Sociedade

Alfândegas em greve

Oalfandega.jpgs trabalhadores das alfândegas estão em greve até sexta-feira. São cerca de 45 pessoas, que segundo a comissão de greve, exigem que o governo volte atrás na implementação do decreto-lei 4/2009, que reduziu os subsídios e emolumentos dos trabalhadores. Helio Nazaré, da comissão de greve disse que o rendimento dos funcionários das alfândegas baixou cerca de 33%.

Helio Nazaré, em representação dos trabalhadores grevistas, disse ao Téla Nón que se o governo não fizer marcha atrás na implementação do decreto-lei que mexeu com os subsídios e emolumentos dos trabalhadores, as portas das alfândegas poderão ficar fechadas por tempo indeterminado. «Nós os trabalhadores das alfândegas tínhamos alguns rendimentos mas com o decreto número 4 /2009 perdemos esses proventos. Ficamos lesados em cerca de 33% do nosso rendimento», declarou para depois acrescentar que «demos 5 dias para o governo repor aquilo que nos tirou. Caso contrário temos que seguir com a greve, remetendo mais uma carta de greve desta vez por tempo indeterminado», frisou, Hélio Nazaré.

A paralisação dos serviços das alfândegas que começou esta segunda-feira, bloqueou todas as outras actividades no porto de São Tomé. Os despachantes estão parados, e os estivadores já não ganham dinheiro. Não há embarque nem desembarque de mercadorias no porto de São Tomé.

Segundo a comissão sindical a aderência a greve atingiu 100%. É através das alfândegas que o estado são-tomense arrecada cerca de 65% das receitas correntes. Hélio Nazaré explicou ao Téla Nón que os trabalhadores só avançaram para a greve porque esgotaram todas as hipóteses de negociação com o governo.

Após 5 rondas negocias sem sucesso, a greve foi o último trunfo para pressionar o executivo de Rafael Branco, a repor o valor dos subsídios e emolumentos que foi retirado com base no decreto 4/2009.

Abel Veiga

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