As duas crianças enviadas para tratamento em Taiwan regressaram recuperadas das lesões profundas provocadas por queimaduras

As duas crianças que foram tratadas no hospital universitário de Taiwan, foram submetidas a operações plásticas, e regressaram a São Tomé recuperadas das lesões provocadas pela queimadura de terceiro grau. Fernando de 6 anos e Aurélio de 7 anos, que tinham o futuro condicionado por lesões que impediam o movimento das mãos e das pernas, ganharam novo impulso ara a vida.

Após vários meses de internamento no hospital Ayres de Menezes, as duas crianças vítimas de queimaduras de terceiro grau, ficaram lesionadas. Lesões que ameaçavam o futuro das mesmas. Fernando de 6 anos vítima de queimadura na face, no peito e nas extremidades superiores bilaterais e áreas da costa, conheceu segundo o diagnóstico médico, imobilização das regiões axilares bilaterais com queróides. A pele torácica e lombar ficou deformada.

Aurélio de 7 anos, que sofreu queimaduras na região da perna dorsal direita, tinha o joelho imobilizado. Ambos foram enviados para Taiwan no dia 9 de Abril passado, para tratamento especializado. O relatório clínico do hospital universitário de Taiwan, explica que a intervenção cirúrgica baseou-se na remoção da pele e tratamento dos nervos.

Após seis semanas de tratamento em Taiwan, as duas crianças acompanhadas pelas suas mães e pelo médico assistente Martinho Fernandes, regressaram na última semana a São Tomé com sorriso nos lábios. O médico assistente, reconheceu que se não fosse a intervenção da cooperação taiwanesa, as duas crianças teriam toda a vida condicionada pelas lesões.

A acção do Chefe da Equipa médica taiwanesa em São Tomé, o doutor Yu-Tai Chang e da sua esposa, foi determinante para a primeira evacuação de doentes de São Tomé e Príncipe para Taiwan e o consequente atendimento médico especializado das duas crianças no Hospital Wang – Fang em Taipé.

Tomando conhecimento de vários casos de crianças internadas com queimaduras no hospital Ayres de Menezes, o Chefe da Missão Médica taiwanesa, decidiu apoiar Fernando e Aurélio, dois casos que exigiam cuidados especiais. Com apoio da representação diplomática em São Tomé, conseguiu realizar vídeo-conferência com os especialistas do hospital Universitário Wang – Fang, que exigiram o envio das duas crianças para serrem atendidas em Taipé.

A esposa do médico que está a trabalhar em São Tomé, exerceu influência junto as organizações não governamentais de solidariedade de Taiwan, com as quais tem boas relações, e conseguiu apoio financeiro para suportar a deslocação das duas crianças. A embaixada de Taiwan suportou o custo de transporte das crianças, o médico assistente e as duas mães. As despesas com a estadia incluindo o custo da cirurgia, foram asseguradas pelas organizações de caridade de Taiwan.

Um esforço conjunto do governo e das organizações não governamentais de Taiwan, que devolveu sentido de vida a duas crianças são-tomenses. A cirurgia plástica foi um sucesso. Fernando, está recuperado das lesões que impediam-no de movimentar os braços. A lesão neurológica na boca que impediam-no de comer e beber, também pertence ao passado. «Essas duas crianças iriam ficar condicionadas por toda a vida. Vi muitos casos como estes em São Tomé, como resultado de queimaduras. Constatei a situação, falei com o embaixador e encontramos uma forma de intervir», realçou o doutor Yu – tai Chang, chefe da equipa médica de Taiwan em São Tomé e Príncipe.

Aurélio, que tinha o joelho preso por causa das lesões, já corre. O embaixador de Taiwan em São Tomé, Chaung – Chen, considera que o futuro da cooperação entre os dois países a nível da saúde não passa pelo envio de doentes para tratamento em Taiwan, mas sim pela melhoria das condições técnicas e profissionais no hospital Ayres de Menezes, para que os casos especiais sejam devidamente tratados no país.

São Tomé e Príncipe não tem se quer um médico dermatologista. Por isso as questões de pele, como queimaduras são tratadas de forma aleatória, ou seja, a calhar.

Em declarações a imprensa são-tomense, o embaixador de Taiwan, recordou que «São Tomé e Príncipe tem acordo de cooperação com Portugal para tratamento de doentes nos hospitais portugueses. Daí que a prioridade número 1 para evacuação de doentes continua a ser Portugal. Só em casos muito especiais, os hospitais de Taiwan poderão receber doentes são-tomenses», explicou.

Casos especiais como os de Fernando e Aurélio, uma vez que o acordo de cooperação entre Portugal e São Tomé e Príncipe, não inclui a realização de cirurgias plásticas, com a remoção de tecidos cutâneos e nervais.

As duas crianças deverão continuar em tratamento de fisioterapia. Segundo a embaixada de Taiwan, o médico assistente que as acompanhou foi formado durante as 6 semanas, sobre as técnicas de manuseamento de casos especiais como Fernando e Aurélio.

