Governo Regional do Príncipe exige apuramento de responsabilidades em torno da inoperância do Navio Príncipe

18 Fevereiro 2010
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Governo Regional do Príncipe exige apuramento de responsabilidades em torno da inoperância do Navio Príncipe

O Navio dado como novo, e inaugurado há cerca de 4 meses, está inoperante há cerca de 2 meses. O propósito de ligação marítima inter-ilhas não está a ser cumprido. O governo regional pede esclarecimentos, e exige que sejam apuradas as responsabilidades pelos autores ou actores pela inoperabilidade da embarcação, que segundo números oficiais custou 1 milhão e 200 mil euros.

O povo do Príncipe que se concentrou na baía de Santo António para receber em festa o navio Príncipe, como tábua de salvação para a ligação marítima segura entre as duas ilhas, está agora desiludida.

O barco novo, trabalhou cerca de 2 meses e avariou-se. Depois da denúncia do verdadeiro estado do barco, feito pelo comandante Júlio Silva, e que o Téla Nón publicou, o silêncio tomou conta das autoridades nacionais, em relação ao navio Príncipe.

O barco que desde finais de Dezembro está a boiar na Baía de Ana Chaves em São Tomé, a espera de socorro, custou ao estado são-tomense 1 milhão e 200 mil euros. O silêncio do governo em torno da inoperacionalidade de um barco alegadamente novo e inaugurado há cerca de 4 meses, já está a gerar alguma especulação sobre o verdadeiro preço da embarcação.

O governo da região do Príncipe, está consternado com a situação, e exige do estado são-tomense o apuramento de responsabilidades. «Nós temos que apurar responsabilidades com esta situação que está a acontecer com o barco. Nós não podemos continuar eternamente a sermos prejudicados pelos erros cometidos», afirmou José Cassandra.

O Governo regional explica que «não quero acusar os marinheiros, não quero acusar a direcção da empresa construtora. Eu quero apenas que se apure as responsabilidades. Desde os fornecedores até lá onde for necessário. O que não podemos é vermos as aquisições, os esforços que o país vem fazendo para adquirir os bens e esses bens desaparecerem sem que haja responsabilidade pelos mesmos. É inaceitável», reclamou o Presidente do Governo Regional.

Abel Veiga   

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