zero e em 3 meses reconstruir a base de dados da CEN, sem no entanto pôr em causa a realização de qualquer acto eleitoral.

Enquanto isso, a Polícia de Investigação Criminal, PIC, já lançou desde o último fim-de-semana, uma campanha de recolha de computadores e outros meios informáticos em todo o país com destaque para o centro da capital, são-tomense, onde dezenas de jovens ganham a vida através da produção de vídeos e músicas, a base digital.

O aumento do número de DJs e outros operadores digitais, pode segundo fontes policiais, suscitar o interesse de alguns numa base de dados com grande capacidade de armazenamento de conteúdos, como é o caso dos equipamentos que estavam instalados na CEN.

Abel Veiga

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