Sociedade

Antigos Marinheiros dos 9 navios espanhois que ficaram abandonados em Fernão Dias protestam esta tarde nas ruas de São Tomé

A manifestação dos antigos marinheiros das nove embarcações de pesca, que o armador espanhol, ASTIPESCA, abandonou na zona de Fernão Dias desde 2008, está marcada para as 15 horas. Dezenas de chefes de família ficaram sem sustento após a falência do armador espanhol que operava nas águas territoriais do Gabão. O estado são-tomense ficou a ver os 9 navios a degradarem-se ao largo de Fernão Dias. Umas encalharam, outras afundaram e outras desapareceram de forma misteriosa.Tudo aconteceu apesar do ministério público ter sugerido o governo a penhorar as 9 embarcações. Só em nos finais de 2009 o governo decidiu assumir o controlo das mesmas, quando a maioria das embarcações estava encalhada ou afundada. A promessa do executivo em indemjinizar os antigos marinheiros, no entanto sem cumprimento é uma das razões da manifestação desta tarde. 

    13 comentários

13 comentários

  1. Mingau

    27 de Maio de 2010 as 12:03

    É dessa forma que se prevê para os próximos tempos nas ilhas, a insatisfação geral, greves e paralisações, aliás, os primeiros passos já estão a ser dados, começou-se com os estudantes de Cuba, veio a ENASA, por duas vezes, a seguir a marcha pela vida, e muita está por manifestação vir.
    Ainda agora com essas medidas de austeridade tomadas por Portugal e alguns países europeus, essa corja de presunçosos que aguardem!
    Por mim, o dia das eleições que se avizinham deveria ser marcado por manifestações para se mostrar a comunidade internacional e os próprios “arrumados” em políticos que se está farto dessa incompetência, corrupção e delapidação de bens públicos.

    • Mingau

      27 de Maio de 2010 as 12:05

      Ups! Quis dizer, muita manifestação está por vir.
      Povo de STP acorda!!!

  2. abelveiga

    27 de Maio de 2010 as 15:25

    o seu comentário não será publicado. Exigimos responsabilidade e respeito no tratamento das questões nacionais. Caso contrário o espaço perderá credibilidade. Pode mandar um outro comentário com sugestões e críticas construtivas que publicaremos.

    • Mingau

      27 de Maio de 2010 as 20:39

      Tudo bem Abel Veiga. Tens a liberdade de escolher para publicar o que melhor te convém. Em todo caso, não vejo no meu comentário qualquer desrespeito no tratamento das coisas nacionais, simplesmente escrevi a minha opinião, em função dos males originados pela má gestão da coisa pública em STP há mais de 34 anos.
      Essa questão dos barcos é uma delas, pois, é incompreensível como que um país que não tinha um barco para ligar duas ilhas, recebe de “bandeja” logo 9 barcos e deixa apodrecer! Recentemente estive em São Tomé e fui àquela região para observar como os meus próprios olhos esse absurdo! E, fiquei revoltante!
      Quanto aos comentários, novamente, sugiro, deves é limitar o número de caracteres, pois isso é um espaço para comentar e não um fórum de discussão. Se bem que pela audiência que o site tem, nada mais te impede que possas abrir um espaço para discussões das questões nacionais.
      Muita força e coragem.
      Falou!!!

      • Mingau

        27 de Maio de 2010 as 20:42

        Correção: achei revoltante!

        • E. da Costa Lima

          28 de Maio de 2010 as 0:23

          Sobre esses marinheiros digo o seguinte:
          1. Não foi o Governo de São Tomé e Príncipe que os enviou pra trabalhar na ASTIPESCA;
          2. Não foi o Governo que faliu a empresa;
          3. A ASTIPESCA não foi uma empresa do Estado Santomense;
          Nesta ordem de ideias, pergunto:
          1. Qual é a responsabilidade do Estado nesta polémica?
          2. Porquê que o Estado tem que indemnizar esse pessoal?
          3. Será que, cada vez que as empresas falem no mundo, cada governo chama seus compatriotas e dá-lhes indemnização? Em que base se calcularia essa indemnização?
          Enquanto esse pessoal trabalhava para ASTIPESCA e recebiam seus salários, pagaram algum imposto ao Estado? Não será que esses indivíduos devem agradecer a Deus por terem vindo parar aqui? Se o armador os tivesse abandonado lá para os confins da América latina, o que teria acontecido com eles?
          Téla sé cá ba uê mé?! Ajudem-me a compreender isto.

