Revolta popular em Obô – Izaquente

Por causa da falta de água potável na localidade, a população de Obô – Izaquente, cortou a a estrada que liga cidade capital a vila da Madalena. Acto contínuo alguns moradores de Bôbô Fôrro que se abastecem de água através da mesma canalização foram apoiar a manifestação.

Desde as primeiras horas desta segunda-feira que a população da localidade de Obô – Izaquente levantou barricadas na estrada que liga cidade capital a Vila de Madalena no centro da ilha de São Tomé. A População reclama pelo abastecimento de água potável. Nem a intervenção do Presidente da Câmara de Mé-Zochi, ajudou a arrefecer os ânimos.

Chafarizes secos, lavandarias sem água. É assim a vida em Obô – Izaquente desde Março passado. O mesmo acontece em Bôbô Fôrro, localizada mais abaixo. A população cansou-se e revoltou. Uma revolta justificada também pelo facto de o corte de água as localidades estar relacionado com o desvio do líquido precioso da canalização central, para abastecer algumas quintas que têm sido construídas nos arredores da Vila da Madalena.

O Presidente da câmara de Mé-Zochi, Nelson Carvalho, acompanhado por agentes da polícia nacional, constatou no terreno a situação de penúria de água, e prometeu solução para os moradores de Ôbô – Izaquente. «A qualquer momento a situação de água vai ser resolvida. O que quero neste momento é que abram a estrada, e digamos que o mais tardar a situação fica resolvida», afirmou o Presidente da Câmara.

O que apelo de Nelson Carvalho, não foi bem recebido pela população furiosa. Um dos jovens advertiu os outros moradores a não levantar a barricada enquanto não for reposto o fornecimento de água.  Para aliviar a tensão, outro habitante Nelson da Cruz, apresentou uma contra – proposta. «Até as 17 horas de hoje, se água chegar a Ôbô – Izaquente, abriremos a estrada. Se não chegar não abriremos a estrada», precisou.

Falta de água potável alimenta revolta no seio da população da região que tem uma das mais importantes bacias hidrográficas de São Tomé. Grande parte de água que abastece a cidade capital e arredores.

Abel Veiga

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    elisa Responder

    fazem é mto bem…hahahaha…até que enfim a nossa populaçao está a ficar esperta…dou a maior força ao povo…essas promessas nunca cumpridas têm que acabar…muito bem sao- tomenses…vamos ver se essa camara distrital nao poe agua para a pupulaçao até 18 horas…é tempo de lenvantar essas bumdas moles e trabalharem para o bem estar a populaçao coitada…um país com tanta chuva, e rio, pode terr carencia de agua para a pupulaçao saontomense que é tao peqquena…ha que pouca vergonha…

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      pumbu Responder

      Concordo plenamente. O presidente da camara devia demitir-se por incompetecia e por imitar ser mentiroso.

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        Tony Responder

        Não acho que o Presidente de Câmara devia demitir-se, porque acaba de chegar e o problema de Água remonta a décadas, e toumou-se familiar para a maioria dos santomenses. Antes sim, criar o mais urgentemente soluções para acabar com este mal, uma vez temos potencialidades em recursos hídricos… e não só cabe ao Presidente de Câmara com seria uma das intervenções do Governo. “DIGO”

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        Nelson Carvalho Responder

        Não sabe o que diz, um presidente eleito e empossado no dia 02 de setembro de 2010 estaria já nas condiçoes para resolver todo o problema de água no distrito?
        Se assim fosse eu não encontraria o problema para resolver. Portanto é de lhe informar que as coisas não se faz tudo de uma vez, mas é preciso se responsabilizar dos problemas e procurar a solução.
        A solução foi encontrada antes do prazo prometido. Não fujo as minhas responsabilidades, mas é de lhe dizer que o senhor tem razão, é analfabeto quando pede a demissão de um eleito e empossado num prazo de 3 meses sem deixar terminar o prazo prometido de resolução do problema ( agua de ôbô – izaquente). Julgar e condenar, tem duas facetas, matérias, e provas.
        O problema foi resolvido antes do prazo dado pelo Presidente da Câmara.
        Espero também que felicite a capacidade e a coragem, e não se esqueça que todos juntos conseguimos.

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        Nelson Carvalho Responder

        O meu comentario não era para o Tony é para o Pumbu

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    N.C Responder

    Ja nao era sem tempo.Nao e so a populacao de Obo-Izaquente e Bobo foro que sofrem o problema da falta de agua.a populacao da Madalena tambem e vitima dessa situacao.Essas populacaoes deveriam se unir e cortar o abstecimento de agua que vai a capital e nao penalizar a populacao da Madalena com baricadas nas estradas.Esse e um problema de longa data e que tem vindo acentuar com a construcao de novos depositos que fizeram para armazenamento e envio da agua para cidade capital.Sao poucas as casas da vila da madalena,chafarizes,que correm agua,inclusive o novo bloco de apartamento que construiram nao tem agua canalizada.Essas populacoes deveriam se unir e exigir do poder local e da Emae o abastecimento local de agua, e so depois conduzi-las ao cento da capital.A populaca da Madalena e arredores e pacata por isso essa situacao se mantem a decadas de anos

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    Armindo Fonseca Dos Santos Responder

    Senhor Nelson de Carvalho tenha um pouco de vergonha na sua cara e cumpra com a promessa eleitoral.Os moradores do Ôbô-Izaquente não é como os moradores da Jamaica em Portugal.O nosso povo já está com os olhos aberto.Porquê que esta população tem que ser sacrificada para benefício de outros.Si o senhores que têm quintas têm água ,esta população também são filhos da terra.O senhor Nelson Carvalho sabe muito bem que a água é um precioso líquido que faz muita falta,o senhor ainda se recorda que quando você morava no bairro da jamaica desviava água da Câmara do Seixal para o seu prédio? Portanto,o senhor como presidente desta câmara ,terá que trabalhar juntamente com a EMAE para repôr a água a esta população.

