Direcção do Ambiente em parceria com a rede de áreas protegidas de África Central promove a criação do quadro de concertação ambiental

Publicado em 02 Mar 2010
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paisagem-de-sao-tome.jpgQuadro de concertação ambiental, é segundo a direcção do ambiente uma estratégia de protecção ambiental, que envolve todos os sectores tanto públicos como privados. Por isso representantes dos órgãos de diversos sectores afectos a administração central do estado e ONGs, participaram num atelier que visa a criação do quadro de concertação ambiental.

Apesar de considerar que em São Tomé e Príncipe «a situação ecológica dos parques mantém um equilíbrio normal e sem grandes ameaças», o director geral do ambiente, Arlindo Carvalho deu grande importância ao atelier de promoção do quadro de concertação ambiental.

Nas zonas limítrofes dos parques naturais de São Tomé e da ilha do Príncipe, pequenos agricultores, desempenham diariamente as suas actividades. Sem orientação adequada pode haver impacto negativo nos parques naturais. Para além disso outras actividades são desenvolvidas no interior dos parques. «Temos dentro do parque estudos que estamos a realizar relacionados com os ecossistemas frágeis, fundamentalmente as espécies endémicas do país. Portanto é necessário que haja esta interligação entre os sectores da floresta, da agricultura, do turismo do ambiente etc, para que realmente as acções possam ser coordenadas», explicou o Director Geral do Ambiente.

A Rede de Áreas protegidas da África Central, juntou-se a direcção geral do ambiente na promoção do quadro de concertação ambiental. «Os problemas ambientais não podem ser resolvidos apenas num sector. É necessários que integremos todos os sectores na resolução da problemática ambiental nacional», reforçou Arlindo Carvalho.

Os parques naturais de São Tomé e da Ilha do Príncipe ocupam áreas de grande elevação e acidentadas. Por isso a intervenção do homem é limitada. Mesmo assim os são-tomenses são chamados a definir estratégias de actuação que possam manter as duas ilhas verdes, doidamente verdes, como disse um dos poetas das ilhas.

Abel Veiga