Primeira fase para criação do centro de assistência cardiovascular no hospital Ayres de Menezes foi concluída com sucesso

Publicado em 08 Abr 2009
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São Todoentes.jpgmé e Príncipe não tem especialistas em cardiologia, daí que o projecto da ONG portuguesa cadeia de esperança médico-humanitária de criação nos próximos 3 anos de um centro de assistência cardiovascular, reveste-se de grande importância, para uma população onde os casos de hipertensão tem aumentado consideravelmente. A equipa de cardiologistas portugueses que trabalhou durante uma semana no hospital Ayres de Menezes, detectou várias anomalias cardíacas nos pacientes são-tomenses.

O cardiologista português Nuno Quintal(na foto), confirmou as patologias cardíacas dominantes nas dezenas de pessoas que foram rastredr-nuno-quintal.jpgadas durante 7 dias. «25% tinham válvulas lesadas, portanto eram valvulopatias, uma patologia que aqui acontece muito, e cardiomiopatias dilatadas, isto é corações muito grandes, a funcionarem muito mal», explicou.

Em Junho próximo mais uma equipa de cardiologistas, virá a São Tomé, para acompanhar os casos. Ao mesmo tempo o projecto, prevê a formação de médicos e enfermeiros são-tomenses, em matéria de diagnóstico e tratamento dos problemas cardíacos.

Alice Bernardo, especialista em medicina interna, trabalhou junto com a equipa portuguesa e considera que o projecto pode contribuir muito para a melhoria da assistência médica em situações cardiovasculares. «Eu por exemplo estou interessada em aprender bem a fazer a eco grafia cardíaca. Por isso tem que se aperfeiçoar no estrangeiro para depois regressar e executar o trabalho cá. É um exame muito importante que deveríamos ter no n  doutora-alice.jpgosso país para acompanharmos os pacientes», referiu a médica são-tomense(na foto).

Por sua vez o cardiologista português, anunciou a intenção do projecto humanitário, em elevar a competência da médica do hospital Ayres de Menezes, no acompanhamento das doenças cardíacas. «Pretendemos é que ela vá a Coimbra, fazer um pequeno estágio, porque o eco cardiograma, não é como o electrocardiograma demora muito para se aprender. E se ela ficar lá pelo menos um mês, penso que um dia o aparelho que é para vós, poderá começar a funcionar com ela logo que possível», pontuou.

A ONG cadeia de esperança médico- humanitária, ofertou alguns equipamentos ao hospital Ayres de Menezes, num projecto que pretende até 2012, dotar o hospital Ayres de Menezes de meios e pessoal competente para dar resposta aos problemas de saúde de foro cardíaco.

Abel Veiga