Empresário Aurélio Martins apela a melhoria do ambiente administrativo, financeiro e judicial para promover investimento angolano em São Tomé e Príncipe

Publicado em 09 Out 2009
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aurelio-martins.jpgO presidente do grupo empresarial Gibela, Aurélio Martins, está preocupado com as últimas notícias que dão conta da venda da cervejeira Rosema, propriedade do grupo privado angolano, Ridux Lda. O empresário baseado em Angola e com vários investimentos em São Tomé, considera que só com a melhoria do ambiente, administrativo e judicial, mais investidores de Angola poderão sentir-se atraídos a injectar capital em São Tomé e Príncipe.

Aurélio Martins, presidente do grupo Gibela, apelou as autoridades são-tomenses a melhorarem o ambiente administrativo, financeiro e judicial do país, de forma a atrair mais investimentos estrangeiros de países amigos, nomeadamente os angolanos.

As declarações do empresário, que tem empresas a funcionarem em São Tomé e Príncipe e em Angola, vêm na sequência da polémica instalada em torno da cervejeira Rosema, gerida pela sociedade angolana RIDUX LDA, e que foi alvo de uma penhora requisita pelo Tribunal Marítimo de Luanda. «Li a entrevista do advogado da Rosema, Dr.Guilherme Pósser da Costa, além de vários documentos credíveis a que tive acesso, e preocupa-me constatar algumas fragilidades do nosso sistema judicial, e que as vezes, dificultam a celeridade e isenção na tomada de decisões», afirmou Aurélio Martins.

O empresário entende que os governantes devem prosseguir o esforço no sentido de munir o sistema judicial de condições logísticas e materiais mais dignas, de modo a cumprirem com a sua verdadeira missão, que é «a realização da justiça».

Depois de manifestar a sua solidariedade com o empresário Mello Xavier, pela sua coragem ao investir no mercado são-tomense, num contexto de privatização onde a economia são-tomense vivia várias debilidades, Aurélio Martins apela as partes envolvidas no processo no sentido de «agirem com bom senso, no respeito pelas leis, de forma a dignificar as instituições e não beliscar a irmandade existente entre os angolanos e são-tomenses», precisou.

Aurélio Martins, cidadão são-tomense, proprietário de empresas são-tomenses em vários domínios, desde a hotelaria até segurança privada, teme que a polémica em torno da cervejeira Rosema, venha a desmotivar os investidores angolanos, interessados no mercado são-tomense.

Abel Veiga