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    baga tela Responder

    Momento que nunca chega..deverias ter vergonha com promessas falsas.Isso mesmo populacao Santomense tudo tem limite.Nao e so resolver um dia e safodas outros tem que ter manutencao,isso de prometer ou fazer hoje e virar as costa tem que acabar

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    Moreno Responder

    Sinceramente fico perplexo por varias razoes.Nao tenho saudades do tempo colonial, porque nao ha nada que paga a independencia de um povo. Mas vejamos no tempo colonial , havia chafarizes em quase todos os locais inclusive havia lavadores nas vilas para que se pudessem lavar roupas.De 75 ate a data presente ja la vao 35 anos.Se e que seja problema de canalizacao, naturalmente se tem que fazer manutencao substituir tubarias e porque nao se fazem?Podemos dar gracas que no nosso pais nao temos problema de falta de agua.O que existe sim e o deixa andar, o comodismo e nada mais.Nao vejo razoes para que essa zona nao tenha agua.A agua e um bem basico para o ser humano.Espero que as entidades responsaveis deem solucao a este problema

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      Celsio Junqueira Responder

      Meu Caro,

      A perplexidade é facil de dissipar:
      - o país produz pouco.
      - importa muito mais do que exporta.
      - as poucas ajudas são desviadas para bolsos particulares.
      - os governantes tentam sempre resolver os seus problemas pessoais.
      - o povo é o último a ser tido em conta.

      Logo temos ingredientes necessários para que a fotografia actual seja pior do que antes da independência.

      Abraço,

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    E. Santos Responder

    Sinais de mudança, de que o povo tem vindo a amadurecer….a compreender o significado da palavra direito, no pacto social.

    Quem não chora, não mama…diz o velho ditado. Só não podem é ser desmedidos.

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    De Longe Responder

    Que são-tomenses de gema poderão maltratar a nobre população de Obô-Izaquente?
    Obô-Izaquente pertencendo à freguesia da Madalena (conhecida como casa d’água) só tinha um regato muito sazonal chamado San-Dá-Kéblà e uma nascente chamada Fundu-Cúlu e esta ensinava a jogar a paciência a quem quisesse encher um garrafão de água.
    Obô-Izaquente é terra do socopé Os Leonenses que só tinha como rival à altura o socopé Coimbra do Riboque. A vertente dançável do socopé era deliciosa naquela aldeia. Ninguém lhes poderá negar reclamação de um dos maiores afluentes do tão popularizado bulauê. A cultura de bligá em Obô-Izaquente ia para além da auto-defesa: era socialização, arte… cultura. Quão pequeno eu era quão sonantes ainda me vêm aos ouvidos os nomes do sô Figuê, da san Mélia, do sô Beladino, sô Flícu, san Vilha…
    Essas belíssimas pessoas apareciam todas e a qualquer hora em defesa de quem gritasse. Coitado do ladrão que fosse apanhado!
    Hoje roubam-lhes a água publicamente e eles manifestam para conseguir uma negociação. São bons sinais de evolução do género humano em STP.
    Falei como um apaixonado por Obô-Izaquente. Numa reflexão simplesmente humana pergunto:
    Se em vez dessa gente nobre, estivessem uns débeis mentais incapazes de se manifestar, o nosso progresso (ou o progresso de alguns) passar-lhes-ia por cima como se nada fosse?
    Se precisamos de nos unir para construirmos de forma equilibrada o nosso país podemos contar com quem tiramos a água sem dó?
    Porquê tanta programação avulsa em vez da GRANDE ESTRUTURAÇÃO DO PROJECTO DE DESENVOLVIMENTO DE STP?

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    A.G brasil Responder

    eu concordo com o (E. Santos )com a sua <> agora digo eu chora ate quando ?
    óla cu mina anzo ca sola passa ,êca fica cu boca glange passa.
    Os melhores dias estao chegando para este povo maravilho

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    kua muntu Responder

    como na zona de SATON MORRA CELEBRIDADES JA TEM AGUA

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    madalena Responder

    Não concordo de todo o mododo com estas baricadas!
    Mas vejamos! O Unico equipamento social que esta zona tem desde que nasci é um campo de futebol pelado sem as minimas condições.
    Os senhores são elitos e nada fazem, estas formas de luatm tendem a fazer historia. Lembro do controle popular.
    Mais agua e energia ao povo das ilhas.

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    Nelson Carvalho Responder

    Senhor Armindo Fonseca dos Santos, não sabe o diz e eu ignoro por seguinte razão:
    1º Talvez seja daqueles que só sabe falar mal dos outros e não tem o espirito patriotico.
    2º Por falta de conhecimento de algumas situações de soluções dos problemas que estão a ser feita neste momento lhe permita dizer palavras trocadas.
    3º Para julgar e condenar é preciso ter matérias e provas para o fazer.
    4ºQuem fala mal também pode falar bem, e o habito santomense é não falar bem mesmo que as coisas estiverem bem. A água foi reposta no dia seguinte e até hoje continua a correr nos chafarizes até aqueles que estão datados no ano 1967, e até o momento a comunicação social RTP/AFRICA não pronunciou nada sobre a situação resolvida e nem o senhor Armindo Fonseca dos Santos.
    Então aprendam a falar bem, quando esta bem.
    Por outro lado tive a coragem de ir ao encontro da população ouvir e resolver.
    Conto contigo para melhoramos o nosso País. Fala, fala, não resolve vamos a luta.
    Deixar a politiquices e fazer a politica cosiguiremos os objectivos.

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