Aeroporto Internacional de São Tomé poderá vir a ser uma placa giratória do tráfego aéreo na África Ocidental

Publicado em 02 Fev 2009
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A semelhançaaeroporto.jpg do aeroporto do Dudai, e de Amesterdão na Europa, o aeroporto internacional de São Tomé e Príncipe poderá se transformar na placa de referência internacional para as grandes aeronaves que transportam pessoas e bens para a região da África Central com realce para o Golfo da Guiné. É com este propósito que o executivo são-tomense assinou com a empresa petrolífera angolana, Sonangol, um acordo para execução de estudos técnicos e financeiros com vista a implementação do projecto de modernização e ampliação do aeroporto nacional. A equipa técnica deve iniciar os trabalhos nos próximos 45 dias, assegurou para o Téla Nón, o engenheiro António Aguiar. O ministro das obras públicas e infra-estruturas Benjamim Vera Cruz e o presidente do conselho de administração da Sonangol holding, assinaram no último fim-de-semana o acordo que envolve a petrolífera angolana no esforço para a modernização e ampliação do aeroporto internacional.

Segundo o engenheiro António Aguiar, quadro superior do ministério das obras públicas e infra-estruturas, as equipas técnicas devem iniciar os trabalhos de pesquisa nos próximos 45 dias. «O acordo foi assinado no sentido de se fazer os estudos, constituir toda a documentação técnica e financeira e a Sonangol, vai colaborar com o governo de São Tomé e Príncipe, nesta fase de elaboração de toda documentação necessária para se passar e execução física do projecto», precisou o engenheiro.

A meta final é a modernização e expansão do aeroporto internacional do arquipélago, ao ponto de se transformar num placa de referência para as aeronaves que circulam em direcção ao golfo da Guiné e a toda a região africana. António Aguiar, explicou ao Téla Nón que o aeroporto nacional seria a escala obrigatória dos aviões de grande porte que aqui descarregavam pessoas e bens que depois seguiriam para outros destinos em África, ou então o lugar certo para as aeronaves fazerem a escala de repouso antes de pousar noutro ponto do continente africano. Daí a projecção para o futuro do aeroporto nacional como um aeroporto regional.

Uma equipa da Sonangol já visitou o aeroporto internacional de São Tomé. Outro objectivo subjacente ao acordo segundo António Aguiar, é a criação de condições técnicas e documentais que permitem ao estado são-tomense e a Sonangol atrair mais parceiros para financiar o ambicioso projecto.

O governo são-tomense considera a Sonangol como um parceiro fundamental que poderá estimular outras empresas do mundo a aderirem ao negócio. A petrolífera angolana vai suportar grande parte do custo resultante da execução dos estudos técnicos e financeiros para a implementação do projecto.

António Aguiar, salientou que o acordo assinado no final da semana, não indica datas para a construção do novo aeroporto. Para já são os estudos cuja conclusão vai dar forma técnica e financeira ao projecto.

Há cerca de 2 anos uma empresa portuguesa efectuou os estudos com vista a ampliação e modernização do aeroporto internacional. Estudos que vão ser analisados pela parceria São Tomé e Príncipe-Sonangol, para que a parte angolana possa definir a modalidade da sua intervenção.

Os estudos não ficam pelo aeroporto internacional. A reabilitação do porto de Ana Chaves na principal avenida da capital são-tomense, também está inscrita no projecto. «Com relação ao porto é no sentido de resolver os problemas prementes de recuperação dos equipamentos e de se reflectir na utilização do porto de Ana Chaves após a construção do porto em águas profundas», concluiu, António Aguiar.

O avanço da Sonangol, no apoio ao desenvolvimento das duas principais infra-estruturas do país, se enquadra na política do Primeiro-ministro Rafael Branco, que pretende transformar o arquipélago no principal centro de prestação de serviço da região do golfo da Guiné.

Abel Veiga