UNFAP FINANCIA FORMAÇÃO SOBRE GENERO E DESENVOLVIMENTO

Publicado em 07 Jun 2009
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É uma iniciativafamilia.jpg do instituto nacional para a promoção da igualdade e equidade de género e visou reforçar as capacidades em género ao nível dos ministérios sectoriais.

O governo elaborou  a partir de 2004 a estratégia nacional para  a igualdade e equidade de género e validou esta estratégia em 2005 e adoptou no decreto numero 14/ 2007. » para a implementação desta estratégia é necessário que os quadros  nacionais estejam capacitados em matéria de género e sejam capazes de fazer a integração transversal  desta matéria ao nível dos seus sectores respectivos e de incluir as questões que constam na estratégia, incluir estas questões nos planos, nos programas e nas politicas dos diferentes ministérios» disse Lurdes Viegas, responsável do INPG.

Esta acção de formação visou formar um conjunto de formadores ao nível dos diferentes sectores que terão a missão em parceria com o instituto nacional para a promoção da igualdade e equidade de género( INPG) formar as estruturas ponto focais.  Durante o período da formação, os participantes tomaram conhecimento sobre »transferências de competências, como analisar uma situação tendo em conta as diferenças; como fazer a orçamentação tendo em conta as diferenças mas também seguir e avaliar uma acção de desenvolvimento tendo em conta a diferença . Em termos de problemáticas estas diferenças são subjacentes  ao facto de que em S.Tomé e em vários países de Africa a divisão sexual do trabalho faz com que são atribuídos papeis bem diferentes ao homem e a mulher. A mulher é logo vista como dona de casa e os homens como chefe de família. Entretanto em S.T.P. há uma vontade politica em reduzir  ou mesmo eliminar estas diferenças, já que o estado decidiu dotar-se de uma estratégia nacional para a igualdade e equidade de género e também criou o INPG» sublinhou Diana  Lima Handem, conselheira técnica de UNFAP em DACAR.

No final do atelier  alguns membros do governo, ex-ministras, representante da rede das ministras e parlamentares tomaram parte numa sessão de briefing sobre género e desenvolvimento. Uma forma de corrigir e quem sabe  eliminar as disparidades existentes no país em relação a igualdade e equidade de género. »o governo vai envidar esforços para encontrar um equilíbrio entre as mulheres e homens. Desde o inicio quando começamos a elaborar o orçamento geral do estado vamos introduzir alguns projectos concretos para as mulheres e homens de forma a encontrar um equilíbrio.» Disse Maria Tomé.

O ministro da educação sublinhou na altura que esta sessão especial serviu para ajudar a corrigir e melhorar as medidas de politica dos diferentes ministérios e sectores»ao nível da educação nós estamos neste momento na extensão da escolaridade básica, na implementação de uma educação equitativa de qualidade para garantirmos o acesso e acessibilidade tanto para as raparigas como dos rapazes».Enquanto isso, Elsa Pinto garantiu que a formação apesar de ter sido de curta duração foi boa, na medida em que  não se pode falar em desenvolvimento sem que haja  equilíbrio entre homens e mulheres» ao nível das forças é muito importante porque  em 2006 houve uma inovação com a introdução das mulheres nas forças e significa uma pequena inovação, mas que tem que ser visto pelos homens como um processo natural e que possa ter maior aceitação dos homens. Aceitar as mulheres com as suas diferenças, não quer dizer que há uma competição  entre homens e mulheres, mas que elas possam estar enquadradas nas forças, desempenhando as mesmas funções e oportunidades».

O atelier de formação de formadores em género e desenvolvimento que teve seu inicio no passado dia 25 de Maio culminou na quinta-feira última foi um sucesso., segundo a comissão organizadora. »Conseguimos afirmar que todos estes quadros que participaram no atelier  transformaram-se em parceiros do INPG para a implementação das suas estratégias.» disse Lurdes Viegas

Tomaram parte neste atelier quadros do ministério da saúde, da educação, da ordem interna, da comunicação social, da defesa e do Instituto nacional para a promoção da igualdade e equidade de género.

Ectylsa Bastos