          • pensador

            28 de Maio de 2010 as 8:37

            E.Da COSTA LIMA por mas triste q seja a situacao que vivem os desempregados da empresa espanhola t dou toda razao..
            – o estado tb e´uma empresa e nao pai e mae como muitos pensam ..o dinheiro nao cai no ceu…. as tuas perguntas sao muito pertinentes..alguem me pode dar as respostas ?

          • Mindelo

            31 de Maio de 2010 as 15:55

            E. da Costa, concordo plenamente contigo. como ja disse alguém, brincando, o problema de STP é essencialmente agricola:FALTA DE TOMATES E EXCESSO DE NABOS.

  3. J Oliveira

    28 de Maio de 2010 as 10:54

    Tento reponder ao E. da Costa.

    Caro E da Costa! Interessei-me bastante pela tua preocupação. Não sou especialista em questões de economia. Também costumo emitir minhas opiniões. A verdade é que o Estado tem suas responsabilidades. Aliás parece-me não ter sido exigência dos coitados dos pescadores, mas sim a promessa do governo em assumir meia culpa por ter permitido que as embarcações se apodrecessem quando devia ter tido outra postura num país sem qualquer embarcação. Hoje essas embarcações são como que um desastre ecológico para o país. Se os coitados dos marinheiros não pagavam impostos, o Estado é culpado, pois não deve nunca permitir isso seja para nacionais ou para estrangeiros. Mas devemos todos tentar compreender essas maldades, pois a sua preocupação é pertinente.

  4. Mingau

    28 de Maio de 2010 as 14:26

    Sim, posso ajudar-vos a entender a situação.
    Assim que surgiu essa situação os marinheiros propuseram ao Governo, naquela altura, a administração, por parte deles, das embarcações. O Governo, prontamente, negou tal alternativa.
    Pois, o que estava em causa, segundo os trabalhadores, era o cumprimento do devedor (a empresa) face aos direitos trabalhistas desses marinheiros. Desse modo, vale lembrar que a decretação de falência ou insolvência, passa pela determinação do vencimento das dívidas do devedor e dos sócios ilimitada e solidariamente responsáveis.
    Por outro lado, deve-se saber que pela nossa Carta Magma, todos os cidadãos têm o direito de ser acobertados pelo Estado em assuntos específicos, e esse não foge a regra. Ainda assim, o Estado tem suporte para pleitear (contender judicialmente), perante o administrador judicial desse caso, em favor desses trabalhadores. Visto que está em causa acções de natureza trabalhista. Sendo uma empresa estrangeira, temos um Estado para nos ajudar e defender em situações como esta. É, devido à essa conformidade do nosso Estado que muitos não sentem orgulho de ser são-tomense, pois qualquer um chega ao nosso país faz o que bem lhe entender e ficamos só a assistir porque quem deveria nos dar suporte não o faz!
    E, não se esqueçam que essa matéria deve ser de interesse de qualquer governo pois quanto mais desempregados, mais problemas sociais ele enquanto governo terá pela frente!
    Falou!

    • Mingau

      28 de Maio de 2010 as 14:29

      Correção: Carta Magna!

  5. peter

    28 de Maio de 2010 as 16:59

    yah sim, mas porque que Ma Fra se assumiu esta responsabilidade? porque queria ser o melhor? agora paga os homens ou do estado ou do bolso dele

  6. peter

    28 de Maio de 2010 as 17:05

    Caro amigo Abel estamos num estado democratico deixa os pessoas exercerem os seus direitos de espresao es tambem um deles?

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