Dentro de um mês o país poderá ter equipamentos laboratorias capazes de identificar se a epidemia da gripe existente no país é do tipo A ou B

Publicado em 16 Out 2009
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oms.gifA representação da OMS em São Tomé e Príncipe, anunciou esta semana o apoio técnico que vai permitir ao arquipélago realizar testes de despistagem do virus H1N1. Na última semana o Ministro da Saúde Arlindo Carvalho, anunciou que a gripe A, já é realidade no país, com o registo laboratorial de 6 casos. Os testes foram feitos no laboratório regioonal de referência localizado nos Caramões.   

Com 150 mil habitantes, distribuídos por 1001 quilómetros quadrados, o sistema nacional de Saúde já registou 6 casos de gripe A. O vírus H!N!, causador da doença, já está presente no arquipélago. A OMS que desde o início do ano, ainda sem o regsito de qualquer caso da gripe A,  ofertou ao país um lote de medicamentos Tamiflu, reforça a estratégia de combate, no sentido de dotar o sistema nacional de saúde de meios laboratoriais que permitem a despistagem do virus H1N1. «Está previsto apoio no reforço das capacidades laboratoriais para que ao nível do país seja possível dizer se o vírus é A ou B. Quando os equipamentos chegarem e o pessoal do laboratório estiverem formados será possível dizermos se este vírus é A ou B.». declarou Pierry Kousy, representante da OMS em São Tomé e Príncipe.

Segundo o representante da OMS, a instalação de um laboratório para despistagem da gripe A, está a ser estudado há bastante tempo. O projecto ganhou forma mas faltava sempre os recursos financeiros.  Face a entrada do vírus H1N1 no país, o Director Regional da OMS, providenciou 75 mil dólares para capacitar São Tomé e Príncipe na luta contra esta  pandemia. «Daqui a um mês os equipamentos poderão estar no país», garantiu o representante da OMS.

Pierry Kousy garantiu também que o organismo das Nações Unidas pretende apoiar a campanha de mobilização social e advogar junto aos parceiros para angariar alguns recursos financeiros para combater a pandemia. Embora não tenha havido até então óbitos no país por causa da gripe A, adivinha-se que a doença poderá ter impacto negativo na economia nacional. «Ao nível das instituições públicas ou privadas esta ausência também tem custo porque é uma empresa onde um quadro que deveria produzir e não produz. A nível da saúde, o pessoal da saúde tem muitos doentes e  tem havido uma sobrecarga de trabalho. E  esta sobrecarga poderá ser evitada através de uma actividade de prevenção para diminuir os diferentes focos da doença», precisou.

Para a OMS a prevenção deve ser a principal arma de combate. Daí a importância da mudança de comportamento para erradicar a doença no país. A vacina contra o virus H1N1, é recente, e poucos países têm acesso neste momento. A OMS, anunciou que vai desenvolver acções para que o «país consiga uma pequena parte, não vai ser possível dar a todos, só alguns grupos prioritários, poderão ser imunizados», realçou. 

O apoio da OMS a São Tomé e Príncipe no combate contra a gripe A, começou desde o aparecimento da doença a nível mundial, mais concretamente no México. «Esta preparação foi feita através de uma assistência técnica da nossa equipa aqui no país na preparação  de plano de contingência, na disseminação dos documentos técnicos chaves da luta contra a pandemia, na revitalização da equipa da comissão nacional dos grupos de trabalho e apoiamos também com financiamento para a vigilância e comunicação social, o que resultou nalgumas actividades que o país fez ao nível nacionalsublinhou Kousy

No segundo trimestre deste ano a OMS ofereceu ao país dezenas de caixas do anti-retroviral, Tamiflu para tratar cerca de dois mil e trezentos doentes adultos. Mas não só. «Foram entregues 75 equipamentos para a protecção individual, foram  entregues também materiais de colheita das amostras, um kit de investigação e para a confirmação da epidemia a OMS ajudou o país na colheita e envio  para o laboratório regional de Yaonde», explicou.

No grupo dos países africanos de expressão portuguesa, a gripe já atingiu também Angola, Cabo Verde, e Moçambique.  A gripe H1N1 já matou dezenas de pessoas em todo mundo, com registo de milhares de infectados, esta a ganhar terreno no país. Por isso  a prevenção é fundamental.

Ectylsa Bastos