Búfalos e membros do partido FDC estão a ser ouvidos pelo Tribunal da Primeira Instância

Publicado em 16 Fev 2009
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40 pessoas envolvidas com edificio-do-supremo-trubunal-de-justica.jpg os Búfalos no alegado plano de subversão da ordem constitucional, foram presentes esta manhã na procuradoria-geral da república. Esta tarde foram encaminhados para o Tribunal da Primeira Instância. Caberá agora aos tribunais decidir pela continuidade da prisão preventiva ou a libertação dos membros da FDC que foram detidos pela polícia desde a última quarta-feira.Elementos da direcção do partido FDC e outras dezenas de pessoas, num total de 40, alegadamente envolvidos no plano para subverter a ordem constitucional, foram conduzidos desde as primeiras horas desta segunda – feira ao edifício do ministério público. Corpo de intervenção da polícia nacional apoiado por efectivos das forças armadas, escoltam os cerca de 40 elementos ligados ao partido FDC, também conhecidos por búfalos.

Até as 13 horas, o ministério público ainda não tinha dado início a audição dos elementos detidos. Legalização ou não da detenção preventiva dos elementos designados também por búfalos, é a questão de momento. Nas últimas horas todos os detidos foram enviados para o Tribunal, edifício localizado mesmo ao lado da procuradoria-geral da república.

No último fim-de-semana o Presidente da República voltou a reunir-se com os titulares de órgãos de soberania e com as chefias militares, para análise da situação interna. O Procurador-geral da República presente na reunião defendeu a legalidade de todo o processo que conduziu a detenção dos búfalos. «Todos os procedimentos adoptados pela polícia de investigação criminal e pela polícia nacional, obedeceram os pressupostos legais e esperemos que a verdade assim como os direitos e liberdade dos cidadãos estejam garantidos», afirmou o Procurador-geral da República.

Esta segunda – feira a última palavra pertence aos tribunais que vão decidir sobre a continuidade ou não da prisão preventiva dos elementos do partido FDC detidos desde a última quarta-feira.

Abel Veiga