Governo e a OMS lançaram plano para reduzir a mortalidade materna durante a gravidez até 2015

Publicado em 08 Dez 2008
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Do anobebe.jpg 2000 a 2006, em cada 100 mil nados vivos o sistema nacional de saúde registou uma variação de 186 a 157 mortes maternas. Um problema que precisa ser combatido. Por isso mesmo a representação da OMS em São Tome e Príncipe em parceria com a OMS lançaram uma estratégia para travar a mortalidade materna nos próximos 7 anos. 600 mil dólares anuais serão aplicados na implementação da estratégia.

Quadros técnicos da saúde, organizações não governamentais ligadas ao sector e o governo analisaram o roteiro que pretende reduzir o índice de mortalidade materna no país. O Ministro da Saúde Arlindo Carvalho apresentou as cifras da mortalidade materna desde o ano 2000. «Entre 2000 e 2006 a taxa de mortalidade materna que mede o risco obstétrico ligado a cada gravidez variou entre 189.3 por 100 mil nados vivos e 157.5 por 100 mil nados vivos com várias oscilações não obstante os cuidados prestados por profissionais qualificados terem aumentado», detalhou o ministro.

Nos próximos 7 anos serão investidos 600 mil dólares anuais em campanhas de saúde que visam a redução da mortalidade das mulheres em serviço de parto. O representante da OMS, considerou o documento estratégia como uma bíblia cujas orientações serão aplicadas a todo o custo.

Até 2015 o projecto programa pretende salvar 300 mulheres grávidas. Só o programa e o investimento financeiro não serão suficientes. O Primeiro-ministro Rafael branco, defende maior empenho e dedicação dos técnicos de saúde no desempenho das suas funções. «Se tivéssemos dinheiro, se tivéssemos tudo, meus senhores se não houver atitude de responsabilidade, de valorização daquilo que fazemos, da valorização da vida do outro, deste orgulho que tem de sair dentro de nós pela nação que somos, pelo futuro que queremos construir, acho que não vamos enfrentar este problema», advertiu o chefe do governo tendo manifestado seguro que tudo depende dos são-tomenses, e por isso mesmo acredita que o problema será resolvido.

O envolvimento dos parceiros de cooperação, através da concentração dos seus esforços com vista a materialização das prioridades definidas pelo estado são-tomense foi outra reclamação feita por Rafael Branco. «Eu vejo-vos tão envolvidos em tanta coisa que pode ser importante mas para mim não é prioritário. Eu gostaria de convidar-vos a juntarem-se as nossas prioridades. Sei que para muitas organizações internacionais, a visibilidade é muito importante as organizações metem-se em tudo, mas por favor concentram-se naquelas prioridades que nós definimos em conjunto e ponhamos os recursos disponíveis nessas prioridades que nós definimos em conjunto», concluiu.

Combate a mortalidade materna, é uma das prioridades do sector da saúde para os próximos anos.

Abel Veiga