Reconhecimento da OMS em relação ao sucesso da luta contra o paludismo em São Tomé e Príncipe aumenta a responsabilidade das autoridades sanitárias e da população em geral

Publicado em 24 Set 2008
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O recente relherodes.jpgatório da Organização Mundial da Saúde sobre o paludismo, destaca São Tomé e Príncipe como o país africano de sucesso na luta contra a doença. As autoridades sanitárias partilham o reconhecimento internacional com todas a sociedade são-tomense, e assume a responsabilidade de tudo fazer até a erradicação do paludismo. O Director do Programa de luta contra a doença, Herodes Rompão(na foto), é o convidado do espaço entrevista aqui no Téla Nón, a partir desta qu  inta-feira. No início da campanha de combate em 2004 o paludismo castigava mais de 64 mil são-tomenses, até o final de 2008, Herodes Rompão, acredita que os centros de saúde vão registar apenas 400 casos.

A doença que era responsável pelo maior índice de mortalidade em São Tomé e Príncipe, recuou drasticamente e desde o ano 2006 que não se registam óbitos. Anualmente afectava mais de 70% da população, actualmente a taxa de incidência quebrou para 2,2%.

Segundo o Director do Programa de Luta contra o Paludismo, no ano de arranque da campanha de combate, 2004, o paludismo afectava mais de 64 mil são-tomenses. Número importante para um país de 150 mil habitantes.

O combate sincronizado que uniu a pulverização intra-domiciliária a base do insecticida alfacypermitrim, aplicação dos mosquiteiros impregnados, e a introdução de novos medicamentos para tratamento da doença, fez baixar o índice de contágio.

Segundo Herodes Rompão, até o primeiro semestre do ano 2008, os centros de saúde registaram apenas 800 casos de paludismo, e até o final do ano, acredita que o número vai cair, para 400 casos.

A doença que matava cerca de 200 são-tomenses por ano, principalmente crianças menores de 5 anos, deixou de ser mortífera desde o ano 2006, ou seja, não se registam obtidos por causa do paludismo.

O programa de luta, explicou ao Téla Nón, que São Tomé e Príncipe ultrapassou as expectativas na sua campanha. O programa de redução da doença estipula 2010 como data para fazer recuar o paludismo em cerca de 90%. Em 2008 o arquipélago já conseguiu tal proeza.

A organização mundial da saúde não poderia ficar em silêncio, e já reconheceu o sucesso nacional. A nível do continente africano, São Tomé e Príncipe é um exemplo a seguir.

Mas ainda há sinais de preocupação, questões que Herodes Rompão apresenta ao público, na entrevista ao Téla Nón a ser publicada esta quinta-feira.

Abel Veiga