População de Micoló alvo de campanha de sensibilização na luta contra o paludismo

Publicado em 27 Abr 2009
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Micoló é ummosquiteiro.pnga das localidades de São Tomé onde se tem registado alguns focos de resistência popular contra a pulverização das residências. Parte importante dos habitantes não tem hábito de utilizar o mosquiteiro impregnado. Por essas e outras razões o índice de paludismo tende a aumentar na vila, alastrando-se ao resto da ilha. Por isso mesmo o centro nacional de endemias em parceria com a República de Taiwan, realizou no dia internacional de luta contra a doença, uma confraternização com a população local, para tentar mudar a mentalidade em relação as técnicas em prática de luta contra o paludismo.

Os casos de Paludismo tendem a aumentar em São Tomé, comparado com o ano 2007 e 2008. O governo não tem mãos a medir. Depois de ter arrancado com a nova fase de pulverização intra-domiciliar que começou na zona de Pantufo, outro aglomerado populacional onde se regista alguma resistência contra a pulverização das casas, o centro nacional de endemias em parceria com a Organização Mundial da Saúde e a missão médica Taiwanesa, realizou na zona de Micoló, uma actividade recreativa com musicas sobre o paludismo, dramatização sobre o mosquiteiro e exposição sobre actividades que estão a ser levadas a cabo para erradicar o paludismo.

Tratou-se de uma acção que teve como objectivo sensibilizar a população em relação a luta contra o paludismo, nomeadamente a busca activa, a utilização correcta do mosquiteiro impregnado e tratamento precoce dos casos de malária. Esta zona tem constituído preocupação para as autoridades sanitárias, por se tratar de um local onde o índice de casos de paludismo tende a aumentar.

Além disso, a semelhança de Pantufo, grande parte dos moradores estão a resistir as actividades de pulverização. Isto porque, a população teme entre outras coisas que os agentes de pulverização saqueiem as suas casas. A par da pulverização os agentes sanitários têm distribuído mosquiteiros impregnados e estimulado as pessoas a fazerem o uso deste instrumento de combate a malária.

A resistência de algumas comunidades em relação as técnicas em uso para eliminar o paludismo, acaba por ser um grande desafio para a campanha. As ONGS, são chamadas a intervir para ajudar o estado a mudar a mentalidade dos habitantes destas comunidades. Recentemente o cidadão Aurélio Martins, através da sua empresa privada distribuiu mosquiteiros impregnados a população de Micoló, numa acção de sensibilização que pretende contribuir para a eliminação da doença que no passado matava mais de uma centena de pessoas por ano, sobretudo crianças menores de 5 anos.

De salientar que segundo o relatório de 2008 da OMS sobre o paludismo, 86% dos duzentos e quarenta e sete milhões de casos estimados de paludismo e 91% dos óbitos relacionados com esta doença ocorrem na região africana. Por isso para a eliminação do paludismo é necessário que os 42 estados da região africana garantam o acesso universal a intervenção de controlo de malária. Só com esforços concertados  e a colaboração de todos, cada a um a sua medida vai ser possível combater e controlar a malária, que não tem poupado ninguém.

Em São Tomé e Príncipe o recuo da doença, foi bastante acentuado desde o ano 2004, mas no ano passado registou-se 11 mortes.

Ectylsa Bastos