Trabalhos preliminares para construção do porto em águas profundas demoliram o memorial do massacre de 1953 erguido na praia de Fernão Dias

Publicado em 02 Set 2009
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futuro-porto.jpgA Terminal Link, empresa que pertence a companhia francesa CMA GGM, detentora de 40 hectares de terra da zona de Fernão Dias para construção do porto em águas profundas no valor de 500 milhões de dólares, prometeu em Abril passado, que os trabalhos preliminares iriam começar em Agosto e cumpriu a promessa. O memorial do massacre de 1953, erguido na zona de Fernão Dias tombou no último fim-de-semana. Os trabalhos preliminares que implicam a terraplanagem da zona e a sua vedação tiveram também como alvos algumas residências cujos proprietários já tinham sido indemnizados pelo estado. Tudo demolido. A tradicional celebração no dia 3 de Fevereiro do massacre de 1953, em Fernão Dias fica assim para história. A Terminal Link prepara o terreno para o início em 2010 da construção da maior infra-estrutura económica da história de São Tomé e Príncipe. Segundo a empresa concessionária o porto de águas profundas de Fernão Dias, será o mais moderno de toda a região da África Ocidental. Estima-se em mais de 1300 postos de emprego directos para os são-tomenses. O porto deverá receber os primeiros navios cargueiros, nos finais de 2012 ou início de 2013.

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