A felicidade das duas crianças, não tem mais brilho que a alegria patente nos olhos das duas mães. Mulheres pobres, habitantes de comunidades piscatórias, que com o apoio solidário de Taiwan conquistaram algo precioso, a saúde dos seus filhos.

Abel Veiga

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    Santomense Responder

    Um historia com final feliz.
    Infelizmente, existe muitos outros casos, mas os doentes não têm condições financeiras e não tiveram sorte como esses dois felizardos.
    O nosso hospital é que deveria ter condições, quadros formados, etc, para tratar de muitos doentes graves, que entram todos os dias no Hostital Central.
    Eu, cidadão Santomense, agradeço em nome do Estado Santomense, que pela falta de condições em São Tomé, a Missão Médica Taiwanesa interviu e conseguiu traduzir de 2 problemas graves em 2 felicidades.
    Muito Obrigado.
    谢谢

    Santomense.

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      vicent Responder

      Desde o meu ponto de vista eu diria o pior.Caso como este sucede porque bilhoes e bilhoes que estao desviado por aí fora,fossem invertido na sanidade,nunca passaria caso como este.Mas acontece que quando estao esses senhores pótócónto doente,ou mesmo seus familiares,aviao grátis para portugal,entao quem morresempre sao os pobres.Nasci em s.tomé,e este hospital tempo meu que ainda era colonial,parecia um palácio.Entao valeu na realdade essa independència?BASTA E BASTA sw abusar dos pobres

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    carlinho Tiny Responder

    Parabéns, deus está convosco….força.

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    YOAVI LADY DOS SANTOS Responder

    Essa é úma cooperação que vale a pena depois de quase irradicar o paludismo agora têêm disto obrigado taiwan.

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    José dos Santos Responder

    É de louvar a iniciativa e meus parabens a todos intervenientes.

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    Zovirax Responder

    Que Deus proteja estas crianças. Que tenham muita saúde, alegria, paz e que rapidamente regressem as aulas.
    Faço votos que outras crianças tenham sempre oportunidades de tratamento, tanto no exterior como dentro do país. O futuro do nosso país está nas mãos destas e outras crianças. Um bem Haja.

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    fc0704 Responder

    POIS ‘E, SOMOS OS MELOHRES, NAO NOS INTERESSA QUADROS FORMADOS EM MEDICINA MUITO MENOS ESPECIALISTAS. NAO SOMOS COMO ANGOLA QUE MANDOU UM AVIAO EM FEVEREIRO DE 2009 E OUTRO EM SETEMBRO CON JOVENS SO PARA MEDICINA. NAO SOMOS COMO MALI QUE TINHA 110 NA FACULDADE DE MEDICINA, NEM COMO HAITI COM MAIS DE 500, SOMOS MELHORES, MANDAMOS 200 EM 2003 E NENHUM FOI A FACULDADE DE MEDICINA. COM GOVERNANTES ASSIM NAO NOS FALTA NADA.

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    Guedes Responder

    Feliz por saber da noticia e triste porque havera sempre situações dessas e nosso hospital nunca tará com desponibilidade de tratar dos pacientes .
    abraços a todos santomenses.

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    Luís Responder

    Excelente notícia!

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    Edson Responder

    Como santomense, fico feliz por estes dois “pobres” meninos terem reencontrado a alegria de viver, mas fico triste por saber que o nosso paìs é totalmente dependente em todos os sectores. Serà que o governo em vez de enviar santomenses à Cuba, para formarem-se em Direito, não pode reservar três ou quatro vagas de medicina, a pensar no futuro do nosso Hospital? Até quando vamos estar a depender de ajudas (finaceiras, morais…)?

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    Hug Boss Responder

    Valeu a cooperação, alías tem valido.viva

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    Alex Responder

    É caso para amém. Mas também pode-se questionar até quando? Será que não iremos ser nunca capazes? Será que somos os piores? Será que não valeu a pena termos tomado a independência há 35 anos? Ou será que é por negligência e corrupção? Enfim todas essas questões são para serem levadas em conta pelo Governo de STP.

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    N.Capela Responder

    E de louvar e agradecer particularmente o medico e a sua esposa que gracas a eles tudo issso foi possivel.Mas uma vez uma vergonha a classe politica e dirigente desse pais.Tudo isso so foi possivel gracas a a “ajuda da esposado medico taiwanes que usou das sua amisades e influencias conseguiu apoio financeiro juntos das organizacoes nao governamentais de taiwam para suportar as despesas”.O governo que fez?Certamente por serem filhos de pobres e sem influencia na politica santonese.Gracas a deus um final feliz

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    cesario verde segundo Responder

    melhor que a cooperacao com portugal, ao que parece.
    pois se fosse em lisboa, ninguem da embaixada lhes recolheria, nem subsidio de transporte dariam, e estariam desamparados como ovelhas sem pastor á sobras dum amigo, conhecido, ou familiar que lhes desse a mao. que vos diga d.pascoa, o peneta e o resto da escumalha de trapaceiros que ao longo de muitos anos “vivem” naquela parte traseira de edificio em forma de embaixada.

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    tiago kiala Responder

    q noticia maravilhosa
    espero q este jesto de bondade continua por ai

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