Campanha de luta contra o paludismo ainda não chegou a fase de pré-eliminação da doença

Publicado em 05 Fev 2009
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Pré-eliminação do paludismo émosquiteiro.png a fase que abre portas para a erradicação da doença. Segundo o Director do Programa de Luta, o país já somou muitas vitórias no combate mas ainda falta ganhar a guerra. Em 2008 foram registados 2 mil casos de paludismo em todo o país, índice menor que em 2007, em que se registou 3 mil e 300 doentes. Para não dar qualquer margem de manobra ao paludismo, o embaixador de Taiwan em São Tomé e Príncipe, John Chen, reuniu-se com o governo para avaliar o andamento do projecto de luta contra a doença.

Principal parceiro de São Tomé e Príncipe no combate contra o paludismo a partir de 2004, a equipa técnica taiwanesa, aconselhou o executivo a tomar medidas no sentido da actualização do diploma legal, que obriga a população a aceitar a pulverização das residências. A lei em vigor define coimas para os infractores, na ordem de 9 mil dobras. Montante que na década de 80 tinha algum valor, mas que actualmente só dá para comprar 4 pães.

A actualização da lei é assim fundamental, garante Herodes Rompão, para que a sanção a ser aplicada as pessoas que não aceitam a pulverização das cacas seja mesmo dissuasora. Em algumas localidades do distrito de Lobata, verifica-se certa resistência de populares em aceitar a pulverização das cacas. Mesmo assim o índice do paludismo não para de diminuir. Em declarações ao Téla Nón, o director do programa de luta contra a doença, anunciou que no passado foram registados 2 mil casos de paludismo no arquipélago habitado por cerca de 150 mil pessoas.

Uma redução significativa em relação ao ano 2007 em que foram registados 3 mil e 300 casos, assegurou Herodes Rompão. No entanto o país ainda tem grande desafio pela frente até atingir a fase de pré – eliminação do paludismo. Uma fase fundamental para a erradicação da doença. A OMS define parâmetros para a se atingir esta fase. Herodes Rompão, explicou ao Téla Nón que para se atingir tal fase, é necessário que em cada 1000 pessoas diagnosticadas exista apenas 1 caso de paludismo. «Actualmente registamos 17 casos por cada 1000 pessoas testadas», sublinhou.

O programa de luta contra a doença está a desenvolver várias acções para controlar o paludismo, e projecta a realização de mais duas sessões de pulverização das casas. Acções que visam atingir a fase de pré-eliminação da doença que no início da campanha em 2004 castigava mais de 40 mil pessoas em todo o país. A quarta e quinta campanha de pulverização, serão financiadas pelo fundo global, que é um mecanismo de financiado multilateral, gerido pelo programa das nações unidas. As três primeiras sessões de pulverização com o insecticida Alfacypermitrim, foram financiadas por Taiwam.

Abel Veiga