Caso ROSEMA ainda continua a marcar actualidade

Publicado em 25 Fev 2010
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A detenção e a extradição pela Interpol em Dezembro de 2009, do antigo administrador da Cervejeira Nacional, foi mais um caso que se junta ao complexo negócio de compra a venda da ROSEMA. A Interpol de Angola em colaboração com a célula de São Tomé, deteve Jorge Oliveira em São Tomé, e o extraditou para Angola numa operação relâmpago em que a chefia do governo e outras autoridades são-tomenses só tiveram conhecimento quando a aeronave especial já estava a deixar o espaço aéreo nacional, soube o Téla Nón de fonte governamental.

A fonte explicou ao Téla Nón que pelo menos um membro do governo tentou em vão fazer a aeronave regressar a São Tomé, alegando irregularidades no processo de extradição do antigo administrador da ROSEMA, mas sem sucesso. O antigo administrador da empresa é acusado de fraude financeira na ordem de 2 milhões de dólares. Dinheiro que Jorge Oliveira teria segundo a fonte do Téla Nón desviado das contas do dono da cervejeira, o angolano Melo Xavier. A fonte disse ao Téla Nón que é praticamente o mesmo valor que custou a compra também volátil da cervejeira.

A ROSEMA que pertencia ao grupo angolano REDUX do empresário Melo Xavier, passou para as mãos de um outro grupo privado, que tem fortes ligações com negociantes são-tomenses, mesmo estando a decorrer tanto no supremo tribunal de justiça de São Tomé como no supremo tribunal de justiça de Angola, processos de recurso em relação a contenciosa venda d empresa, após um pedido de penhora de bens que havia sido feito pelo Tribunal Marítimo de Luanda e mais tarde mandado suspender pelo próprio Tribunal Angolano.

Dados recolhidos pelo Téla Nón indicam que recentemente os novos administradores da cervejeira, decidiram hipoteca-la, a troco de um empréstimo bancário na ordem dos 3 milhões de dólares. Um dos bancos da praça Financeira São-tomense, terá ficado com a propriedade Rosema como garantia pelo empréstimo. Dados que foram no entanto desmentidos pela nova administração da cervejeira, actualmente dominada por negociantes são-tomenses.

Abel Veiga