A gestão de resíduos em 2011

Um novo ano se avizinha e com ele novos desafios e oportunidades. A problemática dos resíduos tem tido nos últimos tempos uma progressão assinalável fruto do esforço diário de várias pessoas e instituições, pelo que agora é necessário traçar novas metas tendo em vista a continuidade do trabalho realizado.

Em 2010 a melhoria do serviço de recolha de resíduos foi visível nos vários distritos do País. Novas localidades e comunidades passaram a ter um serviço de recolha de resíduos camarário ou comunitário, que contribuiu para uma melhoria das condições de vida da população. Tudo isso, resultado do esforço conjunto da sociedade. Por um lado as Câmaras Distritais, que apesar das dificuldades, melhoraram e aumentaram a recolha um pouco por todo o território, por outro a sociedade civil organizada que se envolveu de forma activa, participando em actividades de limpeza nas ruas e outros espaços públicos como praias e rios.

Com o fim deste ano pode-se dizer que a população está mais informada sobre a questão dos resíduos, fruto das campanhas de informação e sensibilização promovidas por diferentes entidades. É necessário continuar, mas é obrigatório que as instituições acompanhem as novas exigências de cidadãos cada vez mais informados.

Em 2011 é necessário que as entidades centrais se envolvam mais neste tema e façam dele uma prioridade nacional. A sociedade civil e as autoridades locais fizeram e estão a fazer a sua parte, contribuindo activamente na manutenção da comunidade limpa. O reforço das Câmaras na sua estrutura orgânica e financeira deve ser por isso um objectivo do próximo ano.

A valorização de resíduos, que já é uma realidade em várias localidades do País, deverá ser consolidada neste novo ano, tendo em vista a criação de postos de emprego associados à sua valorização material, função do valor económico dos resíduos cujo potencial está ainda largamente por explorar.

A definição de uma solução para a deposição final de resíduos é outro ponto incontornável. No futuro próximo todos os distritos deveriam ter uma solução para a deposição controlada dos resíduos recolhidos. Só assim será possível acabar com os despejos ilegais que além de degradarem a paisagem, hipotecam as oportunidades futuras das gerações vindouras que terão de lidar com os efeitos dos despejos descontrolados de resíduos, tais como poluição do solo e água, assim como consequências na saúde pública.

O ano de 2011 marca o início de uma nova década, cabe a todos fazer com que seja também um marco noutros campos, como é o caminho na correcta gestão de resíduos, tendo em vista o desenvolvimento sustentável do Pais.

Artigo escrito no âmbito do projecto “Consolidação do apoio às Câmaras Distritais para a implementação de um sistema regular de recolha dos resíduos sólidos” executado pelas ONG’s ADAPPA, ALISEI, FCJ e MARAPA com o apoio da Agência Espanhola de Cooperação Internacional para o Desenvolvimento.

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