Incêndio das gruas da ENAPORT teve mão criminosa

Publicado em 07 Jan 2010
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enaport.jpgConfirmamos quo Director da Polícia de Investigação Criminal (PIC), disse ao Téla Nón que o incêndio que devorou as duas gruas da empresa de portos, é resultado de um acto de sabotagem e de negligência. Dois suspeitos já foram detidos e entregues aos tribunais.

Em Novembro último o porto de São Tomé ficou paralisado alguns dias, por causa do incêndio das duas gruas. A primeira, por sinal mais nova incendiou-se e a segunda mais velha que acabou por ser utilizada como último recurso ardeu logo a seguir.

O embarque e desembarque das mercadorias estavam assim em causa. O governo lançou suspeitas de mão criminosa por detrás dos dois incêndios. A polícia de investigação criminal entrou em acção e já tem provas de que pelo menos a grua mais nova foi alvo de sabotagem. «De acordo com a investigação feita concluímos que houve sabotagem. Na grua TMI100, que é a mais nova e melhor que lá estava, teve mãos estranhas por detrás. Conseguimos desvendar a mão estranha e já entregamos aos tribunais. Existiam 4 mãos estranhas o que quer dizer 2 pessoas», garantiu Lázaro Afonso, Director da PIC.

Segundo o Director da PIC, os alegados sabotadores tinham retirado as correias da máquina. Acção que terá facilitado o incêndio. «Detivemos as pessoas e entregamos ao ministério público», sublinhou.

Quanto a segunda grua, por sinal a mais velha, Lázaro Afonso, explicou que a avaria da mesma é resultado de negligência por parte dos operários.

A polícia de Investigação Criminal, diz ter provas que indiciam o conflito interno entre grupos rivais da ENAPORT como sendo o móbil do crime. «Estamos num país de muita contradição. Como polícia entendo que o acto foi de má fé. Uma das partes em conflito na empresa, possivelmente pensou que ao fazer isto estaria a criar dificuldades a outra parte», realçou Lázaro Afonso.

O incêndio das duas gruas da ENAPORT, ameaçou gravemente a economia nacional. É do funcionamento do porto de Ana Chaves, que o estado são-tomense arrecada cerca de 80% das receitas.

Abel Veiga